quarta-feira, 25 de novembro de 2015
For a thousand years
Completa.
Cheia.
Transbordando, sem exageros.
Alegria, sem euforia.
Certeza. Absoluta.
Serena, disposta.
Livre, presa por vontade própria.
Conectada em mim, em nós.
A hora certa.
A espera.
De um encontro.
Por mil anos.
Tranquila.
Desperta.
Vos
Quem é você
Me perdi na magia do amor
Um encanto talvez me cegou
Não pude perceber
Quem é você
Suas palavras escapam no ar
Você diz, mas não dá pra encontrar
O seu rosto afinal
Quem foi você
Que me fez esquecer a razão
Invadiu meu querer de ilusão
Pra depois me escapar
Será você
Que agora eu vejo tão frio
Foi morar num espaço vazio
Tão normal pra você
Sobre você
Que enfeitou o que era banal
Riu, partiu e brincou, coisa e tal
Já não quero saber
Me perdi na magia do amor
Um encanto talvez me cegou
Não pude perceber
Quem é você
Suas palavras escapam no ar
Você diz, mas não dá pra encontrar
O seu rosto afinal
Quem foi você
Que me fez esquecer a razão
Invadiu meu querer de ilusão
Pra depois me escapar
Será você
Que agora eu vejo tão frio
Foi morar num espaço vazio
Tão normal pra você
Sobre você
Que enfeitou o que era banal
Riu, partiu e brincou, coisa e tal
Já não quero saber
domingo, 22 de novembro de 2015
Conflitos de uma Balzaquiana - Cap. 8 (Agosto/2015)
Visão de mundo
É, nossa visão de mundo muda muito com tempo e com as
experiências que a gente vive.
Claro que tem pessoas
que passam a vida inteira numa bolha impenetrável, tudo acontecendo do lado
fora e a pessoa segue inerte, não agrega nada, não cresce nem contribui para o
crescimento dos outros.
No meu caso, estou sempre buscando o que me faz sentir mais
plena, mais madura talvez, mais sagaz. É preciso ter coragem, como diz a
música, é preciso saber viver... De fato. Me encanta o desafio e mesmo derramando
lagrimas e tendo que deixar muita coisa pra trás, eu vou, pulo, salto, muitas
vezes em queda livre. É o que tem me feito crescer mais nos últimos tempos.
Foi vivendo longe da família em busca do sucesso, viajando
todo o tempo, que eu percebi que a vida não é só sucesso. Conhecer pessoas de
diferentes partes do mundo, observar diferentes costumes, voltar a uma mesma
cidade, antes estranha, toda semana e poder criar uma relação especial com este
lugar, poder lembrar da família que está longe por algum detalhe muito
especifico e se sentir ainda mais perto deles... Fascinantes descobertas que
escrevo aqui exatamente no mês do meu aniversário. Este mês chego aos meus 30.
Tanto foi feito e a vontade de fazer mais é maior ainda. É como se eu tivesse a
meta muito clara, mas ao mesmo tempo, eu hoje permito que vida me mostre para onde devo ir, o que devo
fazer, pois é assim que tenho recebido os melhores presentes do destino...
O crescimento profissional também é inevitável. Volto a
falar da relatividade do sucesso. Exatamente onde estou, sou hoje um grande
sucesso. Faço um trabalho reconhecido por todos, me entrego totalmente ao
publico que meu aplaude ao fim de cada canção, todos os dias, de domingo a
domingo.
É engraçado como essa coisa de crise dos 30 é real, ou se
não é, pelo menos comigo aconteceu, muito embora tenha sido nos meus 29. Ao
fazer 30, sinto um ciclo se fechando, como se eu tivesse ficado mais leve, mais
espontânea e com uma visão mais ampla da minha vida.
Mesmo com momentos de angustia e ansiedade, me compele hoje uma
sensação boa de que tudo vai sempre dar certo. E é verdade. Cada vez que eu
acredito, sem pressa, sem aquela agonia própria da juventude, as coisas
naturalmente se encaixam.
Já falei sobre destino, porque acredito nele. Acredito que
existe uma trilha que vamos percorrendo durante a nossa vida, uma trilha que
você não tem como fugir. Basta escolher aceitar percorrê-la ou tentar,
inutilmente, fugir dela. Não estou sendo fatalista... Ao contrario, passei
bastante tempo capengando pra achar qual era a minha trilha, pra alinhar minha
dança com a música que toca na minha estrada. Penso que esta busca faz parte de
uma vida em amadurecimento crescente, é preciso buscar e não parar nunca.
Mas depois que me encontrei e me abri para o mundo, sinto a
juventude indo embora, ainda que alguns desejos permaneçam, começo a dar lugar
a sentimentos mais estáveis, mais tranquilos, entendendo a beleza das coisas
que duram.
Percebo em mim o grande prazer e desafio diário de ser
feliz!
Pronto! Cheguei nos 30.
Conflitos de uma Balzaquiana - Cap. 7 (Julho/2015)
One Love
Incrível como ainda me pergunto o que é o amor.
Será o amor um sentimento único, ou existem tipos de amor?
Sei sobre o amor que sinto pela minha família e pelos meus
amigos mais próximos. Mas me refiro ao amor romântico mesmo, que une duas
pessoas.
Não que eu não já tenha vivido nesses trinta anos histórias
extremamente apaixonadas, já mencionei em outro capítulo que foram e são muito
relevantes e intensas. Pensando no amor puro, acho inclusive que amo de verdade
os homens com os quais tive histórias longas, são pessoas que quero um bem
imenso, me preocupo e fazem parte das minhas orações. Mas aquela certeza,
certeza absoluta, aquele sentimento de que vai ser pra sempre, aquela
completude... Acho que só senti uma vez, no máximo duas. E sim, é como se
faltasse algo ainda, é como se a minha felicidade não estivesse completa.
Ao menos, agora, depois das experiências que tive,
especialmente neste último ano, o ano em que estou completando 30, tenho
certeza do que não é amor. Sei exatamente quando estou vivendo algo bacana,
apaixonante até, mas que vai ter um fim próximo, vai se transformar, pelo
simples fato de não ser amor. Já me confundi muito, misturei tudo, mas hoje,
muito embora no meio de cada processo o aspecto passional ainda confunda um
pouco as ideias, no fundo, racionalmente, tenho mais tranquilidade e clareza
sobre o que não me completa.
Cansam-me um pouco os inícios e fins, pois ainda que não
seja amor, a entrega e troca de energia são sempre absolutas. Mas não existe
pra mim outra maneira de viver as experiências, buscar, tentar, me atirar na
vida.
Continuo esperando e lançando para o universo que, como um
ímã, a pessoa que eu busco venha até mim e eu até ela, acredito no destino, sei
que ele é implacável. Navego pela vida sem pressa, na certeza de que o amor me
alcançará.
sábado, 21 de novembro de 2015
Eu
Um dia você se dá conta de que tudo na sua vida é sobre você.
Tudo aquilo a sua volta, que parece tão externo, parece tão fora de você, tão independente...
Na verdade é de dentro.
Como se do seu centro partissem os raios que emitem energias para fora e destes mesmos raios vem o que está fora, bem pra dentro, no meio, no centro do peito.
Começa e termina em você.
É exatamente neste ponto que você percebe que cada coisa tem a exata importância que você dá. Porque a coisa em si não importa.
Na verdade a coisa em si nem existe. A não ser que você dê vida à ela, podendo torná-la muito grande ou bem pequena.
Uma dor, uma alegria, um arrependimento, um encontro...
Sem egocentrismo ou nada do tipo, é preciso por um momento perceber que tudo em seu entorno é você.
São personagens, experiências, histórias, do seu destino, exclusivamente.
Neste ponto também diminui a necessidade de compartilhar todas as suas vivências com muitas pessoas, assim como facilita entender a efemeridade das relações. Elas vêm, cumprem sua função e vão, já que cada um tem sua trilha própria a seguir.
Não estou falando de isolamento, não tem nada a ver com isso.
E sim com enxergar a profundidade em conversar com você mesmo.
O que não é dito pra fora, pode ser melhor ouvido e absorvido pra dentro.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Pensando alto
Cada vazio é diferente do outro.
Talvez pelo tempo que vai passando,
As experiência que vão calejando,
Ou talvez porque tem que ser diferente mesmo.
Mas não deixa de ser "angustiantemente" vazio.
O de agora é a imagem de um lugar imenso onde antes foi um circo, mas só ficaram os restos:
Um pedaço de pano, alguma purpurina, malabares velhos, um arco torto...
A lembrança do palhaço que se foi
Astro de todo aquele circo
Levou com ele o riso, a euforia, a ilusão
Tudo no seu caminhão, à procura de outro lugar qualquer
Ou a procura de nada, sem rumo, parando onde a paisagem lhe conquistar por algum tempo.
Eu que sempre fui protagonista dos meus palcos de histórias, sento no que restou da arquibancada, expectadora agora, e apenas observo o caminhão sumindo aos poucos no horizonte.
Uma lágrima me escorre. Lágrima colorida de palhaço triste, feita de tinta.
Sim, guardei pra mim os resquícios, tornei-me um pouco palhaça também.
Uma respirada quase calma, longa pausa, para recomeçar a encher o meu vazio.
Quem sabe um outro circo, outro espetáculo... Pensei alto.
Quem sabe um dia o mesmo circo, em outro vazio.
sábado, 7 de novembro de 2015
Conflitos de uma Balzaquiana - Cap. 6 (Junho/2015)
Eixo
Será que tem que ser assim? Será um traço da minha
personalidade? Me entregar sem ressalvas, enquanto as outras pessoas não.
Porque tem sido tão recorrente me envolver com pessoas que querem limitar a relação?
Porque as pessoas acham que os limites vão impedir o sofrimento? Vejo que
sofrer é inevitável, é inerente a nós, independente de se limitar ou não. A
diferença é que limites rígidos nos fazem viver menos... Mas é apenas o meu
ponto de vista. Que agora começo a rever.
Na verdade, acho que preciso de um tempo pra mim... Preciso me
dar este tempo. Me centrar um pouco, acalmar os sentimentos antes de tomar
atitudes ou promover mudanças, talvez seja o mais maduro a fazer.
Pra isso não é necessário me afastar dos outros, estar só...
apenas tenho que estar atenta ao meu foco, manter a serenidade e seguir
buscando um pouco de paz. Assim, não importará como os outros encarem, e sim, a
minha própria vivência. Essa é uma busca diária, que tento nunca perder de
vista, procurar me conectar com as “good vibes”. Elas estão sempre por aí.
Falar em boas energias me traz à mente um outro assunto: A
negatividade das pessoas. É incrível como sempre nos deparamos com pessoas
negativas, pessoas que querem fazer mal, seja por algum trauma, por inveja,
insegurança... procuram o lado ruim das coisas e atuam para prejudicar.
E eu, chegando aos 30, ainda me vejo um pouco vulnerável a
essas pessoas, como se, por mais experiência que eu tenha tido, ainda não foi
suficiente para me calejar, para que tais maldades não me atinjam tanto. Acho
que isso também tem a ver com o foco, o centro. Como se eu tivesse que tentar achar
um eixo, que independente do que ocorra ao meu redor eu permaneça quase
intacta.
É engraçado amadurecer, ter mais consciência, pois é
exatamente onde você percebe que sabe muito pouco, tem tanto a aprender... vejo
pessoas mais novas ou menos experientes falando de verdades tão absolutas,
sentindo-se totalmente maduras e penso:
“Com o tempo você vai ver que tudo é tão mutável...” Apenas ouço e observo, me
encanta observar, como uma criança. Deixo pensarem que sou uma criança.
Gostaria mesmo de ter a pureza e a sabedoria de uma criança. Isso me faria
estar mais distraída e ao mesmo tempo mais entregue a mim mesma.
Porque quando se está atentamente distraído, se dão os
acontecimentos mais surpreendentes da vida, como um ímã instalado bem no seu
centro, eixo perfeito que atrai o que há de melhor.
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