segunda-feira, 30 de junho de 2014

Fruto dos meus sonhos


Uma fruta quando demora muito pra ser feita alguma boa receita com ela, acaba apodrecendo, e, infelizmente, é preciso descartar, jogar fora...
Tentei fazer muitas receitas, mas nenhuma foi doce o suficiente, ou talvez tenha ficado salgada demais, ou então era pra ser aquilo mesmo, ficar bem linda, vermelha, madura e depois apodrecer, naturalmente.
Mas eu não conseguia jogar fora aquela fruta podre, na verdade, eu sempre a enxergava no ponto de dar uma mordida. Ledo engano.
No fundo a fruta a todo instante brilhou lindamente muito mais pra mim, só para mim, onde quer que eu fosse, por muito tempo, seu brilho estava em cada esquina, em cada olhar, em todo lugar. 
Precisava jogá-la fora, com todo esforço. Por isso calei, hibernei num "coma de amor" consciente, estava de luto pela minha ameixa já seca que arranquei do peito e atirei num mar de lembranças doces, muito doces. 
Talvez seja "só" o sentimento que foi muito forte, muito longo, muito além da distância e além da vontade do outro, me deixando sempre presa em pensamento à outra cidade, à outras histórias, outra dimensão. Mas ainda que ninguém seja responsável pelo que sinto e fantasio, espero que continue deixando a fruta lá nas profundezas do oceano, ratificando o meu desapego, minha libertação, talvez até a próxima vida, quando tudo reencarna e renasce.
E que nesta vida sigam nascendo frutas de outra natureza frente às nossas duas (ou mil) almas, florescendo um jardim de amizade. :)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Valentine's Day


O amor é aroma doce que envolve a cidade
Mesmo em tempos turbulentos
Mesmo em conflitos de eventos
Dá pra sentir no vento
O cheiro da flor
O gosto do bombom
Na boca que ri por nada
Por tudo.
Desliga você; Eu que amo mais
Me perdoa; Só tem graça contigo
Eu menti pra te proteger.
Valentia mútua escolher
Na ilusaõ mais real de prazer
Um "valentine" (e somente ele) para compartilhar
O mais puro brilho do olhar
Num valente amar.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

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Tentei ler novos livros 
Sem fechar os últimos
Mas as páginas sequer viravam
Me senti em Hogwarts
Livros olhando pra mim assustados

Daí tentei abrir portas
Sem fechar as que estavam atrás
Fiquei presa numa salinha pequena
Como Alice em Wonderland

Sem desespero
Resolvi hibernar
Estar ausente
Um estado de coma semi-lúcido
Deixando o corpo e a mente descansarem
Enquanto o espírito viaja noites e noites
Resolvendo o que lhe for pertinente
Mas será por pouco tempo
Inté.