Por todo lado a visão é a que sempre sonhei: Apenas o mar e o céu.
Como esquecer, se é só o que vejo?
Platonicamente a distância me aproxima, desperta minhas lembranças
Busco histórias e cenários que se sobreponham a este arrebatamento,
Que foi o último suspiro (ou sufoco) de paixão iludida na minha alma
Em vão.
Nada, nunca será comparável à contemplação do mar e do céu.
Olhando o horizonte é que se entende a infinitude dos sentimentos.
sábado, 10 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Nem tudo.
Tudo posso
Tudo quero
Quero muito
Faço tudo
Tudo é pouco
Riso louco
Dia é noite
Vida em açoite
Adoeço
Perco o chão
Olho lá, sem ninguém
Do tudo posso, uma conclusão
Nem tudo me convém.
Tudo quero
Quero muito
Faço tudo
Tudo é pouco
Riso louco
Dia é noite
Vida em açoite
Adoeço
Perco o chão
Olho lá, sem ninguém
Do tudo posso, uma conclusão
Nem tudo me convém.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Encontro
Naquele beat exato, compassado
Minha melodia vinha e ia
Deixei transparecer toda minha partitura
Você desvendou, explorou minha tecitura
Serei eu a que canta sua música
Ou por mim você fez convenção única,
Nos tons das ondas do mar
Ressoando no meu peito
Solfejando sem ar
Minha melodia vinha e ia
Deixei transparecer toda minha partitura
Você desvendou, explorou minha tecitura
Serei eu a que canta sua música
Ou por mim você fez convenção única,
Nos tons das ondas do mar
Ressoando no meu peito
Solfejando sem ar
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Insignificância
O desapontamento com o ser humano toma conta do momento que une todos os momentos. Pode chamar de trauma. Todavia, para mim, mais parece uma constatação. Conclusão triste de que, mesmo na mais natural das aproximações, prevalece o egoísmo desleixado, completamente desatento, tão raso, que forma uma linha, um traço insignificante. E que desaponta mais ainda na sua insignificância por decepcionar-me coisa tão ridícula.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Surfista solitária
Aprendi a ser surfista e pegar a melhor onda, ficar bem
na crista admirando as paisagens
Saio de cabeça feita, com o pulmão cheio de vida e a alma
lavada
Mas naquele dia, quando tudo parecia que ia ser assim, não
foi
Meus pulmões sufocaram, pois a onda me deu um
caldo na hora que eu estava equilibrada, sentindo o vento
Equilíbrio... Não é como deitar na prancha e permanecer tranquilo na superfície. É aquilo que te mantém ali por meio da
sua própria força em ficar de pé, você não afunda, mas tem noção e sabe até
onde vai toda a profundidade.
Haviam dois surfistas (além de todos os outros). Não que
eles fossem responsáveis pelo meu surfe desastroso daquele dia, mas sim, me tiraram do foco. No momento crucial, aquela sucessão de ondas
gigantes, risos, músicas, assuntos... eles passavam por mim querendo conduzir
minhas manobras, querendo que elas fossem previsíveis e chegassem no ponto que
eles ingenuamente achavam ideal.
Sou do mar, me entendo com ele
há bastante tempo. Não quero ser presunçosa, mas me desconcentram os surfistas
iniciantes, aqueles que estão ali pela brincadeira e não pela experiência em
si. Me afligem superfícies rasas. Por isso me afoguei, perdi o "bom feeling" da onda.
Prefiro esperar as marés, noites inteiras e amanhecer só solidão, pois o
meu amor está baseado nas ondas do mar. Só assim eu
consigo explicar.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Esquizofrenia coletiva
Hoje eu saí, fui na padaria
Dei bom dia e virei a outra esquina
Queria encontrar um sentimento
Nesse vazio que dá por dentro
Na rua eu podia buscar
O que eu pensava-não pensando que tinha no celular
Um bocado de amores,
Bons dias, boas tardes, boas noites
Pensei que se eu te visse no face
Seu like não seria tão fake
Difícil mesmo achar o equilíbrio nessa vida
Virtual assim, me pego nessa esquizofrenia coletiva
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Claustrofobia
Não há espaço para mim
E vc diz que tenho espaço sem fim
Não sei me portar nem ignorar
Não sei limitar este meu amar
É muita gente, paixões eufóricas
Me falta ar, desculpe, sou claustrofóbica
E vc diz que tenho espaço sem fim
Não sei me portar nem ignorar
Não sei limitar este meu amar
É muita gente, paixões eufóricas
Me falta ar, desculpe, sou claustrofóbica
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