Dois mundos no entrelace da vida.
O caminho que me fez chegar até aqui me coloca frente às
minhas fraquezas e ri. Displicente igual ao menino que corre atrás da bola, pra
onde quer que ela vá.
Neste primeiro capítulo, lanço ideias um pouco confusas, uma
catarse de palavras que tentam se orientar a quase trinta anos, afinal de
contas começa o conflito! E não poderia começar diferente, falar do coração e
das coisas que afligem uma mulher nas suas relações.
Explícito, como no cinema, a diferença nítida entre feminino
e masculino (me refiro mais especificamente às almas feminina e masculina).
Perfeita colisão dada pelo supremo ser, a oportunidade de aprender com o sexo
oposto, feitos para serem desejados, um pelo outro. Eles que, por serem
opostos, se odeiam e amam, simultaneamente.
Talvez a mulher moderninha seja uma farsa. Bom mesmo à moda
antiga, ser cortejada, conquistada, surpreendida. Como uma mulher antiga mesmo,
lá dos anos 20, daquela libertina, fiel, companheira, feliz e deprimida ao
mesmo tempo. Me remeto a essa mulher, pois sei que mesmo atravessando o tempo,
a mente de uma mulher guarda iguais conflitos e algumas mudanças se impuseram a
nós a contragosto, ou melhor a gosto de uma minoria. O meu lado feminista está
extremamente confuso agora.
A necessidade de recolhimento é recorrente e dura uns dias.
Para transpor a vaidade, ansiedade e dispersão, e também tentar ir além das
terríveis falhas da comunicação humana, na qual duas pessoas conseguem
transmitir exatamente o contrário do que gostariam. Não somente entre um casal,
mas penso que é comum entre as pessoas, especialmente se vivem num mesmo
espaço.
Um fluxo energético nada harmonioso impregna minha alma,
interferindo diretamente na minha saúde física, mental e psicológica. Sim,
absorvo muito do mundo externo, infelizmente.
Uma briga inútil com a ampulheta do tempo - “quero tudo
resolvido neste instante agora” – que pirraça e mostra a cada grão de areia uma
mensagem curta e clara: Paciência!
No entanto, me encanta essa busca, que paradoxal! Mesmo num
momento de questões e conflitos tão abundantes, consigo achar graça de mim
mesma. Como se eu pudesse viajar até o futuro, olhar pra trás e gargalhar, do
tanto que a duras penas, como uma tola, que somos todos, subi mais alguns degraus
da minha escada evolutiva.
Suando, nas últimas, segurando no corrimão, tentando
entender tudo aquilo que foge à minha compreensão, mas sempre pra frente, pra
cima.
Vamos ver onde irei chegar no próximo capitulo.

Começou bem. Continuarei seguindo sua história pois ela está intríseca em mim. Boas vibrações Lulu.
ResponderExcluirbaaaaphoooo
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