segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Fruta doce
Coragem
Palavra de ordem
Do fundo do peito um pesar.
Tudo é tão relativo nessa vida
Por isso a dúvida, por isso o medo de não fazer a coisa mais acertada.
Mas, como sempre, é preciso agir, ainda que seja para me arrepender depois...
Sempre opto por agir e assim dar ao universo a possibilidade de trocar as peças de lugar, me tirar da zona de conforto.
Embora eu não esteja me sentindo exatamente confortável, ao contrário...
Estava esperando o momento certo, como uma fruta que precisa de tempo para ficar madura e no ponto exato para não apodrecer.
É... Às vezes a gente esquece que é uma fruta linda e doce. ;)
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Sobre a ilusão
Acordei.
Onde estou? O que aconteceu?
Aquela sensação de estar um pouco no sonho ainda, meio lá meio cá
Mas acordada.
Um despertar chato.
Porque por mais que eu já soubesse que era sonho, queria mesmo era que a realidade me surpreendesse.
Queria que a vida me desse o deleite da fantasia por mais tempo, por muito tempo, como tantas vezes aconteceu.
É engraçado dizer, mas tudo parece tão concreto, tão efêmero que o que eu queria mesmo agora era o prazer da ilusão.
Uma ilusão boa, compartilhada, degustada, bem humorada... pequenas mentirinhas e um sentimento verdadeiro.
Mas não. A ilusão era ilusão mesmo! Era a ilusão da ilusão. E eu queria uma ilusão real, visceral.
Embora eu não queira julgar, pois penso que cada um se aprofunda como pode, olho com estranheza pra quem gosta de emendar ilusões tolas, uma atrás da outra... Seria trauma? Sei lá.
A ilusão real é da alma e se mistura com a realidade de tal forma que fica impossível distinguir uma da outra. E um dia você olha e ri, lembra com ternura daquela ilusão que viveu.
Mas a ilusão da ilusão, feita com o propósito de iludir, aliás, com propósito nenhum, além de vazia, imatura e tola deixa aquela sensação bizarra que ficamos durante um dia inteiro após uma noite de sonhos ruins.
Não chamarei de pesadelo, porque sou do tipo Poliana e o copo pra mim é quase sempre meio cheio.
Chamo de sonho! "Sonho lindo que se foi..."
E continuo não querendo querer, não querendo buscar nada.
Vem vida! Me surpreende!
Onde estou? O que aconteceu?
Aquela sensação de estar um pouco no sonho ainda, meio lá meio cá
Mas acordada.
Um despertar chato.
Porque por mais que eu já soubesse que era sonho, queria mesmo era que a realidade me surpreendesse.
Queria que a vida me desse o deleite da fantasia por mais tempo, por muito tempo, como tantas vezes aconteceu.
É engraçado dizer, mas tudo parece tão concreto, tão efêmero que o que eu queria mesmo agora era o prazer da ilusão.
Uma ilusão boa, compartilhada, degustada, bem humorada... pequenas mentirinhas e um sentimento verdadeiro.
Mas não. A ilusão era ilusão mesmo! Era a ilusão da ilusão. E eu queria uma ilusão real, visceral.
Embora eu não queira julgar, pois penso que cada um se aprofunda como pode, olho com estranheza pra quem gosta de emendar ilusões tolas, uma atrás da outra... Seria trauma? Sei lá.
A ilusão real é da alma e se mistura com a realidade de tal forma que fica impossível distinguir uma da outra. E um dia você olha e ri, lembra com ternura daquela ilusão que viveu.
Mas a ilusão da ilusão, feita com o propósito de iludir, aliás, com propósito nenhum, além de vazia, imatura e tola deixa aquela sensação bizarra que ficamos durante um dia inteiro após uma noite de sonhos ruins.
Não chamarei de pesadelo, porque sou do tipo Poliana e o copo pra mim é quase sempre meio cheio.
Chamo de sonho! "Sonho lindo que se foi..."
E continuo não querendo querer, não querendo buscar nada.
Vem vida! Me surpreende!
sábado, 10 de agosto de 2013
Fale com Ela
Uma toureira em seu espetáculo atrai facilmente os touros com o vermelho ofuscante
Atrai, enraiva, conduz, domina. Sem medo.
Um dia um touro foi atraído, mas não se enraivou, foi devagar, a passos largos e lentos
A toureira, sempre radiante, com ar superior, não conseguiu disfarçar a surpresa
Sua expressão mudou, toda a platéia notou
Aquele jogo comum da toureira com o touro estava diferente
Ela sacudia o tecido vermelho e ele, embora quisesse, não ia ao seu encontro
Quando ela chegava perto, ele a encarava e passava calmamente, como se não fosse um touro de verdade, mas sim um cavalo desfilando
A platéia gritava de emoção enquanto os dois andavam em círculo, ela tentando dominá-lo, ele tentando não se deixar dominar
Outros touros entraram na arena, afinal de contas, esta não é uma tourada comum
Então, a toureira, para não ficar fixada naquele touro incrível, buscava distrair-se com os demais touros. Ali era jogo ganho, fácil, jogou o pano, olhou, dominou. Não tinha graça para ela, embora a distração fosse válida e o exibicionismo também.
Ela então tentava olhar seu touro que também a olhava, mas não ia.
Então ela entendeu. Dava pra ver nos olhos dele que aquele vermelho não era como os das outras toureiras. Pra ele aquele vermelho brilhava muito, às vezes ardia e ele preferia manter uma distância segura para não se entregar e cegar.
A toureira, insaciável, andou até ele devagar, com passos firmes, decididos, sem tirar os olhos dos olhos dele... sacudiu bem o pano, do alto até o chão, a platéia gritando.... Mas ela chegou muito, muito perto, perto demais, propositalmente face a face com o touro...
Foi aí que ele passou, com total desdém, sem ânsia alguma, do mesmo jeito de sempre, olhos revirando a fim de não encarar o vermelho neon...
E ela de tão perto que estava, tão desprotegida... levou um solavanco do touro e caiu dura no chão.
O touro andando e fingindo que nada havia acontecido.
A platéia cochichando opiniões e críticas.
Os demais touros ao redor da vítima.
A toureira esparramada, em coma profundo.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Dança da vida
Danço conforme a música
Se for lenta eu danço ballet
Se for rápida eu sapateio
Me pergunto se sou assim mesmo volúvel, sem personalidade
E já me respondo que não
Quem olha pra mim não me vê como uma pessoa assim e eu também não vejo
Mas sou mutante, sim... Sou aberta, livre, mudo e mudo de novo
Ainda mais agora, neste momento, não estou querendo querer
Estou querendo o que a vida quiser me dar
Porque eu sei que ela vai me dar exatamente aquilo que é bom pra mim
Embora às vezes eu queira lutar contra mim mesma, meu ímpeto, minha vontade do agora ou nunca
Respiro fundo, como certa vez uma cigana me ensinou
E quando o ar entra ele me preenche toda me fazendo perceber que não preciso de nada além do que já é meu
Porque tudo que está acontecendo agora, já foi resolvido em outra dimensão
Porque tudo que ainda vai acontecer, já aconteceu em algum lugar
E a dança da vida fica mais sincronizada quando acertamos o passo, o ritmo e o tempo
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