Se o corpo fosse só uma carcaça
E fosse possível extrair pra ver por dentro
Não restariam palavras, gestos, olhares
E ficaria o que eu vejo
Os corpos astrais
Fluidos energéticos
Multicores decodificadas em sentimentos
A essência do ser.
Mais ainda assim confesso...
É uma observação carregada de processos que são meus.
Portanto se eu também pudesse me despir,
Flutuaríamos todos como somos
Cobertos de amor puro e ódio genuíno.
Às vezes da vontade de tapar os olhos da minha alma
Porque eles são muito sensíveis
Veem tudo e sentem profundo
Uma claridade que dói na retina imaginária.
E as carcaças continuam caminhando por aí
Zumbis, sonâmbulos, medíocres...
Até creem que sofrem, deprimem e choram.
Lágrimas? Se você soubesse....
Elas estão naqueles meus olhos,
Encharcam minha alma.
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