sábado, 21 de novembro de 2015

Eu

Um dia você se dá conta de que tudo na sua vida é sobre você.
Tudo aquilo a sua volta, que parece tão externo, parece tão fora de você, tão independente...
Na verdade é de dentro.
Como se do seu centro partissem os raios que emitem energias para fora e destes mesmos raios vem o que está fora, bem pra dentro, no meio, no centro do peito.
Começa e termina em você.
É exatamente neste ponto que você percebe que cada coisa tem a exata importância que você dá. Porque a coisa em si não importa.
Na verdade a coisa em si nem existe. A não ser que você dê vida à ela, podendo torná-la muito grande ou bem pequena.
Uma dor, uma alegria, um arrependimento, um encontro...
Sem egocentrismo ou nada do tipo, é preciso por um momento perceber que tudo em seu entorno é você. 
São personagens, experiências, histórias, do seu destino, exclusivamente.
Neste ponto também diminui a necessidade de compartilhar todas as suas vivências com muitas pessoas, assim como facilita entender a efemeridade das relações. Elas vêm, cumprem sua função e vão, já que cada um tem sua trilha própria a seguir.
Não estou falando de isolamento, não tem nada a ver com isso.
E sim com enxergar a profundidade em conversar com você mesmo.
O que não é dito pra fora, pode ser melhor ouvido e absorvido pra dentro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário