Eu me entrego, eu me rendo
Gostaria de dizer isso de uma forma mais eterna, terna, natural
Mas, de uma forma ou de outra, o importante é que sinto e digo
Me entrego à beleza da vida, do universo, das energias que me rodeiam
Me rendo ao poder da leveza, da alegria, da sinergia
Na agitação do dia-a-dia, respiro o ar puro do viver um passo de cada vez, sem acomodação, mas também sem piração
Me deixo levar pela fluidez dos acontecimentos
Ah! Se todos soubessem como é não ter peso... Ah! Se eu sempre soubesse!
É tão bom para uma pessoa que se diz firme, independente, dominadora, dona do seu próprio nariz, simplesmente soltar as rédeas dos cavalos que conduzem a carruagem e ficar na janela observando detalhadamente a paisagem, sem perder nem um mínimo raio de sol, nem uma folhinha que cái da árvore
Atenta sempre atenta
Distraída sempre distraída
Leve.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
Suspiro de palavras
Tanto assunto...
Assunto velho, assunto novo, assunto velho que volta e meia parece novo...
É assim. É uma alma imensa, transbordando de amor... Amor que não se consegue expressar verdadeiramente.
O sonho, sempre o sonho, a fantasia.
A fantasia de que tudo pode ser sanado, quebrado, refeito, reencontrado num simples olhar, num simples sorriso.
É a saudade que nunca passa... aquela saudade do que era pra ter sido, pelo menos pra mim.
Uma carta toda elaborada na cabeça. Várias cartas... Nunca feitas, nunca enviadas.
É a vontade de viver, de explorar, de arriscar, de saltar em queda livre.
É o medo de cair.
É a canção que pulsa no peito.
É o corpo que nasceu pra se movimentar.
É o girar da manivela a cada abrir de olhos após uma noite de sono e de planos.
É a vida em forma de tempo.
Eu sei, nao me faço entender... E nem tinha esta pretensão.
Era pra ser assim, um suspiro que despeja as palavras.
Assunto velho, assunto novo, assunto velho que volta e meia parece novo...
É assim. É uma alma imensa, transbordando de amor... Amor que não se consegue expressar verdadeiramente.
O sonho, sempre o sonho, a fantasia.
A fantasia de que tudo pode ser sanado, quebrado, refeito, reencontrado num simples olhar, num simples sorriso.
É a saudade que nunca passa... aquela saudade do que era pra ter sido, pelo menos pra mim.
Uma carta toda elaborada na cabeça. Várias cartas... Nunca feitas, nunca enviadas.
É a vontade de viver, de explorar, de arriscar, de saltar em queda livre.
É o medo de cair.
É a canção que pulsa no peito.
É o corpo que nasceu pra se movimentar.
É o girar da manivela a cada abrir de olhos após uma noite de sono e de planos.
É a vida em forma de tempo.
Eu sei, nao me faço entender... E nem tinha esta pretensão.
Era pra ser assim, um suspiro que despeja as palavras.
sábado, 28 de julho de 2012
O eixo

O dia-a-dia faz esquecer
Faz esquecer o que é importante
Faz prestar atenção no que não faz a menor diferença
Faz correr atrás do que talvez não seja o nosso caminho
Faz ligar para a opinião dos outros
Faz ter inveja dos outros
Faz usar as mesmas máscaras que todos usam
Faz querer correr contra o tempo, contra a vida Faz se sentir oco, sem chão, inútil
Faz perder o sentido, a razão
Deprime
Gosto de pensar que deprime os mais sensíveis...
Onde é que está a essência?
Como é que se encontra essa essência que faz a vida ter sabor, ainda que muitas vezes seja um sabor amargo.
Aquele eixo, sem o qual é impossível uma bailarina ficar na ponta dos pés. Sem o qual não se pode dar piruetas ou se quer elevar uma das pernas.
Em busca do meu eixo de bailarina...
domingo, 15 de julho de 2012
Esperança
Dizem que a esperança é a última que morre.
Mas, o que é que morre antes? A alegria? A motivação? O entusiasmo?
Ao meu ver morre tudo é junto mesmo...
Tem momentos em que a esperança simplesmente adormece... Não vou ser pessimista e dizer que morre, mas fica bem adormecida.
Me pergunto, será que estou remando no sentido contrário do meu destino?
O que será que vida quer me mostrar e eu não estou enxergando?
Rezo, me concentro, vou à luta... e aí acontece algo inesperado que piora as coisas, desfaz os planos.
Me apego ainda mais aos meus afetos, é um grande conforto... imagino quem não os tem.
Mas não é suficiente, ainda que os afetos sejam meus, sejam de dentro para fora, ainda que em termos de afeto sejam mais do que suficiente...
Há aquele buraquinho... Aquele meu conhecido amigo. Aquela coisa oca, aquele espaço vazio no meio de tudo.
Espaço que atualmente engloba alguns aspectos da minha vida, em realidade dois.
Um que tem por característica ser assim há alguns anos e que eu venho lutando, ele abre e fecha de tempos em tempos.
O outro é em parte consequência do primeiro, em parte talvez seja do próprio processo difícil mesmo, ou a outra parte é a que eu não sei explicar, a que eu busco resolver, busco solucionar.
Neste momento em que meu coração quase esmurece, acontece algo. Algo que logo de cara aparenta não ser muito boa coisa, mas que é um sinal de que a vida está sim em movimento.
Concentro meu otimismo nesses pequenos sinais e, de alguma maneira, vou em frente!
terça-feira, 12 de junho de 2012
Amor de verdade
Quando a alma grita e não podemos ouvir,
Quando o coração bate descompassado e não conseguimos sentir,
Aí o corpo pára, pois somos tão burros que essa é a única maneira de nos darmos conta do caminho tortuoso que estamos seguindo.
Não só tortuoso, pois podia ser assim e ter uma finalidade plausível, positiva. Não é o caso. É certamente um prenúncio de algo que jamais pode dar certo.
A somatização é triste para alguém que se julga tão sensível. Mas talvez não seja uma questão de sensibilidade e sim de maturidade e quanto a isso não posso me cobrar, só o tempo.
A maturidade e sobretudo a coragem demoraram um pouco, mas chegaram. Ainda bem que eu tenho amigos, nada é por acaso.
Querer tomar para si alguma coisa só porque te apetece não é amor e também não sei o que é.
Mas amor eu sei o que é, amor eu tenho em casa.
Quando o coração bate descompassado e não conseguimos sentir,
Aí o corpo pára, pois somos tão burros que essa é a única maneira de nos darmos conta do caminho tortuoso que estamos seguindo.
Não só tortuoso, pois podia ser assim e ter uma finalidade plausível, positiva. Não é o caso. É certamente um prenúncio de algo que jamais pode dar certo.
A somatização é triste para alguém que se julga tão sensível. Mas talvez não seja uma questão de sensibilidade e sim de maturidade e quanto a isso não posso me cobrar, só o tempo.
A maturidade e sobretudo a coragem demoraram um pouco, mas chegaram. Ainda bem que eu tenho amigos, nada é por acaso.
Querer tomar para si alguma coisa só porque te apetece não é amor e também não sei o que é.
Mas amor eu sei o que é, amor eu tenho em casa.
sábado, 9 de junho de 2012
Cheio e vazio
Correr ao lado do mar, sensação de liberdade, me transporto pra esta situação agora... Onde haviam muitos questionamentos, conflitos, mas sobretudo a certeza, a vontade. Aquela vontade de viver, de correr, de voar ou de pular naquela água que me lavasse por dentro "Água viva que me refresque que lave tudo cá dentro". Este era o som e a inspiração. E não havia ninguém, mas um preenchimento absurdo. Porque eu me preencho, embora precise de todos a minha volta. Queria que as pessoas não precisassem de mim para se preencher, ou não me transferissem esta responsabilidade, desculpa, mas eu realmente não a quero. Quero segurar o que me cabe, não por uma questão de querer, de vontade, mas principalmente por uma questão de capacidade. Capacidade humana mesmo de absorver tantas necessidades ou carências ou pretenções, como uma tsunami que invade minha vida, meu coração. Uma onda de bons sentimentos, boas intenções, mas como toda grande onda, vai afogando, destruindo tudo que existia se não tiver uma forte barreira para segurar. Não é ofensa, não é rejeição, é fato. Porque todo mundo devolve ao outro aquilo que não te pertence, toda e qualquer pessoa faz isso sem perceber, achando que está disposto a tudo, aberto a tudo, mas na verdade sempre colocando suas condições, seus limites, só Jesus Cristo não tinha limites. Aceito tantas coisas, mudo a cada dia, só preciso agora de compreensão, de respeito, de leveza. Ah! A leveza! No drama... Pois pra mim o copo está quase sempre meio cheio.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Tatuagem
Tem horas que o que me resta é lamentar... Não quero me fazer de vítima, então prefiro calar, pois qualquer coisa que eu diga vai soar justificativa. Escrevo aqui pra quem quiser ler ou pra ninguém, pra mim... Pra botar pra fora da maneira maais espontânea e livre, assim, sem pensar. Pressão, pressão, minha cabeça vira um saco de pancadas, recebendo golpes por todos os lados. Fico mesmo pensativa, onde será que eu não deixo explícito o meu cuidado? Erros acontecem, sempre. Mas eles apagam tudo, é assim mesmo, não passa nada? É assim tão a risca, tão tão, o tempo inteiro? Por que eu entendo o processo do outro, a maturidade, as situações, quase sempre entendendo e tentando contribuir. Mas eu não, eu tenho que saber ser de determinada forma, sempre. Eu não fiz isso, eu deixei de fazer aquilo, eu tinha que ter feito tal coisa, eu não cuidei... como se o mundo fosse se acabar. É muito difícil. E a culpa não é realmente de ninguém, a culpa é minha que não consigo administrar, abstrair, viver à minha maneira, estou sempre preocupada com o julgamento do outro, sempre. E essa preocupação nunca é suficiente, nunca. Acho que quando eu nasci fizeram uma tatuagem na minha testa: Me cobrem, me cobrem sempre, eu aguento.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Fé
Esse buraco que eu tenho dentro de mim nasceu comigo e eu tento preencher com a areia fofa que encontro pelo caminho?
Ou será que ele não existia e em algum momento da minha vida foi perfurado e começou a crescer?
Ou quem sabe ele não existe e eu sou tão dramática que sinto o peito vazio?
Não sei... só sei que a falta de incentivo, o descrédito, a ausência de interesse, não são invenção da minha cabeça.
Era tão importante pra mim... Um ollhar, uma palavra, um tom de carinho, de apoio. Ou até nada, na pior das hipóteses (como várias vezes acontece)! Mas não o contrário.
Esse buraco não fecha, posso até morrer com ele. Porém, hoje ele não vai me atrapalhar em nada, não como antes... Ele não vai me impedir nem me desvirtuar do meu caminho. Um caminho longo, mas que a cada passo percebo ser a trilha certa.
Vou escalar esta montanha nem que seja sozinha.
Ou será que ele não existia e em algum momento da minha vida foi perfurado e começou a crescer?
Ou quem sabe ele não existe e eu sou tão dramática que sinto o peito vazio?
Não sei... só sei que a falta de incentivo, o descrédito, a ausência de interesse, não são invenção da minha cabeça.
Era tão importante pra mim... Um ollhar, uma palavra, um tom de carinho, de apoio. Ou até nada, na pior das hipóteses (como várias vezes acontece)! Mas não o contrário.
Esse buraco não fecha, posso até morrer com ele. Porém, hoje ele não vai me atrapalhar em nada, não como antes... Ele não vai me impedir nem me desvirtuar do meu caminho. Um caminho longo, mas que a cada passo percebo ser a trilha certa.
Vou escalar esta montanha nem que seja sozinha.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Minha canção
Não quero caos no coração, isso eu já sei como é...
Não quero pressão, confusão, preocupação... Isso também já sei como é.
Não quero me afogar em águas turbulentas, onde as ondas quebram nas almas de quem amo
Quero amor, respeito, encontros, canções
Quero a vida em forma de partitura
Nota a nota respeitando a minha tecitura
Não quero pressão, confusão, preocupação... Isso também já sei como é.
Não quero me afogar em águas turbulentas, onde as ondas quebram nas almas de quem amo
Quero amor, respeito, encontros, canções
Quero a vida em forma de partitura
Nota a nota respeitando a minha tecitura
domingo, 12 de fevereiro de 2012
One and Only
I don't know why I'm scared, I've been here before, Every feeling every word *
Eu me lembro de tudo na minha vida
Eu guardo tudo numa caixa imaginária e chego quase a esquecer, como uma maneira de seguir adiante
Mas antes de guardar eu vivo intensamente, cada alegria ou cada lágrima, mágoa
Cada erro meu, cada erro do outro
You'll never know if you never try to forgive your past and simply be mine *
Depois do antes e antes de guardar eu respiro, mas o ar não entra em mim, eu engulo a saliva, mas fico com um nó apertadíssimo na garganta
I know it ain't easy giving up your heart *
Dizem que o ser humano só valoriza as coisas quando perde ou pelo menos naquele momento crítico de quase perda
Vai ver que é verdade
Trust me, I've learned it, Nobody is perfect *
*Citação de "One and Only" - Adele
Eu me lembro de tudo na minha vida
Eu guardo tudo numa caixa imaginária e chego quase a esquecer, como uma maneira de seguir adiante
Mas antes de guardar eu vivo intensamente, cada alegria ou cada lágrima, mágoa
Cada erro meu, cada erro do outro
You'll never know if you never try to forgive your past and simply be mine *
Depois do antes e antes de guardar eu respiro, mas o ar não entra em mim, eu engulo a saliva, mas fico com um nó apertadíssimo na garganta
I know it ain't easy giving up your heart *
Dizem que o ser humano só valoriza as coisas quando perde ou pelo menos naquele momento crítico de quase perda
Vai ver que é verdade
Trust me, I've learned it, Nobody is perfect *
*Citação de "One and Only" - Adele
sábado, 21 de janeiro de 2012
Provas e provações
É tão redundante, tão antigo, tão cansativo, mas é a verdade. Dia após dia percebo que continuo tentando descobrir quem sou, como sou, o que sou...
Não que eu me considere uma pessoa "sem personalidade", mas é que é tudo tão relativo, as argumentações são sempre de todos os lados tão verdadeiras, que eu não sei como me posicionar.
Então, eu oscilo, dias apostando em certas coisas, dias apostando em outras...
Investindo, acreditando, ouvindo, indo, me embolando, me cansando, discutindo, parando, ouvindo, pensando...
Aprendi que tenho dois ouvidos e uma boca e que isso não é à toa. No entanto, me sinto a mercê de tudo que dizem, me sinto manipulada pelas situações, ainda que não seja intencional. Me sinto perdida e muitas vezes obrigada a aceitar o que não sou.
Não que eu não esteja disposta a mudar, a gente muda o tempo todo... o fato é que são tantos olhares, falas, certezas...
Será tudo feito com responsabilidade e consciência? Certamente não... seria uma proeza. Mas, me sinto tão consciente e responsável, que meus ouvidos estão exaustos, meu olhar está impreciso, minha boca seca, minha alma agitada.
Preciso mesmo é ouvir meu coração.
E pra isso é preciso muita atenção.
e todos vão ter que entender... ou não.
Não que eu me considere uma pessoa "sem personalidade", mas é que é tudo tão relativo, as argumentações são sempre de todos os lados tão verdadeiras, que eu não sei como me posicionar.
Então, eu oscilo, dias apostando em certas coisas, dias apostando em outras...
Investindo, acreditando, ouvindo, indo, me embolando, me cansando, discutindo, parando, ouvindo, pensando...
Aprendi que tenho dois ouvidos e uma boca e que isso não é à toa. No entanto, me sinto a mercê de tudo que dizem, me sinto manipulada pelas situações, ainda que não seja intencional. Me sinto perdida e muitas vezes obrigada a aceitar o que não sou.
Não que eu não esteja disposta a mudar, a gente muda o tempo todo... o fato é que são tantos olhares, falas, certezas...
Será tudo feito com responsabilidade e consciência? Certamente não... seria uma proeza. Mas, me sinto tão consciente e responsável, que meus ouvidos estão exaustos, meu olhar está impreciso, minha boca seca, minha alma agitada.
Preciso mesmo é ouvir meu coração.
E pra isso é preciso muita atenção.
e todos vão ter que entender... ou não.
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