Aquela vontade já conhecida, a que nasceu comigo, minha velha amiga
Aquela que me faz acordar todos os dias com uma melodia na cabeça, com uma poesia na ponta do dedo, um cenário de cinema, um contexto, uma cena
Ela adormece às vezes, fica tranquilinha, como que esperando o momento exato de despertar novas expectativas
Expectativas sim! Porque não? São as expectativas que me movem, a maioria delas fracassadas, frustradas, continuam me movendo para todo o sempre, na delícia de aprender, no amadurecimento de cada lágrima derramada
Me sinto feliz como a menina que sonha acordada, que parte de um mínimo pensamento e consegue dar a volta ao mundo em 5 segundos, viver e morrer 20 vezes, renascer a cada instante, a cada ideia, na certeza inabalável de estar seguindo o seu caminho
Vivo sim em dois mundos: O normal que todo mundo vive, se encontra, socializa, etc; e o que se passa dentro da minha mente, o picadeiro louco, onde cada um é o que eu quero que seja
Pois bem, enquanto a minha deusa interior seguia adormecida, coincidência ou não (certamente não), me apareceram cores desconhecidas, uns cinquenta tons, mas não de cinza, que mudam a cada luz, momento, sentimento
Nuances que tem uma incrível displicência própria capaz de me entreter, me queimando por dentro e por fora
Uma linda palheta de cores em toda a parte, ah! como gosto de contemplá-las...
A deusa interior acordadíssima saltitante, meu superego olhando para ela com desprezo, meu inconsciente mergulhando de cabeça, minha consciência mais pensante e produtiva do que nunca, dando longas pausas para inebriar-se com as diversas nuances do verde-mel-marrom.
Meus 50 tons (são meus porque sou eu quem vê), minha vontade de rir, de viver e de vencer: uma combinação perfeita!
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