Até porque, tempo mesmo só existe aqui, na "matrix".
Constato isso quando me pego numa afinidade incrível com pessoas que conheço há tão pouco tempo.
Tempo? Ah! que palavrinha chata!
O fato é que estou me sentindo completamente entregue. Estou toda entregue, estou num salto em queda livre.
E me invade uma felicidade, uma vontade de rir dos ímãs da vida, ou seja, olho ao redor e as energias que me cercam neste momento são de pessoas assim: Entregues!
Sem reservas, sem máscaras, sem protocolos!
Mas, sobretudo com calma, com discernimento, com leveza, com intuição.
E automaticamente a vida me afasta das pessoas enrustidas, fúteis, contidas ou exageradas demais... Convivo, percebo, observo, mas desculpa, pra essas eu não me mostro.
Era disso que eu estava falando...
Uma afinidade de séculos, estampada e traduzida em poucos meses, semanas.
Pessoas que eu já conhecia, mas estava "desconectada", pessoas que eu apenas via, mas nem sabia de quem se tratava e, melhor ainda, pessoas que eu simplesmente acabei de conhecer!
É maravilhosamente assustador para mim! Afinal, além de entregue toda, sou profunda toda! Mergulho em cada conversa, em cada olhar, às vezes pareço distraída, mas não, me distraio somente da fala, porque a energia me contagiou e transcendeu as palavras.
Estou sempre dentro, misturada, embolada, cravada naquele momento único de troca entre mim e a outra pessoa.
Faço questão de deixar marcas, criar laços, que se modificam ao longo da vida, mas se depender de mim, nunca se rompem. Não quero que rompam, a eternidade me fascina.
Estou sempre dentro, misturada, embolada, cravada naquele momento único de troca entre mim e a outra pessoa.
Faço questão de deixar marcas, criar laços, que se modificam ao longo da vida, mas se depender de mim, nunca se rompem. Não quero que rompam, a eternidade me fascina.
Aí eu abro o vidro do carro e sinto o vento, coloco o braço pra fora, que sensação! porque tudo fechado me sufoca!
Podem pegar um pouquinho pra vocês,
estou transbordando e não está cabendo em mim. ;)

