
Para falar sobre o começo, vou falar de uma moça chamada Sabina. Para Sabina, o que mais interessa no começo é aquele comecinho, talvez até o que vem antes do começo, aquele momento crítico em que você percebe que algo está pra começar. Este momento é que a chama, que a excita. Por isso ela quer estar sempre em contato com isso, com este mistério, com a conquista de um mundo novo, pois a conquista é a descoberta, é sempre uma porta entreaberta que você tem que avançar para descobrir o que está por trás. É o inimaginável que faz todo começo no ponto de vista de Sabina, não o comum. O comum em si mesmo já é previsível para ela, ela que gosta da busca. Sabina está sempre começando coisas, uma atrás da outra e se entedia muito facilmente quando não há nada em vista para terminar nem começar, quando está tudo no meio. O meio é irritante para ela, absolutamente desconfortável a pasmaceira do meio. Tentar imaginar como seria o desenrolar daquele começo, quantos risos e prantos poderá trazer, é isso que faz de Sabina uma moça tão desejável, confiante, conquistadora. Todos param para que ela passe com seu ar liberto, desbravador, sempre renovada. Porém, ninguém conhece a verdadeira Sabina, aquela que se revela nos meios... Digo verdadeira Sabina, porque os espaços entre começos e fins são muito mais longos. Mas aí, teremos que falar sobre o meio...
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