terça-feira, 12 de abril de 2011

Oráculo



Hoje o dia amanheceu diferente!
e eu não poderia deixar de postar.
Porque por mais que eu fale para as pessoas, falo mais ainda para mim mesma
A noite foi péssima, rolando na cama, as costas doem, mas o dia...
O dia surpreendeu.
Surpreendeu na sua certeza.
Afinal, existe certeza maior do que a da noite que dá lugar ao dia?
Não é possível comprovar, mas é certo: o Sol vai nascer.
O tédio e a descrença aos poucos vão sumindo e eu faço sumir, porque tenho a certeza de que somem
E não é temporário, é como passar de fase, mudar o nível do jogo.
A tristeza se chega, chega com outra cara, não com cara de tédio nem vazio, apenas com cara de tristeza, que é como deve ser.
Preparo bem o terreno porque ela está para chegar. O que eu tanto queria: A certeza inabalável.
Eu não sei, mas eu estou a um passo de acreditar.
Eita passo difícil!

sábado, 9 de abril de 2011

Despedida

Ainda que a gente queira se ver livre da angústia sobre alguma coisa, despedir-se é sempre difícil
Esquecer, transcender, virar a página, encarar que foi uma ilusão
Não estou falando de amor...
Sim, talvez eu fale de amor... amor por aquilo que construímos, conquistamos, pelas oportunidades que agarramos com toda a força
Amor pelas expectativas e planos que fazemos.
Engraçado como as pessoas tem um incrível poder de criar expectativas em mim e depois arrancá-las com a mesma naturalidade
Tenho uma imensa dificuldade em me desfazer das coisas... não depois, depois eu vivo como se aquilo fosse um sonho distante, mas, este processo de desapego é um luto para mim, me desfaço em desilusões, decepções.
Sou testada sempre.
Acho que vim aqui para estar sempre aprendendo a dar a volta por cima
Mas, principalmente, para alcançar algo tão difícil: Despir-me de toda a roupa repetidas vezes, pegar os caquinhos, varrer a poeira, jogar tudo pela janela e ficar um tempo olhando para o quarto vazio.
Depois, arrumar tudo novamente, escolher uma roupa nova, os móveis, a maquiagem, a cara e renovar o brilho dos olhos por uns tempos.
Minha vida é um recomeço.

domingo, 20 de março de 2011

Outros olhos e armadilhas

Eu não preciso de muita coisa
Não preciso de alguém que nunca gostou de mim
Não preciso de pessoas pobres de espírito
Não me alimento de lembranças que não fazem mais parte da minha vida
Não dependo da internet
Não preciso dar importância à pessoas que me cercam
que atiram energia duvidosa sobre mim
que não se conhecem, nem sabem o que querem, mas pensam que são tudo
Às vezes até me enjoam cenas e dramatizações no que poderia ser tão leve
Acho que é isso... não preciso dessas coisas,
mas fico tão pasma que me deixo atingir fortemente.
De toda forma, a partir de hoje tentarei me apegar ao que alguém me disse...
Me disse que sou maior do que tudo isso e olhou pra dentro da minha alma.
Fecho os olhos e percebo bem aqui à minha volta, trazendo paz
Família, amor, amigos de verdade
É disso que eu preciso.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Visceral


Queria escrever hoje para você
Você que me lê e eu nem sei
Você que lê e eu bem sei
Você que busca nas minhas palavras uma resposta
Você que acha que tudo que eu escrevo é sobre você
Não tem problema
Mas a verdade é que a minha alma aqui está destampada, dilacerada, transbordante
Ela sempre transborda e sái pelas minhas pupilas e também pela minha voz
Dias atrás eu disse que ainda falaria sobre o lado bom de ser assim
Apesar que às vezes eu nem sei se é bom
Só sei que é visceral, perfeito em alguns momentos
Os dois cisnes, o branco e o negro
Nunca nego nenhum deles, o que pode até ser mal interpretado
Mas é assim, transparentemente paradoxal
É espontaneamente para você
Mas não esqueça.... é sobre mim.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Roda Viva

Uma estrela cadente caindo infinitamente
Sem parar
O caminho, a estrada tortuosa e linear
Um dia bom, depois da precipitação e depois de encontros infelizes
A esperança de conseguir o entendimento, conseguir ao menos ser ouvida, compreendida
A possibilidade de falar com o coração para alguém que tanto inspira
Ser lembrada, admirada
O riso da criança
Braços abertos para o que vida quiser me dar
Portas fechadas para falsidades e coisas do passado que não vale a pena cultivar
Pés descalços
O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Segunda de manhã

É preciso coragem

É preciso ser verdadeiro e sobretudo encarar a realidade
Me dá um pouco da sua coragem

E quando você precisar te empresto também a minha

Tudo que desestabiliza precisa ser resolvido

Um passo fora da linha e as consequencias podem ser cruéis

Perdão perdão, minhas culpas são outras

Minhas culpas são as que não são minhas

Onde estão estas? As reais?

O buraco do buraco do buraco coberto de areia fofa várias vezes

O buraco que não fecha

O que foi feito da vida? O que foi feito do amor?

Como entrar na outra alma só para ver se ela é igual?

Só para ter certeza que nenhum sofrimento é maior do que o outro

É a escolha dolorosa de mergulhar de cabeça, ir lá no fundo, bem no fundo, onde a pressão é insustentável e perde-se completamente o ar

Seria uma escolha?

De todo o drama, há suas vantagens... Outra hora falarei delas.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dor de cabeça


Dá na cara a vida
Mostra mostra o que não se quer ver
Revela os sentimentos mais profundos
A vontade de estar só e nada dizer
O tédio que nunca se atrasa, ao contrário adianta-se
A dificuldade de aceitar o afastamento de alguém
O abandono sempre aqui, porque?
A falsidade cômica, trágica, arrependida
A vontade de ver tudo arrumado, a preguiça de desfazer a bagunça
A dúvida, o pensamento incessante
Me engole, me toma, me transborda, me esmaga
E eu deixo
Porque às vezes as palavras fogem da minha boca, antes mesmo de emitirem qualquer som
Porque às vezes a ação foge do meu corpo e se perde, antes até de ser elaborada na minha mente
Um colapso quieto e cheio de lágrimas