Sei que existem pessoas que se quer pensam no outro, se quer se colocam no lugar do outro. Não me sinto parte deste grupo. Acho que, de uma forma geral, consigo realizar este exercício.
No entanto, tenho percebido que talvez eu faça isso só depois.
Depois de já ter pensado primeiro em mim;
Depois de já ter me sentido vítima da situação;
depois de já ter lutado só pra dizer que estou certa, sem olhar o processo do outro;
depois de já ter dito o que poderia ter guardado;
depois de doar meu tempo para alguém, estressada, sentindo-me injustiçada.
Não é que eu queira deixar de ter amor próprio ou fazer da generosidade algo lúdico ou hipócrita. Inclusive acho péssimo o altruísmo afirmativo, que faz questão de reconhecimento.
Na verdade, é o contrário. Quero deixar de esperar pela contrapartida ou de pensar se é justo o que faço pelos outros.
Quero apenas fazer, compreender e perdoar. Sem porém, sem ressalvas, sem expectativas.
Que difícil essa missão, eu sei, às vezes parece até utopia.
Mas acredito de verdade que, na escada da vida que eu subo, nos degraus mais acima estão a gratidão, a compaixão e o amor, indistinto e puro.
Sigo subindo, errante, caindo, voltando um pouco.
Mas na fé, pra cima!
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Fase 6: resquícios.
Dependência
Resquícios de meninice
Carência
Resquícios de fragilidade
Birra
Resquícios de imaturidade
Teimosia
Resquícios de egocentrismo
Reflexão
Resquícios de esperança.
Resquícios de meninice
Carência
Resquícios de fragilidade
Birra
Resquícios de imaturidade
Teimosia
Resquícios de egocentrismo
Reflexão
Resquícios de esperança.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Fase 5: somatização.
A culpa
O orgulho
Introspecção
A insônia
O agito
Atormentação
A carne
O espírito
Contradição
A doença
O cansaço
Somatização
O orgulho
Introspecção
A insônia
O agito
Atormentação
A carne
O espírito
Contradição
A doença
O cansaço
Somatização
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Fase 4: catarse.
Cresce no peito a indiferença
Consequencia do distanciamento
Uma indiferença tão vazia
Que preenche o vazio
De tal forma até que vira do avesso
O que parecia na inércia, explode
Um vulcão adormecido que entra em erupção
E correm as lágrimas, a palpitação, a falta de ar
Um ciclo que vai caminhando para seu fechamento
Uma emoção que cansa, que leva tudo
Toda a energia, todo pensamento
Todo o ego
Só sobra o nada.
Consequencia do distanciamento
Uma indiferença tão vazia
Que preenche o vazio
De tal forma até que vira do avesso
O que parecia na inércia, explode
Um vulcão adormecido que entra em erupção
E correm as lágrimas, a palpitação, a falta de ar
Um ciclo que vai caminhando para seu fechamento
Uma emoção que cansa, que leva tudo
Toda a energia, todo pensamento
Todo o ego
Só sobra o nada.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Fase 3: distância.
Te vejo lá longe, muito longe, não te escuto mais
De forma que não nos alcançamos
E nem tento, é nítida, sem drama nem profundidade, a distância
Falamos, porém ninguém diz o que está dentro
O que por outro lado me faz ser mais fiel a mim mesma
Na possibilidade de ter meu infinito particular
Isso pode ser incrível. Ou não.
Em busca desta grande sacada
Me aproximar de mim sem me afastar de nós
De forma que não nos alcançamos
E nem tento, é nítida, sem drama nem profundidade, a distância
Falamos, porém ninguém diz o que está dentro
O que por outro lado me faz ser mais fiel a mim mesma
Na possibilidade de ter meu infinito particular
Isso pode ser incrível. Ou não.
Em busca desta grande sacada
Me aproximar de mim sem me afastar de nós
domingo, 6 de novembro de 2016
Fase 2: medo.
E se o tiro sai pela culatra
E se o tempo afasta
E se quem só tinha dúvidas encontra certezas definitivas
E se os planos vão todos por água abaixo
E se aquilo que parecia destino for só ilusão
E se a mágica se perde no caminho
E se não fica tudo bem
E se o tempo afasta
E se quem só tinha dúvidas encontra certezas definitivas
E se os planos vão todos por água abaixo
E se aquilo que parecia destino for só ilusão
E se a mágica se perde no caminho
E se não fica tudo bem
sábado, 5 de novembro de 2016
Fase 1: raiva.
Suas palavras confundem minha percepção
Porque o que eu vejo quando te olho é bem distinto
Daquilo que sai pela sua boca, ou pelos seus dedos quando digita
Minha intuição gritava e mostrava que voce não estava ali.
Mas o falso você vinha e me subestimava, ignorava minha sensibilidade
Ludibriava com tanta argumentação. Pra que?
Sua tentativa fracassada de encontrar explicação pra tudo
Incapaz de admitir que não sente o que gostaria de sentir
A quem você tenta enganar? Em que eu tento acreditar?
A sinceridade tão venerada vai pelo ralo, nunca existiu
Porque quem não é verdadeiro consigo mesmo não está pronto pra amar
Nem se quer sabe se amar, ou se assumir perante suas fraquezas
Está sempre tentando ser algo que não é
Ser algo que acha belo, que afirma com todas as letras, mas não nas atitudes.
Imitação, copia barata de transparência, de leveza, de cumplicidade.
Que desperdício de tempo e energia.
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