Neste mundo onde tudo é exagero, tudo é tão ‘over’ até virar polêmica e pender exatamente para o lado oposto, e todos lutam para encontrar o tão desejado equilíbrio, meu feminino começou a falar mais alto.
Não mera coincidência, aproxima-se o dia das mães. E o que verdadeiramente isso representa? Ser mãe, gerar vida e cuidar. A principal marca do feminino.
Pois bem, foi no meu processo diário de auto conhecimento, que a intuição da femilinilidade começou a se fazer mais presente. Essa intuição me intrigou, despertou algo e me fez buscar um pouco mais as qualidades do feminino dentro de mim, e também pesquisar sobre o assunto. Foi quando me deparei com o “Resgate do Sagrado Feminino”, algo que eu já tinha visto varias vezes, mas nunca tinha parado para entender o que é. Neste momento, mais do que ver vídeos e ler textos, eu percebi que eu estava vivenciando de alguma maneira este resgate, que foi surgindo espontaneamente, como se existisse (e existe mesmo) um movimento energético que une e envolve todas nós, provocando este despertar neste momento agora, nesta era. Ao sentir as figuras femininas dos meus antepassados, comecei a permitir a minha intuição fluir, como deve ser, percebi o verdadeiro empoderamento, e vi que ele não tem a ver com hierarquia nem poder, nem com igualdade sequer. Tem a ver com o poder sobre si mesma, a confiança plena de ser mulher, que é por natureza diferente do homem, fala, age, pensa, se constitui completamente diferente. Tem um ciclo perfeito que se inicia e termina em 4 fases, como a Lua, um fenômeno da natureza exclusivo da mulher.
De fato, eu nunca havia parado pra pensar no quão sagradas somos nós que temos o dom de procriar, gerar vida! É divino, é algo para ser celebrado, reverenciado. E isso faziam os antigos, reverenciavam as deusas, com adoração e respeito. Respeito que foi se perdendo ao longo da história, que todos conhecemos bem. Virou submissão, injustiça, exploração e até abuso. Quantas batalhas a mulher teve (e ainda tem) que enfrentar para se mostrar, para ter valor... inúmeras. E com isso o movimento feminista, em diferentes momentos da história da humanidade, precisou intervir, se posicionar, promover mudança. Mas o fato é que, neste luta em ser valorizada com igualdade em relação ao homem, a mulher foi perdendo sua identidade. A sociedade conseguiu fazer da mulher uma guerreira defensiva, que recorre muitas vezes a atitudes masculinas para impor respeito. Atitudes que nada tem a ver com a nossa feminilidade, com a essência mais intrínseca em nós, aquelas nossas qualidades únicas, como intuição, compaixão, criatividade, sensibilidade, sensualidade, dom de cuidar, de curar, de gerar e muitas outras coisas que nos definem mulher. Claro que todos temos qualidades femininas e masculinas, independente do sexo, mas o que me refiro é à perda de identidade, traduzida em inseguranças, exageros sexuais, posicionamentos agressivos.
Acredito que existem varias maneiras de a mulher se perceber mais uma vez mulher. Confesso que após os 30 fica muito mais fácil, pois as angústias de menina já não nos afligem tanto. Mas, independente da idade, proponho que cada uma busque dentro de si a retomada de confiança e de identidade, que supera as injustiças, pois vibra em uma frequência coletiva tão forte em ondas de amor e sabedoria femininas. Vibremos juntas, cada uma a sua maneira, a minha foi através da espiritualidade. Encontre a sua, se empodere do seu jeito e resgate a cada dia o seu Sagrado Feminino.
Sendo filha, mãe, mulher, coletivamente celebremos nossa divindade: Feliz dia das Mães!
