sábado, 31 de julho de 2010

Uma chance

Uma chance para a vida voltar ao seu (meu) ritmo normal, aceleradíssimo
Uma chance de aprender que as pessoas são imprevisíveis
Uma chance para o outro parar de jogar e assumir sua fragilidade
Uma chance de voltar atrás e nunca mais abrir mão de uma amizade
Uma chance de ver as coisas por um outro ângulo
Uma chance de admitir a tamanha ingenuidade
Uma chance de conhecer alguém
Uma chance para quem tanto pediu por ela
Uma chance de ser menos egoísta e mais tolerante
Uma chance para exercitar a humildade
Uma chance de me sentir livre
Uma chance de brilhar

domingo, 18 de julho de 2010

Lado B

Tenho uma dificuldade enorme em ser rejeitada... ok, ninguém quer ser rejeitado, óbvio, mas eu repudio, eu custo a acreditar que não sou tão querida por alguém, ou tão interessante, como gostaria. Que frustração eu sinto. Viro uma menina mimada e emburrada com a vida, desorientada, não consigo aceitar.
Não sei o que se passa... não, eu não me acho a pessoa mais legal e mais tudo do mundo que todos têm que gostar de mim. sei que sou uma pessoa absolutamente comum... sei?
Enfim, de qualquer modo, acho que é triste pra qualquer um querer alguém por perto, esperar que este alguém te procure e nada, nenhum sinal!
E de repente quando vc procura ou encontra aquela pessoa na expectativa de que ela esteja passando por algum problema e por isso não tenha te procurado, vc é surpreendido com um simpaticíssimo "não, está tudo ótimo comigo, e vc como tem passado?" Aiii, que ódio! Não é ódio da pessoa não, é ódio de mim mesma!
Que mania de criar expectativas... meu pai sempre diz que a expectativa que criamos sobre o outro é responsabilidade nossa e não do outro. Mas não sei... não dá pra ser assim sempre, às vezes a outra pessoa tem atitudes que acabam gerando uma expectativa na gente, pelo menos em mim...
ou será que eu que interpreto como quero? ah! acho que sou (estou) muuuito passional.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sobre o meio

Não era para ser meio... era pra ser começo. Era pra ser feliz e divertido e único e inesperado... Mas o meio vem assim, quando o começo vira tédio.
Diferente de Sabina, Tereza vive sempre no meio. Ela começa alguma coisa já indo direto pro meio, se precipita pra chegar logo na rotina, na estabilidade, no igual dia após dia. Por isso a vida dela não é muito interessante, mas a conforta. Durante o dia está geralmente tranquila exercendo seus meios, o que a perturba é a noite, quando vem os sonhos... Afinal, os sonhos não respeitam começo, meio e fim, é uma mistura, uma desorganização que a enlouquece, pois ela é muito metódica.
Já Sabina passa pelo meio muito a contragosto, mas passa, porque tem que passar... No meio ela fica muito carente, uma carência sem fim, sente falta das pessoas, sente falta de mais um monte de coisas que ela nem sabe o que é. E se enche de ansiedade, de pensamentos diversos, sua cabeça não pára.
Para Sabina o meio não é 8 nem 80, não é 1 nem 2... é em cima do muro, é o desenrolar do que já foi decidido. Ah! é insuportável quando se é imediatista.
Talvez Tereza pudesse ajudá-la com sua tranquilidade, podiam conversar e trocar experiências. mas é uma pena, as duas não se dão...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sonho

Essa noite eu tive um sonho.
Sonhei que voava bem alto e conseguia ver o mundo inteiro lá de cima. Na verdade eu via meu mundo inteiro. Meus grupos de amigos, minha família, meus inimigos, meus erros, minhas aventuras. É curioso olhar as coisas assim de fora, me dava nostalgia.
Então eu via quem está longe e fechava os olhos, sonhando dentro do sonho... sonhando uma história de amor. Me sentia tão perto que nem parece que eu estava lá no alto. Mas o perto é longe e o longe é perto, quanto mais me aproximo sinto distância, quando fico bem longe a sintonia me pega de surpresa.
Continuei voando e cheguei ao futuro. Engraçado como o futuro é sempre melhor que o presente, e era mesmo. Me vi tão feliz, enquanto voava sobre o meu mundo, me via no futuro viajando o mundo todo.
Era um sonho tão lindo e tinha tantas outras coisas...
Acordei! mas não tinha ninguém pra contar.
Me dê a mão, mesmo de longe, não dê de mentirinha... só quero te contar meu sonho, mas nada.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sobre o começo


Para falar sobre o começo, vou falar de uma moça chamada Sabina. Para Sabina, o que mais interessa no começo é aquele comecinho, talvez até o que vem antes do começo, aquele momento crítico em que você percebe que algo está pra começar. Este momento é que a chama, que a excita. Por isso ela quer estar sempre em contato com isso, com este mistério, com a conquista de um mundo novo, pois a conquista é a descoberta, é sempre uma porta entreaberta que você tem que avançar para descobrir o que está por trás. É o inimaginável que faz todo começo no ponto de vista de Sabina, não o comum. O comum em si mesmo já é previsível para ela, ela que gosta da busca. Sabina está sempre começando coisas, uma atrás da outra e se entedia muito facilmente quando não há nada em vista para terminar nem começar, quando está tudo no meio. O meio é irritante para ela, absolutamente desconfortável a pasmaceira do meio. Tentar imaginar como seria o desenrolar daquele começo, quantos risos e prantos poderá trazer, é isso que faz de Sabina uma moça tão desejável, confiante, conquistadora. Todos param para que ela passe com seu ar liberto, desbravador, sempre renovada. Porém, ninguém conhece a verdadeira Sabina, aquela que se revela nos meios... Digo verdadeira Sabina, porque os espaços entre começos e fins são muito mais longos. Mas aí, teremos que falar sobre o meio...