segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Inércia

Há dias em que não me reconheço no espelho
Minha imagem fica difusa, ao mesmo tempo presa
Perco a referencia, aquela que vem do berço
E não me conformo.
Como posso ser mais eu quando estou longe?
Como posso estar distante quando perto?
Porque tão sensível, tão paradoxal?
Será mesmo algo que parte de mim
Ou são as outras pessoas que também mudam?
Porque me sinto avaliada o tempo inteiro.
Ou serão outras circunstâncias externas
Ou internas mesmo, que só consigo notar nessas pausas
Não sou boa em pausas, fermatas, descansos
Que bobagem. Como se fosse possível pausar a vida!


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Dulce flor del querer



En el idioma del corazón
No hay distancia ni razón
Mi portunhol te explica
Y mi romanticismo grita
No se pierde tiempo
No hay verdadero lamento
Es tranquilo aunque haga lluvia
Es dulce mismo sin azucar
Quiero con mi alma quererte
Sos mi lado cielo, mi lado fuerte

Bruta flor do querer



Quero na vontade do agora
Depois passa, sacia e volta
Volta com força, desejo de grávida
Que também enjoa, duvida, acalma.

Aquilo que quero não existe
Um único alguém que sacie
Quero surfar na onda gigante
Sem o mar me engolir nenhum instante
Quero beber o mundo sem açúcar e gelo
Quero comer o planeta com recheio.