Acordei.
Onde estou? O que aconteceu?
Aquela sensação de estar um pouco no sonho ainda, meio lá meio cá
Mas acordada.
Um despertar chato.
Porque por mais que eu já soubesse que era sonho, queria mesmo era que a realidade me surpreendesse.
Queria que a vida me desse o deleite da fantasia por mais tempo, por muito tempo, como tantas vezes aconteceu.
É engraçado dizer, mas tudo parece tão concreto, tão efêmero que o que eu queria mesmo agora era o prazer da ilusão.
Uma ilusão boa, compartilhada, degustada, bem humorada... pequenas mentirinhas e um sentimento verdadeiro.
Mas não. A ilusão era ilusão mesmo! Era a ilusão da ilusão. E eu queria uma ilusão real, visceral.
Embora eu não queira julgar, pois penso que cada um se aprofunda como pode, olho com estranheza pra quem gosta de emendar ilusões tolas, uma atrás da outra... Seria trauma? Sei lá.
A ilusão real é da alma e se mistura com a realidade de tal forma que fica impossível distinguir uma da outra. E um dia você olha e ri, lembra com ternura daquela ilusão que viveu.
Mas a ilusão da ilusão, feita com o propósito de iludir, aliás, com propósito nenhum, além de vazia, imatura e tola deixa aquela sensação bizarra que ficamos durante um dia inteiro após uma noite de sonhos ruins.
Não chamarei de pesadelo, porque sou do tipo Poliana e o copo pra mim é quase sempre meio cheio.
Chamo de sonho! "Sonho lindo que se foi..."
E continuo não querendo querer, não querendo buscar nada.
Vem vida! Me surpreende!
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