Ele é tão puro, tão nobre e humilde que nunca quer exposição nem alarde
Então ele se disfarça de acaso
Depois de encontro e química
Se disfarça de palavras
De momentos e depois lembranças
Vira poesia, letra e canção
E se esconde por trás das melodias
Das infinitas comas de risadas
Mergulha "no fundo de uma paixão"
Se transforma em paisagens, fica sob a terra, nas gotas de água, no pico das montanhas, sempre discreto
Se disfarça também de ciúmes e de raiva, que sagaz!
E vai se camuflando nas cores da amizade.
Até que um dia, o disfarce falhou, assim do nada, sem nenhum encontro ou acontecimento especial
Como uma ficha de telefone antigo que está presa há anos e de repente cai
Ele caiu. Igual um anjo do céu. Apareceu para mim.
Tímido que é, não foi até você. Ficou aqui, como uma experiência e privilégio, exclusivos da minha alma. Quis me olhar calado, então rompi o silêncio e disse:
- Não tenho sua sabedoria e discrição. AMOR! Perdoe-me torná-lo público!