sábado, 9 de junho de 2012
Cheio e vazio
Correr ao lado do mar, sensação de liberdade, me transporto pra esta situação agora... Onde haviam muitos questionamentos, conflitos, mas sobretudo a certeza, a vontade. Aquela vontade de viver, de correr, de voar ou de pular naquela água que me lavasse por dentro "Água viva que me refresque que lave tudo cá dentro". Este era o som e a inspiração. E não havia ninguém, mas um preenchimento absurdo. Porque eu me preencho, embora precise de todos a minha volta. Queria que as pessoas não precisassem de mim para se preencher, ou não me transferissem esta responsabilidade, desculpa, mas eu realmente não a quero. Quero segurar o que me cabe, não por uma questão de querer, de vontade, mas principalmente por uma questão de capacidade. Capacidade humana mesmo de absorver tantas necessidades ou carências ou pretenções, como uma tsunami que invade minha vida, meu coração. Uma onda de bons sentimentos, boas intenções, mas como toda grande onda, vai afogando, destruindo tudo que existia se não tiver uma forte barreira para segurar. Não é ofensa, não é rejeição, é fato. Porque todo mundo devolve ao outro aquilo que não te pertence, toda e qualquer pessoa faz isso sem perceber, achando que está disposto a tudo, aberto a tudo, mas na verdade sempre colocando suas condições, seus limites, só Jesus Cristo não tinha limites. Aceito tantas coisas, mudo a cada dia, só preciso agora de compreensão, de respeito, de leveza. Ah! A leveza! No drama... Pois pra mim o copo está quase sempre meio cheio.
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