Este segundo capítulo é mais um desabafo. Desabafo de uma mulher sufocada, sem paciência, cansada... Muito cansada! Exausta.
Parece piegas, mas não é. Não tenho pena de mim mesma. É a
pura verdade, estou cansada de sofrer por amor. Não me cansei dos homens, nem
pretendo usar o clichê de que homem é tudo igual etc etc... Cansei foi de
sofrer mesmo.
Deixar corações dilacerados por aí me dói duas vezes. A primeira é a minha própria dor, a segunda é a dor do outro, que me atinge como uma bala no peito. Poderia ser mais simples, cada um com sua dor. Mas se fosse, não faria parte dos conflitos...
Deixar corações dilacerados por aí me dói duas vezes. A primeira é a minha própria dor, a segunda é a dor do outro, que me atinge como uma bala no peito. Poderia ser mais simples, cada um com sua dor. Mas se fosse, não faria parte dos conflitos...
A sorte de um amor tranquilo? Ainda não tive.
Já me diverti muito, me apaixonei várias vezes, sempre intensa, sempre
saboreando cada passo da conquista, sempre chorando muito no final e depois
começando outra vez.
Talvez por isso eu esteja cansada, por despender tanta
energia no amor.
A sensação que tenho é que, neste momento, a
ascensão deve ser só minha, como se eu precisasse terminar de subir as escadas
da realização pessoal (aquela escada que eu já mencionei), para aí sim estar
pronta para me entregar totalmente a alguém. Típico da mulher balzaquiana
moderna? Talvez... Amante, parceira e cúmplice, mas pé no chão, o amor
próprio, a profissão e a realização em primeiro lugar.
Contudo, tenho a certeza de que tem valido a pena, sempre vale. Por que minha intensidade não é falsa, ao contrario, é visceral mesmo, amo com todo o meu coração, vivencio o romance como se fosse o primeiro e o último da minha vida e, assim, guardo as melhores lembranças que alguém pode ter. Além dos laços, que se eternizam, ainda que a paixão acabe.
Contudo, tenho a certeza de que tem valido a pena, sempre vale. Por que minha intensidade não é falsa, ao contrario, é visceral mesmo, amo com todo o meu coração, vivencio o romance como se fosse o primeiro e o último da minha vida e, assim, guardo as melhores lembranças que alguém pode ter. Além dos laços, que se eternizam, ainda que a paixão acabe.
E com o coração sangrando e a mente trabalhando, a vida me
empurra a caminho do topo da autoconfiança, da plenitude. Sim, acredito na
plenitude individual. Acredito que alguém deve me transbordar e não completar,
pois quero já estar completa, podendo assim contribuir de forma madura para a
vida de alguém, e, portanto amar.
Espero me sentir pronta antes do último capítulo.
Ou não.
Ou não.

Perfeita explicação do seu Amor.
ResponderExcluirNa verdade só podemos esperar esses questionamentes de pessoas como você Lulu, que vivem sem egoísmo no coração. Pessoas que são capazes de amar por dois como um só. Que se entregam em toda sua plenitude sem esperar nada em troca. Um amor verdadeiro e puro que quando está vivendo é real, único. Amor que não se mede.