domingo, 26 de maio de 2013

Cenas de circo


Como pode alguém sonhar o que é impossível saber?
Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer...
A vida torna tudo que evitamos inevitável
Aquilo que fica guardado no tempo é resgatado
Um resgate do que nunca morreu, até porque o que é inevitável não se guarda por tanto tempo
Em cima da corda bamba, exatamente como eu gosto, exatamente como minha alma deseja
Um palco de circo, uma lona improvisada e muito colorida, cada vez que você olha ela muda de cor
E eu sou todos os personagens, o palhaço triste, a bailarina esbelta, a contorcionista talentosa, o mágico surpreendente
Talvez minha loucura tenha escolhido o circo pelas surpresas
Ainda que muita coisa seja previsível, a vida é uma grande surpresa
Nunca se sabe o personagem que vem depois do outro, a emoção que vamos sentir com aquele número
Adrenalina, ansiedade, como se os pés pudessem sair do chão e a gente desse passos no ar
Não sei porque o início de cada cena me encanta tanto, cada capítulo da vida, cada página virada, aquela batida acelerada do coração
No fundo talvez eu seja uma desbravadora, aventureira, que gosta de mergulhar em águas escuras e profundas
Mas ainda estou criando coragem...
Ainda me sinto uma dama da sociedade que senta no fundo da platéia ri baixinho e enxuga as lágrimas com seu lenço de papel
Porém, por baixo do vestido longo, minha fantasia de estrela do picadeiro! 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Tentativas, escolhas e consequências


Tentar, tentar, tentar... E de que é feita a vida senão de escolhas e tentativas?
Mas desta vez me refiro mesmo às tentativas internas... Não aquelas que todos veem que estamos fazendo, mas sim, aquelas de dentro do coração, as mais difíceis, as mais profundas.
Às vezes tenho a sensação de que tento além da minha capacidade... Não é auto piedade não, é sensação de "saco cheio" mesmo.
Tentar fazer a sua parte e ainda tentar estimular o outro pra que faça a dele (sem sucesso), não seria uma tentativa dupla? E, portanto, desgastante!
Não quero transferir para ninguém o meu desgaste, sei que ele me pertence e é resultado da minha maneira de levar as coisas.
Mas não é de fato uma opção ser a que empurra o carrinho emperrado, é um fato, uma condição.
Sei que tem momentos na vida que precisamos mesmo de um empurrão, mas a recorrência vai se tornando cada vez mais insuportável.
A triste verdade é que esta situação com certeza não aguentarei por tanto tempo quanto gostaria. Preciso subir, não posso esperar, empurrar, puxar, gritar: Ei! Você não vem comigo?
Cada degrau necessita uma tarefa (tarefas normais do dia-a-dia mesmo, sem metáfora), portanto é preponderante cumpri-las a fim de ir subindo a escada.
Também quero ser ajudada, quero caminhar junto, sem atrasos, sem esquecimentos.
Com toda a honestidade da minha intuição... Definitivamente não sei até quando, mas ainda seguirei tentando.
Após as tentativas, virão as escolhas e consequências...
Aguardem próximos capítulos.

domingo, 5 de maio de 2013

Bruxaria não, magia...

Tenho andado pensativa sobre esta coisa de futuro, destino... Algumas coisas me levam a acreditar que está tudo escrito mesmo, que tudo acontece da maneira que tem que acontecer para que outras coisas aconteçam como consequência e assim por diante. Isso porque o universo trabalha num fluxo de energias levando cada detalhe para o seu devido lugar, como se fosse um deja vú que vai sempre se confirmando. Até aí pra mim que sou um pouco bruxa (podem rir!) faz todo o sentido. Também acredito que algumas pessoas com uma sensibilidade aguçada, conseguem se conectar com essas ondas vibratórias (que são o que regem tudo, a energia, o pensamento, as leis naturais) e de alguma maneira conseguem intuir o que está por vir. Ótimo! Muito legal a pessoa ter essa intuição e poder se preparar para os desígnios da vida... Mas aí, você recebe uma previsão dessa "qualquer" sobre sua vida e você fica esperando acontecer aquilo que foi dito na previsão e... Supresa! Não acontece! Ou melhor, AINDA não acontece... E vai acontecer quando??? Ah, minha filha, o tempo dos astros não é o nosso tempo... O tempo é relativo. Aaaaaah! (grito) Pois é... Aconteceu com a menina aqui que vos fala. Essa menina que quem lê sabe, não é nada ansiosa, não tem grandes planos e sonhos pra vida, não fica entediada muito fácil... SÓ QUE NÃO!!! Cheguei à conclusão de que não quero mais saber de cartomante, cigana, ou coisa parecida... Vou viver o presente, deixar a vida me levar, continuar seguindo a minha intuição. É isso. Talvez eu abra só uma exceçãozinha, porque esses dias uma amiga me falou de uma cartomante que não erra nunca, é batata! Imagina, já pensou! Acho que vou dar um pulinho lá! E agora????

sábado, 4 de maio de 2013

Clichês e Expectativas

Nossa! Quanto tempo sem escrever... Engraçado, pensei tanto neste tempo, tanta coisa aconteceu e não escrevi, não sei porque. Reli meus últimos posts e fiquei pensando: não quero que me vejam como uma pessoa confusa... Uso este blog como uma catarse mesmo, quase sempre é uma catarse... Um choro guardado, uma gargalhada contida, um mergulho em alto mar, uma corrida nua no meio do asfalto, uma fuga sem celular, sem ninguém, longe de tudo e todos. Quem nunca quis? Aliás, quem não é confuso nessa vida? Ah! Podem pensar que sou confusa mesmo. Tô escrevendo no iPad e não consigo dar enter nas linhas, quer dizer, eu dou, mas quando publico não aparece, fica tudo junto e embolado, vai assim então... A vida é mesmo uma grande surpresa a cada dia... Ela conspira pra que a gente vá por um determinado caminho e a gente vai, mas aí um monte de coisa dá errado e a gente fica se perguntando: Porque que a vida me trouxe até aqui? Por outro lado, será que não era pra dar errado mesmo? Será que não era exatamente isso que a "vida" queria? Que desse errado! "Só lá na frente você vai saber as respostas..." "Tenha fé em Deus" "Deus tem um plano pra você" "Nada é por acaso" Sou uma pessoa de muita fé, sempre fui e serei alto astral, bem humorada e otimista... Sou espírita por identificação, criação e principalmente, vocação! E graças a Deus, os problemas que eu enfrento são muito menores que os de muita gente que tem saúde frágil, passa muita dificuldade, tem terríveis vícios, enfim... Mas, neste momento estou me sentindo um pouco cansada desses clichês... Nos últimos meses me alimentei bastante deles, foi produtivo, ouvi e ouço muito, além de repetir em minhas orações, porém, dentro do meu confuso coração indecifrável, algumas vezes essas frases não fazem sentido algum... Só giram na minha cabeça, como se fosse uma eterna fantasia de quem sonha demais. O sonho, o mistério, as histórias não vividas ou interrompidas, os lugares não conhecidos, tudo isso sempre foi e será motivo de grande inspiração... Acho que sou uma eterna criança pulando amarelinha pra chegar no céu colorido. Hoje estou sendo um pouco menos metafórica (só um pouco mesmo) como seria de costume, e um pouco mais direta, transparente... Espero que os leitores também gostem. Embora o objetivo não seja necessariamente "curtir". É interessante me sentir assim, meio despida, toda destemida, como quem não está preocupada com os julgamentos. E isso não é clichê. Pronto! Acho que encontrei um norte... Goste quem gostar, aconteça o que acontecer, tentarei não ter medo. Tentarei não pensar se estou frustrando as expectativas... Especialmente as minhas. Se for preciso para isso algum clichê, que venha!