sexta-feira, 19 de julho de 2013
Let it be
Minhas mãos param sobre o teclado, não sei o que escrever...
Se eu pudesse arrancava as coisas soltas da minha cabeça e despejava aqui
Um pensamento me invade por muito, muito tempo
Fito minhas mãos tentando encontrar palavras e respostas
Como pude assim tão rápido me deixar dominar por um único pensamento?
Como se todas as outras coisas fossem cenas pouco importantes de uma história com uma única cena principal.
Estranho.
Estranho eu que sempre fui protagonista da minha história com várias e várias cenas, me fixar em uma única, na qual nem sou eu quem escreve o roteiro, mas me vejo cumprindo um script desconhecido
Como se eu fosse uma daquelas damas de um palácio antigo, que precisa fazer isso e aquilo, mas se vê perdida naquele lugar, conduzida pelas mãos do destino
Contudo, não serei assim tão fatalista e negativa.
Primeiro, sei que fiz minhas escolhas e não me arrependo.
Segundo, ainda que o palácio seja de areia, a cena fixante deste filme é deleitosamente agradável, esfuziante, viciante.
E ainda tem o palco, o meu palácio, único capaz de me tirar do filme e trazer para a vida real.
A minha vida real, vida de sonhos.
E se eu for falar de sonhos, vai começar tudo outra vez... ;)
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