terça-feira, 30 de julho de 2013

Entrega. Afinidade cósmica. Eternidade.

O tempo dos astros, do infinito, do universo, definitivamente não é o nosso tempo, tempo da matéria.
Até porque, tempo mesmo só existe aqui, na "matrix".
Constato isso quando me pego numa afinidade incrível com pessoas que conheço há tão pouco tempo.
Tempo? Ah! que palavrinha chata!
O fato é que estou me sentindo completamente entregue. Estou toda entregue, estou num salto em queda livre.
E me invade uma felicidade, uma vontade de rir dos ímãs da vida, ou seja, olho ao redor e as energias que me cercam neste momento são de pessoas assim: Entregues!
Sem reservas, sem máscaras, sem protocolos! 
Mas, sobretudo com calma, com discernimento, com leveza, com intuição. 
E automaticamente a vida me afasta das pessoas enrustidas, fúteis, contidas ou exageradas demais... Convivo, percebo, observo, mas desculpa, pra essas eu não me mostro.
Era disso que eu estava falando...
Uma afinidade de séculos, estampada e traduzida em poucos meses, semanas.
Pessoas que eu já conhecia, mas estava "desconectada", pessoas que eu apenas via, mas nem sabia de quem se tratava e, melhor ainda, pessoas que eu simplesmente acabei de conhecer!
É maravilhosamente assustador para mim! Afinal, além de entregue toda, sou profunda toda! Mergulho em cada conversa, em cada olhar, às vezes pareço distraída, mas não, me distraio somente da fala, porque a energia me contagiou e transcendeu as palavras.
Estou sempre dentro, misturada, embolada, cravada naquele momento único de troca entre mim e a outra pessoa.
Faço questão de deixar marcas, criar laços, que se modificam ao longo da vida, mas se depender de mim, nunca se rompem. Não quero que rompam, a eternidade me fascina.
Aí eu abro o vidro do carro e sinto o vento, coloco o braço pra fora, que sensação! porque tudo fechado me sufoca!
Podem pegar um pouquinho pra vocês, 
estou transbordando e não está cabendo em mim. ;)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Let it be


Minhas mãos param sobre o teclado, não sei o que escrever...
Se eu pudesse arrancava as coisas soltas da minha cabeça e despejava aqui
Um pensamento me invade por muito, muito tempo
Fito minhas mãos tentando encontrar palavras e respostas
Como pude assim tão rápido me deixar dominar por um único pensamento?
Como se todas as outras coisas fossem cenas pouco importantes de uma história com uma única cena principal.
Estranho.
Estranho eu que sempre fui protagonista da minha história com várias e várias cenas, me fixar em uma única, na qual nem sou eu quem escreve o roteiro, mas me vejo cumprindo um script desconhecido
Como se eu fosse uma daquelas damas de um palácio antigo, que precisa fazer isso e aquilo, mas se vê perdida naquele lugar, conduzida pelas mãos do destino
Contudo, não serei assim tão fatalista e negativa.
Primeiro, sei que fiz minhas escolhas e não me arrependo.
Segundo, ainda que o palácio seja de areia, a cena fixante deste filme é deleitosamente agradável, esfuziante, viciante.
E ainda tem o palco, o meu palácio, único capaz de me tirar do filme e trazer para a vida real.
A minha vida real, vida de sonhos.
E se eu for falar de sonhos, vai começar tudo outra vez... ;)

sábado, 6 de julho de 2013

Citações

Tenho a sensação (acho que todo mundo tem) que os versos de algumas canções poderiam ter sido ditos pela minha própria boca, mesmo já tendo sido antes, por algum perspicaz compositor... Um Deja Vú eterno, como tudo na vida, repetindo a cada segundo em lugares diferentes, em momentos diversos, com várias pessoas no mundo inteiro.
Partindo deste princípio e da vontade de traduzir o que está em meu coração, cito um dos discos que eu mais gosto da música brasileira, Los hermanos, 4, lançado em 2005.

"Eu preciso andar
Um caminho só
Vou buscar alguém
Que eu nem sei quem sou
Eu escrevo e te conto o que eu vi
E me mostro de lá pra você
Guarde um sonho bom pra mim"             (Primeiro Andar)

“O vento vai dizer lento o que virá,
E se chover demais,
A gente vai saber claro de um trovão,
Se alguém depois
Sorrir em paz
Só de encontrar”                     (O Vento)

“Eu quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar.”          (Condicional)

“Poderia até pensar que foi tudo sonho
Ponho meu sapato novo e vou passear
Sozinho, como der, eu vou até a beira
Besteira qualquer nem choro mais
Só levo a saudade, morena
E é tudo o que vale a pena”           (Sapato Novo)

“Pois é, não deu
Deixa assim como está, sereno
Pois é, de Deus
Tudo aquilo que não se pode ver
E ao amanhã a gente não diz
E ao coração que teima em bater
Avisa que é de se entregar o viver”               (Pois é)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pesares


Apesar da dor, a cumplicidade
Apesar da inevitabilidade, o cuidado
Apesar das diferenças, a verdade
Apesar do vazio, a certeza
Apesar do tempo, a escolha
Apesar do desgaste, a lembrança
Apesar das previsões, a realidade
Apesar da mágoa, a gratidão
Apesar do corpo, a alma
Apesar do fim, a música
Apesar de tudo, o amor

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ei!

Esquivei
Neguei
Demorei
Enxerguei
Parei
Relutei
Olhei
Fixei
Encarei
Gostei
Deleitei
Cismei
Criei
Esperei
Desfoquei
Esperneei
Pensei
Acho que me enganei...
Desacelerei
Desencanei?