Estava eu despretenciosamente aguardando um fato do tipo gota d'água para minha inspiração, como de costume. Começo o dia pensando: "Hoje vou escrever no blog." Então deixo minha mente vagar, sem ordenar qual caminho ela deve seguir, no que ela deve pensar. Passo o dia "normal" (um dia inspirador nunca é normal) e até esqueço disso... Mas geralmente vem, por si só, com toda a força, um fato "isolado".
Não é tão difícil manter o equilíbrio quando se recebe uma notícia ou informação desagradável. Quer dizer, depende... Quando é algo frustrante no sentido de quebrar a expectativa sobre alguma coisa, é bem difícil. Mas quando é um fato, ainda que absolutamente inoportuno, inadequado, mas que acontece nas melhores famílias, um erro, uma imaturidade, uma coisa assim sem sentido algum... Ou então quando é simplesmente uma fala do outro que incomodou. Aí sim, custo a entender porque receber as coisas como se fosse uma bomba explodindo. Não é tão difícil compreender, ouvir, dizer o que está errado, se chatear um pouco é claro, mas sem dramas...
Muitas e muitas vezes eu não consigo, mas tenho plena consciência: é preciso relaxar. É preciso viver e deixar que o outro viva intensamente, livremente. É uma linha tênue que separa isto da falta de cuidado e confesso que já me perdi um pouco nesta separação, dando lugar ao desrespeito... Porém, estou em um momento de desestressar, e hoje percebo que a responsabilidade e cautela devem estar relacionadas a isto.
Nesses momentos eu realmente fico um pouco apática. Se não me derem espaço para falar, falando demais, eu paraliso, eu vôo bem longe, entro no meu mundo. Falo pouco, fico um tanto impaciente com tanta fala, tanta coisa, não consigo administrar a minha vida e a do outro ao mesmo tempo, me envolvendo de maneira dosada. Sinto necessidade que me dêem espaço nessas horas. Não sou do tipo que arranca este espaço de qualquer jeito. Ao contrário, se começam a me sugar e a fazer de mim um instrumento de relatos e companhia para toda e qualquer situação, eu vou me fechando, fechando. Ninguém é companhia ou parceria para tudo, senão não sobra tempo de ser ele mesmo, fica apenas de acompanhante.
Não. não é o meu caso. Porque com muito esforço, do meu jeito apático e tranquilo eu vou conseguindo... Ainda não encontrei a melhor maneira, pois acabo guardando e vai juntando tudo... quando vejo me desestabilizo com uma coisinha pequena, um detalhe absolutamente relevável.
Acho que vou escrever meu manual de instruções para uso adequado...
Mas não para os outro. Para mim mesma. Para eu ficar lendo e relendo.
Quem sabe não acabo me entendendo melhor. :p
Não é tão difícil manter o equilíbrio quando se recebe uma notícia ou informação desagradável. Quer dizer, depende... Quando é algo frustrante no sentido de quebrar a expectativa sobre alguma coisa, é bem difícil. Mas quando é um fato, ainda que absolutamente inoportuno, inadequado, mas que acontece nas melhores famílias, um erro, uma imaturidade, uma coisa assim sem sentido algum... Ou então quando é simplesmente uma fala do outro que incomodou. Aí sim, custo a entender porque receber as coisas como se fosse uma bomba explodindo. Não é tão difícil compreender, ouvir, dizer o que está errado, se chatear um pouco é claro, mas sem dramas...
Muitas e muitas vezes eu não consigo, mas tenho plena consciência: é preciso relaxar. É preciso viver e deixar que o outro viva intensamente, livremente. É uma linha tênue que separa isto da falta de cuidado e confesso que já me perdi um pouco nesta separação, dando lugar ao desrespeito... Porém, estou em um momento de desestressar, e hoje percebo que a responsabilidade e cautela devem estar relacionadas a isto.
Nesses momentos eu realmente fico um pouco apática. Se não me derem espaço para falar, falando demais, eu paraliso, eu vôo bem longe, entro no meu mundo. Falo pouco, fico um tanto impaciente com tanta fala, tanta coisa, não consigo administrar a minha vida e a do outro ao mesmo tempo, me envolvendo de maneira dosada. Sinto necessidade que me dêem espaço nessas horas. Não sou do tipo que arranca este espaço de qualquer jeito. Ao contrário, se começam a me sugar e a fazer de mim um instrumento de relatos e companhia para toda e qualquer situação, eu vou me fechando, fechando. Ninguém é companhia ou parceria para tudo, senão não sobra tempo de ser ele mesmo, fica apenas de acompanhante.
Não. não é o meu caso. Porque com muito esforço, do meu jeito apático e tranquilo eu vou conseguindo... Ainda não encontrei a melhor maneira, pois acabo guardando e vai juntando tudo... quando vejo me desestabilizo com uma coisinha pequena, um detalhe absolutamente relevável.
Acho que vou escrever meu manual de instruções para uso adequado...
Mas não para os outro. Para mim mesma. Para eu ficar lendo e relendo.
Quem sabe não acabo me entendendo melhor. :p
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