quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um sopro de paz para você

A vida não é como se quer
A vida é como ela é
A gente se acostuma.
Os que se diziam tão amigos... onde estão?
Aquele sentimento que não tinha fim... é a distância quem determina?
A paz não está no trabalho, nos amores, nos afazeres, na televisão
A paz está dentro, ela brota dentro do coração e sái pelos poros,
tomando tudo em volta.
A inquietude anda junto com gente pra onde quer que vamos.
Se por um fato ela aparece, é porque de algum modo já estava ali.
O tempo tudo muda, tudo cura.

"Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu.

Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu.

Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu.

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu."

Dou um sopro de paz
E ele atravessa o oceano, tenho certeza.

domingo, 21 de novembro de 2010

Manual de instruções

Estava eu despretenciosamente aguardando um fato do tipo gota d'água para minha inspiração, como de costume. Começo o dia pensando: "Hoje vou escrever no blog." Então deixo minha mente vagar, sem ordenar qual caminho ela deve seguir, no que ela deve pensar. Passo o dia "normal" (um dia inspirador nunca é normal) e até esqueço disso... Mas geralmente vem, por si só, com toda a força, um fato "isolado".
Não é tão difícil manter o equilíbrio quando se recebe uma notícia ou informação desagradável. Quer dizer, depende... Quando é algo frustrante no sentido de quebrar a expectativa sobre alguma coisa, é bem difícil. Mas quando é um fato, ainda que absolutamente inoportuno, inadequado, mas que acontece nas melhores famílias, um erro, uma imaturidade, uma coisa assim sem sentido algum... Ou então quando é simplesmente uma fala do outro que incomodou. Aí sim, custo a entender porque receber as coisas como se fosse uma bomba explodindo. Não é tão difícil compreender, ouvir, dizer o que está errado, se chatear um pouco é claro, mas sem dramas...
Muitas e muitas vezes eu não consigo, mas tenho plena consciência: é preciso relaxar. É preciso viver e deixar que o outro viva intensamente, livremente. É uma linha tênue que separa isto da falta de cuidado e confesso que já me perdi um pouco nesta separação, dando lugar ao desrespeito... Porém, estou em um momento de desestressar, e hoje percebo que a responsabilidade e cautela devem estar relacionadas a isto.
Nesses momentos eu realmente fico um pouco apática. Se não me derem espaço para falar, falando demais, eu paraliso, eu vôo bem longe, entro no meu mundo. Falo pouco, fico um tanto impaciente com tanta fala, tanta coisa, não consigo administrar a minha vida e a do outro ao mesmo tempo, me envolvendo de maneira dosada. Sinto necessidade que me dêem espaço nessas horas. Não sou do tipo que arranca este espaço de qualquer jeito. Ao contrário, se começam a me sugar e a fazer de mim um instrumento de relatos e companhia para toda e qualquer situação, eu vou me fechando, fechando. Ninguém é companhia ou parceria para tudo, senão não sobra tempo de ser ele mesmo, fica apenas de acompanhante.
Não. não é o meu caso. Porque com muito esforço, do meu jeito apático e tranquilo eu vou conseguindo... Ainda não encontrei a melhor maneira, pois acabo guardando e vai juntando tudo... quando vejo me desestabilizo com uma coisinha pequena, um detalhe absolutamente relevável.
Acho que vou escrever meu manual de instruções para uso adequado...
Mas não para os outro. Para mim mesma. Para eu ficar lendo e relendo.
Quem sabe não acabo me entendendo melhor. :p

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pulsando



Por muito tempo a pergunta: Qual será a missão?
Todos têm uma missão, que não procuram nem buscam.
Mas é o sentido da vida, da passagem por aqui.
Parece que a missão não só termina, mas antes de tudo existe uma preparação para o seu começo.
É um muro que vai caindo, tijolo por tijolo, aspecto por aspecto da vida.
E só depois de cair todo é que começa a missão: reconstruí-lo!
Não, esta separação entre o momento em que ele está caindo e o momento em que passa a ser reconstruído não é real, nem é clara.
Até porque, o tempo não existe para as coisas infinitas, o antes e o depois.
É como se fossem realidades simultâneas, mas que tem seus processos separados.
O muro está caindo e subindo, caindo e subindo...
A vida é assim. Que frase repetitiva! E sábia.
A vida não está assim agora. Agora é apenas o despertar (dos muitos que virão). Ela é assim.
Alguns nunca despertam. Como será o muro deles?
Ou talvez todos despertem para alguma coisa.
Ânsia por momentos de paz e alegria. Alegria verdadeira!
É preciso bastante esforço.
E o mundo... esse nunca para de girar.