segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Conflitos de uma Balzaquiana - Cap. 3 (Março/2015)

Ser mãe










É engraçado como do nada nos surgem sentimentos inexplicáveis. Aqueles que as pessoas falavam pra você que um dia você ia sentir e você achava que era bobagem.
Sempre gostei de criança, me encantou desde sempre, porém de uma forma tranquila... Eu gostava de brincar com as crianças, fazer careta, rir pra elas na rua. No fundo, eu tinha dúvidas se um dia eu ia querer ser mãe. Me via muitas vezes com 50 anos, até casada, mas sem filhos.
Agora é diferente. Agora parece que eu vejo um brilho no olho de cada criança que passa por mim. Consigo estabelecer com elas uma conexão diferente, especial. É mágico, parece um momento só meu e daquela criança que está rindo pra mim, o mundo parece que para por um instante. Passei a ter vontade de sentir este amor que nunca experimentei. Quer dizer, a minha crença espírita diz que já experimentei, tanto que tenho a sensação de saber exatamente como vai ser e por isso uma vontade enorme de viver isso. Uma certeza incrível de que serei mãe nos próximos anos e vou exercer mais este papel tão importante na vida de uma mulher.
Penso na minha mãe. Jamais vi de perto um amor tão grandioso, tão poderoso. Embora a gente passe tanto tempo sem se ver, pelas escolhas que fiz, apesar disso, fecho os olhos e posso sentir o abraço dela, posso ouvir a voz dela, posso ter convicção de que ela está pensando em mim, orando por mim.
Acredito que não exista sentimento mais puro que de uma mãe pelo seu filho, amor mais profundo, mais verdadeiro e forte, capaz de tudo.
Quero viver isso.

Um comentário:

  1. O amor que nos une com certeza é muito antigo. De muitas e muitas vidas passadas pois nem eu mesma consigo enxergar em nenhuma outra mãe que conheço o amor que tenho por vc e sei que tem por mim. Amor pra muitas vidas. Obrigada por mais uma vez ter escolhido ser minha filha. Te amo.

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