sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Fase 7: fechando o ciclo.

Sei que existem pessoas que se quer pensam no outro, se quer se colocam no lugar do outro. Não me sinto parte deste grupo. Acho que, de uma forma geral, consigo realizar este exercício.
No entanto, tenho percebido que talvez eu faça isso só depois.
Depois de já ter pensado primeiro em mim;
Depois de já ter me sentido vítima da situação;
depois de já ter lutado só pra dizer que estou certa, sem olhar o processo do outro;
depois de já ter dito o que poderia ter guardado;
depois de doar meu tempo para alguém, estressada, sentindo-me injustiçada.
Não é que eu queira deixar de ter amor próprio ou fazer da generosidade algo lúdico ou hipócrita. Inclusive acho péssimo o altruísmo afirmativo, que faz questão de reconhecimento.
Na verdade, é o contrário. Quero deixar de esperar pela contrapartida ou de pensar se é justo o que faço pelos outros.
Quero apenas fazer, compreender e perdoar. Sem porém, sem ressalvas, sem expectativas.
Que difícil essa missão, eu sei, às vezes parece até utopia.
Mas acredito de verdade que, na escada da vida que eu subo, nos degraus mais acima estão a gratidão, a compaixão e o amor, indistinto e puro.
Sigo subindo, errante, caindo, voltando um pouco.
Mas na fé, pra cima!

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