domingo, 20 de setembro de 2015

Conflitos de uma Balzaquiana - Cap. 1 (Janeiro/2015)

Dois mundos no entrelace da vida.

O caminho que me fez chegar até aqui me coloca frente às minhas fraquezas e ri. Displicente igual ao menino que corre atrás da bola, pra onde quer que ela vá.
Neste primeiro capítulo, lanço ideias um pouco confusas, uma catarse de palavras que tentam se orientar a quase trinta anos, afinal de contas começa o conflito! E não poderia começar diferente, falar do coração e das coisas que afligem uma mulher nas suas relações.
Explícito, como no cinema, a diferença nítida entre feminino e masculino (me refiro mais especificamente às almas feminina e masculina). Perfeita colisão dada pelo supremo ser, a oportunidade de aprender com o sexo oposto, feitos para serem desejados, um pelo outro. Eles que, por serem opostos, se odeiam e amam, simultaneamente.
Talvez a mulher moderninha seja uma farsa. Bom mesmo à moda antiga, ser cortejada, conquistada, surpreendida. Como uma mulher antiga mesmo, lá dos anos 20, daquela libertina, fiel, companheira, feliz e deprimida ao mesmo tempo. Me remeto a essa mulher, pois sei que mesmo atravessando o tempo, a mente de uma mulher guarda iguais conflitos e algumas mudanças se impuseram a nós a contragosto, ou melhor a gosto de uma minoria. O meu lado feminista está extremamente confuso agora.
A necessidade de recolhimento é recorrente e dura uns dias. Para transpor a vaidade, ansiedade e dispersão, e também tentar ir além das terríveis falhas da comunicação humana, na qual duas pessoas conseguem transmitir exatamente o contrário do que gostariam. Não somente entre um casal, mas penso que é comum entre as pessoas, especialmente se vivem num mesmo espaço.
Um fluxo energético nada harmonioso impregna minha alma, interferindo diretamente na minha saúde física, mental e psicológica. Sim, absorvo muito do mundo externo, infelizmente.
Uma briga inútil com a ampulheta do tempo - “quero tudo resolvido neste instante agora” – que pirraça e mostra a cada grão de areia uma mensagem curta e clara: Paciência!
No entanto, me encanta essa busca, que paradoxal! Mesmo num momento de questões e conflitos tão abundantes, consigo achar graça de mim mesma. Como se eu pudesse viajar até o futuro, olhar pra trás e gargalhar, do tanto que a duras penas, como uma tola, que somos todos, subi mais alguns degraus da minha escada evolutiva.
Suando, nas últimas, segurando no corrimão, tentando entender tudo aquilo que foge à minha compreensão, mas sempre pra frente, pra cima.
Vamos ver onde irei chegar no próximo capitulo.

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