terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Insignificância
O desapontamento com o ser humano toma conta do momento que une todos os momentos. Pode chamar de trauma. Todavia, para mim, mais parece uma constatação. Conclusão triste de que, mesmo na mais natural das aproximações, prevalece o egoísmo desleixado, completamente desatento, tão raso, que forma uma linha, um traço insignificante. E que desaponta mais ainda na sua insignificância por decepcionar-me coisa tão ridícula.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Surfista solitária
Aprendi a ser surfista e pegar a melhor onda, ficar bem
na crista admirando as paisagens
Saio de cabeça feita, com o pulmão cheio de vida e a alma
lavada
Mas naquele dia, quando tudo parecia que ia ser assim, não
foi
Meus pulmões sufocaram, pois a onda me deu um
caldo na hora que eu estava equilibrada, sentindo o vento
Equilíbrio... Não é como deitar na prancha e permanecer tranquilo na superfície. É aquilo que te mantém ali por meio da
sua própria força em ficar de pé, você não afunda, mas tem noção e sabe até
onde vai toda a profundidade.
Haviam dois surfistas (além de todos os outros). Não que
eles fossem responsáveis pelo meu surfe desastroso daquele dia, mas sim, me tiraram do foco. No momento crucial, aquela sucessão de ondas
gigantes, risos, músicas, assuntos... eles passavam por mim querendo conduzir
minhas manobras, querendo que elas fossem previsíveis e chegassem no ponto que
eles ingenuamente achavam ideal.
Sou do mar, me entendo com ele
há bastante tempo. Não quero ser presunçosa, mas me desconcentram os surfistas
iniciantes, aqueles que estão ali pela brincadeira e não pela experiência em
si. Me afligem superfícies rasas. Por isso me afoguei, perdi o "bom feeling" da onda.
Prefiro esperar as marés, noites inteiras e amanhecer só solidão, pois o
meu amor está baseado nas ondas do mar. Só assim eu
consigo explicar.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Esquizofrenia coletiva
Hoje eu saí, fui na padaria
Dei bom dia e virei a outra esquina
Queria encontrar um sentimento
Nesse vazio que dá por dentro
Na rua eu podia buscar
O que eu pensava-não pensando que tinha no celular
Um bocado de amores,
Bons dias, boas tardes, boas noites
Pensei que se eu te visse no face
Seu like não seria tão fake
Difícil mesmo achar o equilíbrio nessa vida
Virtual assim, me pego nessa esquizofrenia coletiva
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Claustrofobia
Não há espaço para mim
E vc diz que tenho espaço sem fim
Não sei me portar nem ignorar
Não sei limitar este meu amar
É muita gente, paixões eufóricas
Me falta ar, desculpe, sou claustrofóbica
E vc diz que tenho espaço sem fim
Não sei me portar nem ignorar
Não sei limitar este meu amar
É muita gente, paixões eufóricas
Me falta ar, desculpe, sou claustrofóbica
sábado, 6 de setembro de 2014
#platonismo
Amor não correspondido é sempre o mais inspirador
Esteja você em qualquer dos dois lados, por mais longo que pareça
Não lamente, não se apresse, não renegue
Aproveite, se deleite, não pire:
Se inspire!
Esteja você em qualquer dos dois lados, por mais longo que pareça
Não lamente, não se apresse, não renegue
Aproveite, se deleite, não pire:
Se inspire!
Sobre o amor, a possessividade e a vaidade.
Admitir é maturar
Que amor se confunde com capricho, repetidas vezes
Com a competição e o medo de perder
Com aquela vontade de possuir
Frustração escondida na insistência no não desejo do outro
Dificuldade em aceitar o que não era pra ser e que agora já é outra coisa.
Ama puramente!
Voa e deixa voar!
Desapega-me!
Namasté!
Já aprendi que uma mudança ou estado de espírito vem sempre de dentro pra fora e não o contrário.
Estar em paz depende só de você. Tudo pode desmoronar ao seu redor, mas nada irá abalar sua paz se ela for legítima, do fundo da sua alma.
Não há muito que buscar, é algo que simplesmente acontece.
Mas vigiar, isso sim, é possível. Vigiar seus pensamentos, vigiar suas ações, centrar e focar.
Olhe para dentro, vibre positivamente e emane toda a luz para o seu entorno.
Namasté!
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