Não ter certeza
Quando somos jovens e nos imaginamos perto dos 30, achamos que quando chegarmos lá teremos certeza de tudo. Já vamos ter encontrado o homem da nossa vida, a vida profissional estará totalmente resolvida, já teremos absoluta independência financeira e saberemos exatamente o que fazer com o nosso dinheiro, já não vamos nos magoar tanto, nem nos aproximar ou nos apaixonar pelas pessoas erradas, pois já saberemos exatamente quem elas são...
Só que não.
De fato, algumas dessas coisas ficam bem resolvidas com a
maturidade, mas bem longe de serem todas elas. As dúvidas estão presentes a
cada segundo, os sentimentos mudam a cada dia, as fases, momentos... Uma
recorrência cansativa de altos e baixos.
Realmente chegar aos 30 não é nem um pouco como eu imaginei.
Às vezes choro compulsivamente como uma adolescente que não sabe o que fazer.
Me apaixono loucamente e no dia seguinte já não sei mais. Continuo tentando
atender às expectativas das outras pessoas. No fundo, às vezes me considero tão
imatura. Por outro lado, me orgulho também por não ter “aquela velha opinião
formada sobre tudo”.
Sei que é preciso controlar um pouco a ansiedade, dar tempo
ao tempo, ter fé na sabedoria da vida, se permitir errar... Afinal de contas,
que graça teria ter certeza de tudo? Já saber o que vem por aí? Por mais
adolescente que pareça, acho que a vida é mesmo uma aventura, uma descoberta, o
clichê da caixa de surpresas.
Buscando a tão sonhada paz em não ter certeza.

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