domingo, 26 de dezembro de 2010

Entendendo Clarice

Por não estar distraída me apego a oportunidades que não são verdadeiras
Por não estar distraída escuto o que não devo e deixo passar o mais importante
Por não estar distraída sofro de angústia e remorso, pois não admito qualquer erro
Por não estar distraída esforço-me ao máximo para ser agradável
Por não estar distraída observo e analiso todos os meus passos
Por não estar distraída acho que todos estão me negando a todo tempo
Por não estar distraída dou sempre o melhor de mim
Por não estar distraída exigem sempre o melhor de mim
Por não estar distraída fico confusa quando falam ou perguntam demais
Por não estar distraída fico rouca quando mais preciso da minha voz
Por não estar distraída não consigo dormir se estou tão cansada
Por não estar distraída me dedico intensamente e esqueço de relaxar
Por não estar distraída estrago qualquer surpresa
Por não estar distraída estou sempre me destacando, sendo elogiada
Por não estar distraída sei exatamente quem eu sou

sábado, 18 de dezembro de 2010

Fim de ano

Um mundo dentro da cabeça
A paz de um amor
Os sonhos guardados no coração
Amigos que se afastam, que se revelam
Os segredos que nunca serão revelados
As conclusões que mudam sempre
As idéias surgindo e surgindo
A espera dos acontecimentos
A vontade de me superar
O perdão
O arrependimento
As escolhas difíceis
O falso sucesso
A fragilidade, sempre ela
A determinação, o que dizem de mim
A vontade de viver!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pairalisação


Pairalisa-me
Sem ação, sem resposta
Sem saber que mundo é este na minha frente
O clima paira de tal forma que não se consegue pensar
Tudo, de tantos anos, de tantas vidas, vem tão forte em poucos segundos
E o silêncio
Silêncio que diz tanto e é impossível iniciar o diálogo
Parei, pairei, espaireci... como se eu fosse capaz de relaxar
A pressão não suporto, o "não me importo" é falso, o silêncio magoa
Não era para ser mágoa...
Vai ser sempre assim?
O que mais se pode fazer para que os olhos se olhem, as mãos se aproximem, os corações se aqueçam
As diferenças precisam ser respeitadas, não só isso, admiradas
Há realmente uma ferida incurável, será por isso? achei que eu já havia perdoado.
Sensação de desampairo
mais uma vez.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um sopro de paz para você

A vida não é como se quer
A vida é como ela é
A gente se acostuma.
Os que se diziam tão amigos... onde estão?
Aquele sentimento que não tinha fim... é a distância quem determina?
A paz não está no trabalho, nos amores, nos afazeres, na televisão
A paz está dentro, ela brota dentro do coração e sái pelos poros,
tomando tudo em volta.
A inquietude anda junto com gente pra onde quer que vamos.
Se por um fato ela aparece, é porque de algum modo já estava ali.
O tempo tudo muda, tudo cura.

"Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu.

Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu.

Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu.

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu."

Dou um sopro de paz
E ele atravessa o oceano, tenho certeza.

domingo, 21 de novembro de 2010

Manual de instruções

Estava eu despretenciosamente aguardando um fato do tipo gota d'água para minha inspiração, como de costume. Começo o dia pensando: "Hoje vou escrever no blog." Então deixo minha mente vagar, sem ordenar qual caminho ela deve seguir, no que ela deve pensar. Passo o dia "normal" (um dia inspirador nunca é normal) e até esqueço disso... Mas geralmente vem, por si só, com toda a força, um fato "isolado".
Não é tão difícil manter o equilíbrio quando se recebe uma notícia ou informação desagradável. Quer dizer, depende... Quando é algo frustrante no sentido de quebrar a expectativa sobre alguma coisa, é bem difícil. Mas quando é um fato, ainda que absolutamente inoportuno, inadequado, mas que acontece nas melhores famílias, um erro, uma imaturidade, uma coisa assim sem sentido algum... Ou então quando é simplesmente uma fala do outro que incomodou. Aí sim, custo a entender porque receber as coisas como se fosse uma bomba explodindo. Não é tão difícil compreender, ouvir, dizer o que está errado, se chatear um pouco é claro, mas sem dramas...
Muitas e muitas vezes eu não consigo, mas tenho plena consciência: é preciso relaxar. É preciso viver e deixar que o outro viva intensamente, livremente. É uma linha tênue que separa isto da falta de cuidado e confesso que já me perdi um pouco nesta separação, dando lugar ao desrespeito... Porém, estou em um momento de desestressar, e hoje percebo que a responsabilidade e cautela devem estar relacionadas a isto.
Nesses momentos eu realmente fico um pouco apática. Se não me derem espaço para falar, falando demais, eu paraliso, eu vôo bem longe, entro no meu mundo. Falo pouco, fico um tanto impaciente com tanta fala, tanta coisa, não consigo administrar a minha vida e a do outro ao mesmo tempo, me envolvendo de maneira dosada. Sinto necessidade que me dêem espaço nessas horas. Não sou do tipo que arranca este espaço de qualquer jeito. Ao contrário, se começam a me sugar e a fazer de mim um instrumento de relatos e companhia para toda e qualquer situação, eu vou me fechando, fechando. Ninguém é companhia ou parceria para tudo, senão não sobra tempo de ser ele mesmo, fica apenas de acompanhante.
Não. não é o meu caso. Porque com muito esforço, do meu jeito apático e tranquilo eu vou conseguindo... Ainda não encontrei a melhor maneira, pois acabo guardando e vai juntando tudo... quando vejo me desestabilizo com uma coisinha pequena, um detalhe absolutamente relevável.
Acho que vou escrever meu manual de instruções para uso adequado...
Mas não para os outro. Para mim mesma. Para eu ficar lendo e relendo.
Quem sabe não acabo me entendendo melhor. :p

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pulsando



Por muito tempo a pergunta: Qual será a missão?
Todos têm uma missão, que não procuram nem buscam.
Mas é o sentido da vida, da passagem por aqui.
Parece que a missão não só termina, mas antes de tudo existe uma preparação para o seu começo.
É um muro que vai caindo, tijolo por tijolo, aspecto por aspecto da vida.
E só depois de cair todo é que começa a missão: reconstruí-lo!
Não, esta separação entre o momento em que ele está caindo e o momento em que passa a ser reconstruído não é real, nem é clara.
Até porque, o tempo não existe para as coisas infinitas, o antes e o depois.
É como se fossem realidades simultâneas, mas que tem seus processos separados.
O muro está caindo e subindo, caindo e subindo...
A vida é assim. Que frase repetitiva! E sábia.
A vida não está assim agora. Agora é apenas o despertar (dos muitos que virão). Ela é assim.
Alguns nunca despertam. Como será o muro deles?
Ou talvez todos despertem para alguma coisa.
Ânsia por momentos de paz e alegria. Alegria verdadeira!
É preciso bastante esforço.
E o mundo... esse nunca para de girar.

sábado, 16 de outubro de 2010

Não ando devagar, ainda tenho pressa
Mas não por opção
Levo um sorriso, às vezes largo, às vezes cansado
Procuro não gastar tantas lágrimas
Pois uso a força que conquistei para não absorver o que não é meu
A certeza de que pouco sei sobre os sentimentos
Nada sei sobre os sabores

É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Diário de Feriadão - Cumplicidade

O que eu queria te dizer... são tantas coisas.
Há tanto sentimento em meu coração, que vc nem sabe
E eu nem sei também
Mais do que ser parente, amigo, amante...
A cumplicidade é algo extremamente vinculado à entrega e ao amor ao próximo
Ser cúmplice significa estender a mão haja o que houver
Estar ao lado, ignorando julgamentos, preconceitos
Ninguém vive sozinho com seus problemas

O que eu queria te dizer é que eu tenho medo
Duas vezes já se repetiu, me sinto muito cansada
Tenho medo de novamente me esgotar e perder o gás que tenho agora

O que eu queria te dizer é que não tenho direito de mudar ninguém
Mas devo ser honesta, existem coisas que não posso suportar
Não devo nem quero apagar da memória tudo que é bom e ruim
Já deve saber como é difícil pra mim encarar tantas questões
Ser a responsável, a equilibrada, a madura, a apaziguadora... Não mais.

O que eu queria te dizer publico na internet
Pois não quero mais ter que falar tanto sobre isso
E não quero uma coversa tão forte, cansativa, dolorosa de tão sincera
Quero encontrar na leveza do toque e do olhar a medida ideal, com poucas palavras
Mas não sei se há como desconstruir e fazer tudo absolutamente diferente
Não sou tão sábia quanto pensas, também me sinto confusa

O que eu queria te dizer
É que sou tão grata a tudo que tem feito que nem pode imaginar
Mas estou me esforçando para não agir em gratidão, não é isso que se quer
Por isso a dúvida
Será que está dentro de você o que eu tanto busco? Mas é preciso explorar.
Ou será ilusão mais uma vez? gratidão, quem sabe...
Não exija tanto de si mesmo...
Será que é capaz de me dar a cumplicidade mais madura que existe?
Não por um instante, uma circustância... mas sempre.
Será?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Diário de Feriadão - Sonhar

A tentativa não pensar é fracassada
A consciência consegue manter-se linear durante o dia
Mas a noite, o inconsciente entra em ação e manda mensagens das mais diversas
E a manhã torna-se tão esquisita, lembro de todos os sonhos
Mas não vou ficar pensando na loucura deles, prefiro transcender
Prefiro lembrar do quanto tenho esquecido de sonhar
Tantas coisas conquistei simplesmente por sonhar e imaginar
Sem a obrigação de alcançar, apenas sonhando, projetando imagens
O tempo passa, a pressão fica quase insustentável
Esquecemos dos nossos sonhos

domingo, 10 de outubro de 2010

Diário de Feriadão - Levinho, levinho...

Tenho mesmo pensado a todo tempo sobre a leveza
Sei que não devo buscá-la
Mas lembrá-la não faz mal, pelo contrário
E aí eu penso: "levinho, levinho..."
Como se estivesse falando para mim mesma
E ao mesmo tempo dando um sopro de leveza no ambiente a minha volta
Mudar de cenário, falar de outras coisas, conhecer pessoas...
É bom e também é melancólico às vezes
Mas isso seria em qualquer circunstância
Talvez não seja mesmo para ficar refletindo, pensando na vida
Talvez o melhor seja não pensar
Algo como meditar de olhos abertos
levinho, levinho...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Música da alma

Pobres de espírito são os que pensam que a música é apenas um negócio. No dia em que isso acontecer, a música deixa de existir. Porque música é feita, tocada e ouvida pelo espírito, o corpo é só um instrumento, um intermediário. A arte é um alimento para a alma, está relacionada com os sentimentos, com o amor, com a felicidade plena. Coisas que nos nutrem por dentro, só quem faz sabe o que isso quer dizer.
Por isso, ainda que às vezes seja difícil entender, buscar o sucesso através da música seja talvez um caminho para o fracasso e as frustrações. Música não tem a ver com sucesso, isto ocorre por conseqüencia do trabalho, do reconhecimento. Conseqüencia que vem para os que não buscam, afinal é como correr atrás de borboletas. Elas só vão sentir-se atraídas, caso o jardim esteja bem cuidado e não se ficarmos obcecados em busca delas. Isso é tão antigo que volta e meia esquecemos sua sabedoria.
Minha relação com a arte desde sempre foi através da música. A música sempre entrou não pelos meus ouvidos, mas pelos meus poros. Entrava e tocava dentro do meu peito, fosse para cantar, dançar, improvisar ou apenas sentir.
Algumas coisas são leves por natureza e assim é a música, ela tem, na troca entre as pessoas que a compõem e tocam, uma leveza inerente, um momento em que os espíritos é que estão conduzindo aquela união perfeita.
Mas então porque tanto peso? Não deveria ser pesado, é a coisa mais antinatural que existe.
Que vontade de tirar todo este peso de mim, que não fui eu quem colocou!
Que vontade de partir e ver que em outros lugares existem concepções diferentes, mentes abertas!
Que vontade de ficar e provar para essas almas perdidas que há muito além do que podemos mensurar e ver!
Que vontade de absolutamente nada!
Meu Deus, há tanta coisa que eu preciso entender, preciso de uma certeza inabalável.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Paixões

Paixão 1. Nunca desiste, sempre volta atrás e se contradiz. Aproveita-se da fragilidade, quando é na verdade, mais frágil ainda. Como joga mal!
Paixão 2. A já conhecida dilaceradora, falsa misteriosa. Que fique bem adormecida e longe com suas confusões. Voltará muitas vidas para aprender o que desperdiça.
Paixão 3. Proibida, sonhadora, duradoura. Sempre volta. Ri muito e às vezes chora de arrependimento. É o id. Conforta-se na amizade de longa data.
Paixão 4. Diz que não, mas despreza. E antes era outra coisa... Um dia vai se arrepender. Poderia ser muito mais. Quer ser o super ego.
Paixão 5. Ainda desconhecida. Precipitada às vezes, de muitas palavras. Deveria falar menos e se deixar sentir mais. Contudo, parece compreender.
Paixão 6. Amizade. Dúvida de poder despertar mais uma vez, como um dia foi intocável. Certeza de processos diferentes.
Paixão 7. Pensa que é além do que realmente é. E antes de ser parecia que seria. Não foi. Apesar de tão oportuno. Bem típico.
Paixão 8. Inclui algumas. Duvidosa, que fica no limiar da afetuosidade, simpatia, encanto... É a melhor, pois é sempre leve, talvez por nunca ter se dado.
Paixão 9. Impossível, improvável e, portanto, bastante tentadora.
Paixão 10. Fuga. Qualquer uma que se invente para fugir da solidão.

Como pode com tantas paixões este coração estar vazio?

sábado, 2 de outubro de 2010

Novo de novo

Tantas coisas acontecem... E eu me sinto tranquila.
O curioso é que muitas coisas sempre acontecem, mas parece que a vida dá umas pausas. Nunca! Não existem pausas. O que existe é uma condição momentânea mais receptiva e tolerante aos acontecimentos. É isso, a tolerância pairou e estou mais flexível comigo mesma e com os outros. É absolutamente de dentro para fora e não o contrário. Espero me lembrar muito disso!
Assumo a dificuldade em ser firme nas minhas decisões. Aceito não ser uma fortaleza.
Cedo às pressões de muita gente. Muita gente que duvida de mim, hoje sou a pessoa mais competente do mundo, amanhã sou cheia de defeitos!
Mas isso é o de sempre. O que sempre me agita os nervos.
Tudo na vida acaba se repetindo de um jeito novo. Como uma flor que brota e morre e no lugar dela brota uma outra (quase) igual.
Portanto, no meu jardim são muitas flores agora.
Uma em especial está com um pouco de medo de desabrochar, de ficar muito vulnerável na sua condição de rosa aberta, podendo ser despetalada assim sem que se peça licença.
A linda rosa, que tem um espírito tão antigo e já desabrochou tantas vezes, deixando que fizessem considerações presunçosas sobre seu perfume, não quer ser tocada, nem tem a menor intenção de se precipitar, revelando pétalas ainda sem a cor ideal. Ela quer abrir-se a seu tempo para viver o novo de novo, usufruir do eterno reencontro cotidiano.
Mas que coisa que a cativa assim no ar e sobe quase arrancando-lhe os espinhos!
Todo o jardim de acontecimentos por um instante olha só para ela e suspira sossegado. Pois sabe... nessa vida nada é definitivo.

domingo, 26 de setembro de 2010

Gerúndio


É, estou ausente
A inspiração não tem vindo me visitar
E há muita gente querendo tudo decifrado
Fico paralisada, eu acho
Difícil é ter o coração em paz
Desencontro... Reencontro
Amizades feridas, duvidosas, verdadeiras, apaixonadas
A complexidade dos sentimentos
O exagero da sensibilidade
Correr atrás quando o outro não quer
Perder o gás quando a atenção é demais
Quase ninguém é interessante
Até quem já foi não é mais
Atitudes previsíveis e ao mesmo tempo surpreendentes
Engraçado, me sinto feliz
Aprendi que a vida é esta
A minha vida, eu digo
A música, a dança, a arte, o glamour
A paixão, a solidão, o amor, nada de glamour
A espera, a busca, a hiperatividade
A mágoa, a alegria, a profundidade
O sonho, a ânsia, o riso
Ops!
Melhor parar por aqui ou vão me decifrar...
E este blog será sempre no gerúndio.
Até.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Desperta

Lenine canta e aponta para mim,
Ele fala de mim...
Bem que podia susurrar no meu ouvido...

"Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço

Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo

Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna

Vou certo
De estar no caminho
Desperto."

(Martelo Bigorna - Lenine)

-Quase- Sempre desperta!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ansiedade

Ouvi isso outro dia e tenho sempre lembrado quando não estou tranquila:
Ansiedade é gastar energia apertando o botão do elevador várias vezes, sendo que ele só vai descer na hora certa.
Me sinto mais leve e procuro não gastar energia à toa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Caramelo


Ela é encanto e sedução a todo tempo
Ela é imediatista e egocêntrica, tem que ser na hora que ela quer, do jeito que ela quer
Ela é sonhadora, vive lamentando histórias não vividas
Ela é tão intensa, que acaba metendo os pés pelas mãos
Ela é muito inteligente, perspicaz, proativa. Sempre executa com excelência uma tarefa
Ela é tão altruísta e visionária. Menos quando o assunto é paixão, aí ela é tão cega...
Ela já amadureceu bastante e não julga mais as pessoas, mas sente-se extremamente julgada pelos outros
Ela tem a sensibilidade aguçadíssima e ri na mesma intensidade em que chora. Arrepende-se na mesma intensidade em que age
Ela é uma criança rindo e brincando, uma mulher vivida e sofrida
Ela é amor e amizade a qualquer custo. Tem fascínio pela sua família e seus amigos
Ela odeia se sentir só, mais do que tudo na vida
Ela tem uma determinação invejável, uma força de vontade e nada a tira do seu foco
Ela às vezes exagera, passa por cima do mundo atrás de alguma coisa, mesmo que fantasiosa
Ela é desejada por todos, mas não tem olhos pra ninguém
Ela não sabe, sofre por não saber, mas dizem que ela é linda e doce. Precisa ver! mais parece um caramelo!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Olhos fechados


Fecho os olhos e estou em uma praia linda e deserta. Sozinha, mas cheia de vitalidade e amor. Não existe nada, só mar. O céu está tão azul como nunca esteve. Não existe angústia nem dor. Tudo é certeza e tranquilidade. Não há espaço para perder a razão, perder o senso... tudo é respeito e força. Lembro que isso não é tão distante quanto parece, já me senti assim várias vezes.
Mas agora não, agora abro os olhos e tenho uma dor de cabeça insuportável. Levanto e me machuco. Pisei em um caco de vidro, olho em volta, são muitos caquinhos, além de fotos, risos, pessoas, sentimentos, tudo espalhado e estilhaçado no chão.
Fases da vida são como um redemoinho, começa pequeno e a gente nem percebe, a ansiedade, a desorientação, a tristeza, e o tempo vai passando, sentimos apenas um aperto constante no peito e uma inquietação toda vez que tomamos uma atitude desagradável, mas não damos importância. De repente, quando vemos, o pior já se deu. O furacão passa assim, rápido e avassalador.
Acho que não quero mais abrir os olhos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O que me interessa

O novo se revela
O desconhecido
A alegria de conhecer
A troca, a amizade, a vida
Pra que perder tempo com coisas vazias?
Pra que mentir, se enganar, se perder e se prender?
Se é possivel vagar por ai, rir e amar
Tudo é tão relativo, tudo é tão inconstante
O que sentimos é verdadeiro
Gentileza, respeito, carinho
É só o que me interessa

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Memórias de um devaneio

Por onde anda o dilacerador de sentimentos
O que tem pensado o ilusionista conquistador
Quais seus novos sonhos? Quais suas novas paixões?
Sempre o bisbilhoto por aí, nos seus grandes afazeres e realizações
Só queria poder desejar-lhe sorte, sucesso
Só queria que todas as confusões, impedimentos e tristes coincidências nunca tivessem existido
Só queria contar-lhe tudo de novo que tem me acontecido e o quanto estou ansiosa com as oportunidades que estão surgindo, o quanto me sinto plena
Mas, plena mesmo estou quando imagino o que não foi, quando tenho falsas lembranças do passado-futuro
Lembro das risadas que demos, dos amigos que fizemos, daquele jantar que eu mesma fiz, daquela viagem pela Europa
Como posso, por tão pouco, ter me deixado ficar com um buraco dentro do peito, aquela sensação de que alguém morreu
Até hoje não sei o que realmente aconteceu e o que eu inventei
Encontro-me naquela embriaguez que ficamos quando estamos quase dormindo e misturamos a realidade com o sonho
Mas me contento, pois não seria tão bonito se fosse de todo real
Certamente, o verdadeiro é bem menos especial do que o idealizado por mim
Além do mais, tudo é muito mais florido pra mim do que pra quem não regou as sementes que plantou
É... parece que alguns instantes da vida não passam de um devaneio

sábado, 31 de julho de 2010

Uma chance

Uma chance para a vida voltar ao seu (meu) ritmo normal, aceleradíssimo
Uma chance de aprender que as pessoas são imprevisíveis
Uma chance para o outro parar de jogar e assumir sua fragilidade
Uma chance de voltar atrás e nunca mais abrir mão de uma amizade
Uma chance de ver as coisas por um outro ângulo
Uma chance de admitir a tamanha ingenuidade
Uma chance de conhecer alguém
Uma chance para quem tanto pediu por ela
Uma chance de ser menos egoísta e mais tolerante
Uma chance para exercitar a humildade
Uma chance de me sentir livre
Uma chance de brilhar

domingo, 18 de julho de 2010

Lado B

Tenho uma dificuldade enorme em ser rejeitada... ok, ninguém quer ser rejeitado, óbvio, mas eu repudio, eu custo a acreditar que não sou tão querida por alguém, ou tão interessante, como gostaria. Que frustração eu sinto. Viro uma menina mimada e emburrada com a vida, desorientada, não consigo aceitar.
Não sei o que se passa... não, eu não me acho a pessoa mais legal e mais tudo do mundo que todos têm que gostar de mim. sei que sou uma pessoa absolutamente comum... sei?
Enfim, de qualquer modo, acho que é triste pra qualquer um querer alguém por perto, esperar que este alguém te procure e nada, nenhum sinal!
E de repente quando vc procura ou encontra aquela pessoa na expectativa de que ela esteja passando por algum problema e por isso não tenha te procurado, vc é surpreendido com um simpaticíssimo "não, está tudo ótimo comigo, e vc como tem passado?" Aiii, que ódio! Não é ódio da pessoa não, é ódio de mim mesma!
Que mania de criar expectativas... meu pai sempre diz que a expectativa que criamos sobre o outro é responsabilidade nossa e não do outro. Mas não sei... não dá pra ser assim sempre, às vezes a outra pessoa tem atitudes que acabam gerando uma expectativa na gente, pelo menos em mim...
ou será que eu que interpreto como quero? ah! acho que sou (estou) muuuito passional.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sobre o meio

Não era para ser meio... era pra ser começo. Era pra ser feliz e divertido e único e inesperado... Mas o meio vem assim, quando o começo vira tédio.
Diferente de Sabina, Tereza vive sempre no meio. Ela começa alguma coisa já indo direto pro meio, se precipita pra chegar logo na rotina, na estabilidade, no igual dia após dia. Por isso a vida dela não é muito interessante, mas a conforta. Durante o dia está geralmente tranquila exercendo seus meios, o que a perturba é a noite, quando vem os sonhos... Afinal, os sonhos não respeitam começo, meio e fim, é uma mistura, uma desorganização que a enlouquece, pois ela é muito metódica.
Já Sabina passa pelo meio muito a contragosto, mas passa, porque tem que passar... No meio ela fica muito carente, uma carência sem fim, sente falta das pessoas, sente falta de mais um monte de coisas que ela nem sabe o que é. E se enche de ansiedade, de pensamentos diversos, sua cabeça não pára.
Para Sabina o meio não é 8 nem 80, não é 1 nem 2... é em cima do muro, é o desenrolar do que já foi decidido. Ah! é insuportável quando se é imediatista.
Talvez Tereza pudesse ajudá-la com sua tranquilidade, podiam conversar e trocar experiências. mas é uma pena, as duas não se dão...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sonho

Essa noite eu tive um sonho.
Sonhei que voava bem alto e conseguia ver o mundo inteiro lá de cima. Na verdade eu via meu mundo inteiro. Meus grupos de amigos, minha família, meus inimigos, meus erros, minhas aventuras. É curioso olhar as coisas assim de fora, me dava nostalgia.
Então eu via quem está longe e fechava os olhos, sonhando dentro do sonho... sonhando uma história de amor. Me sentia tão perto que nem parece que eu estava lá no alto. Mas o perto é longe e o longe é perto, quanto mais me aproximo sinto distância, quando fico bem longe a sintonia me pega de surpresa.
Continuei voando e cheguei ao futuro. Engraçado como o futuro é sempre melhor que o presente, e era mesmo. Me vi tão feliz, enquanto voava sobre o meu mundo, me via no futuro viajando o mundo todo.
Era um sonho tão lindo e tinha tantas outras coisas...
Acordei! mas não tinha ninguém pra contar.
Me dê a mão, mesmo de longe, não dê de mentirinha... só quero te contar meu sonho, mas nada.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sobre o começo


Para falar sobre o começo, vou falar de uma moça chamada Sabina. Para Sabina, o que mais interessa no começo é aquele comecinho, talvez até o que vem antes do começo, aquele momento crítico em que você percebe que algo está pra começar. Este momento é que a chama, que a excita. Por isso ela quer estar sempre em contato com isso, com este mistério, com a conquista de um mundo novo, pois a conquista é a descoberta, é sempre uma porta entreaberta que você tem que avançar para descobrir o que está por trás. É o inimaginável que faz todo começo no ponto de vista de Sabina, não o comum. O comum em si mesmo já é previsível para ela, ela que gosta da busca. Sabina está sempre começando coisas, uma atrás da outra e se entedia muito facilmente quando não há nada em vista para terminar nem começar, quando está tudo no meio. O meio é irritante para ela, absolutamente desconfortável a pasmaceira do meio. Tentar imaginar como seria o desenrolar daquele começo, quantos risos e prantos poderá trazer, é isso que faz de Sabina uma moça tão desejável, confiante, conquistadora. Todos param para que ela passe com seu ar liberto, desbravador, sempre renovada. Porém, ninguém conhece a verdadeira Sabina, aquela que se revela nos meios... Digo verdadeira Sabina, porque os espaços entre começos e fins são muito mais longos. Mas aí, teremos que falar sobre o meio...

sábado, 26 de junho de 2010

Simplicidade

A gente demora pra perceber que o melhor da vida é o mais simples, o mais espontâneo, o mais inesperado. A família, aquele sentimento único que a gente não sabe explicar; uma risada; um laço eterno; uma troca de palavras gentis; um carinho. Quero voar tão alto e às vezes esqueço que estar num lugar especial com pessoas que amo pode me deixar nas nuvens de tão feliz. Abrir meu coração, dar todo o meu carinho num abraço apertado em quem está precisando tanto de mim, ficar junto, colado, dormir e acordar... Cuidar do outro e se sentir cuidado, receber café bem quente com leite da vaca, sopinha e paozinho de sal. Porque queremos tanto se precisamos de tão pouco para estarmos plenos? Não sei... só sei que na maior parte do meu tempo eu quero tantas coisas que é preciso tirar uns dias para sorrir apenas, sem me preocupar com o passar dos dias. Nestes tempos ou naqueles, me vejo como aquela que tem sempre um colo para dar, uma mão para estender, um sorriso para abrir. Me sinto feliz assim.
*Dedico à minha família, especialmente minhas primas Cela e Lica.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sobre o fim

Lembro-me do meu último copo de refrigerante, era Guaraná Antártica (ou kuat) na Pizza Hut da Barra. Eu estava sozinha, pensativa, há horas sem comer, andando de carro por aí, então parei pra comer uma fatia de pizza com refrigerante. Enquanto eu bebia, parece que uma voz dentro de mim falava que aquele era meu último copo. Isso deve ter no mínimo uns 3 anos, de lá pra cá nunca mais bebi refrigerante, a não ser um golinho de alguém quando a sede aperta e não tem mais nada pra beber. A sensação que tive naquele momento foi o que eu chamaria de certeza do fim. Era como se algo tivesse ficado para trás, era o fim de alguma coisa, o fim dos anos em que bebi refrigerante de todos os tipos. Recentemente tive esta mesma sensação, esta sensação de fim, esta certeza. Às vezes acontece e é muito curioso. Não sei se do fim vem a certeza ou se a certeza que faz o fim. De qualquer maneira, sinto como se eu subisse mais um degrau da escada da maturidade quando determino o fim. Parece uma atitude que estava guardada no peito e só faltava um fio de coragem para dizer: pronto! acabou. a partir de hoje será diferente. Gosto deste momento. Não sou muito adepta da teoria de que o tempo vai dizendo, as coisas vão se ajustando, apesar de saber que muitas vezes é assim mesmo. Assim, encaro o fim mais como transformador e pouco com morbidez. Acho que é por isso que me espanto quando as pessoas são tão mal resolvidas com os fins, ou ficam em cima do muro ou dão um ponto final mais do que traumático, afirmando o tempo todo que não vão voltar atrás, mas morrendo de medo disso. Eu não tenho medo de voltar atrás. Mas aí (quem sabe) ficará pra outro post, sobre o (re)começo...
E é isso.
Fim.

sábado, 19 de junho de 2010

Saramago

Se tudo é processo não existe começo, meio e fim, tudo acontece junto.
Não existe passado ou futuro.
Não existem rótulos, não existem lugares, não existe ficção e realidade.
Não há distinção entre fala e pensamento.
Não há espaço, não há o que não caiba em qualquer coisa, em qualquer momento.
Vírgula, ponto, parágrafo. São iguais.
Não há o impossível, o impensável.
Sem limites, sem bondade nem maldade, sem intenções.
Imprevisível, elevado, insubstituível.
José Saramago. Universal.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Falso mistério

Agora sou eu quem decifra. Decifro com raiva, sim! Mas com gratidão à minha intuição e ao universo que sempre conspira ao meu favor, não procuro, é conspiração, é cósmico. Estou até um pouco surpresa pela seqüência de coincidências, só pode ser um aviso de que algo não cheira muito bem. Farejo de longe...
Pois bem, pensas que és misterioso? Para mim nunca foi. De fato, fico um pouco confusa, só às vezes... Mas, não és tu quem me confundes, afinal quem tem boca diz o que quer e eu sei muito bem disso. Confundo-me por que não estou vigilante a todo tempo, em alguns momentos me deixo bailar ao som das ilusões de um mundo sincero. Mas a lucidez, esta nunca me abandona, desde que deixei de ser menina.
Quero leveza, quero liberdade, quero belos momentos, mas, principalmente, quero clareza, quero verdade. Foi-se o tempo de acreditar na sinceridade total, não é isso! Acredito na coerência. És tão vivido e não sabe dos lemas da vida adulta (aquela, a responsável, eu me refiro), como, só a título de exemplo: Não se pode ter tudo, é preciso optar. Ou até: não se brinca com os sentimentos dos outros.
Dê-me o direito de escolher se quero participar das tuas confusões, posso até querer, nunca se sabe. Mas não me submeta a algo sem me perguntar se estou de acordo.
Aliás, não, não... retiro tudo o que disse.
Faça como quiser, sejas quem tu és.
Assim observo com cautela e na hora que me for conveniente te dou uma bela rasteira.
Let's talk about business.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Metamorfose


Recomeço do fim. Procuro refazer minhas esperanças.
Tento não olhar para trás, não consigo.
Talvez este seja o momento de olhar mesmo.
As lágrimas correm quando querem, não controlo.
A comida desce insosa, sem gosto.
Perco as forças, sei que não é hora de me cobrar tanto.
Tudo fica sem graça, sem sentido, vazio.
Acho que vou me fechar num casulo por uns tempos, como larva.
Com a certeza de que em breve surgirá uma borboleta...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Volúvel

Me iludo na certeza da dúvida
Me arrasto no passar dos dias
Me apaixono por uma frase, uma coincidência, um encontro, um presente
Me entretenho no jogo de palavras incompreendidas, silêncios eternizados
Me derreto com um mínimo sinal
Me arrependo por ser tão transparente e entregue
Me condeno por pensar muito e produzir pouco
Me escondo na frente da tela do meu computador
Me vigio passo a passo
Me justifico na espera de um momento ideal
Me pego sonhando acordada, fugindo da realidade
Me acomodo esperando que tomem as decisões por mim
Me envolvo escrevendo, compondo, refletindo dentro do redemoinho
Me engano com a televisão bem baixinha, fazendo companhia
Me alivio por ser consciente de todas as jogadas
Me comovo muito, muito facilmente

terça-feira, 8 de junho de 2010

Oriente x Ocidente (Parte 1)

Para os orientais, tudo o que nos rodeia tem energia.
Dizem que na Índia algumas pessoas desligam luzes e aparelhos e até atravessam paredes, através do poder da mente. De fato, não é fácil ver uma imagem como esta, primeiro porque essas pessoas não têm interesse em publicarem estes atos, aliás, acho que nunca nem pensaram nisso, pois estão bastante ocupadas com questões, digamos, mais elevadas... Segundo porque, ainda que estivéssemos de frente para uma situação assim, nossos sentidos não seriam capazes de receber tal informação, isto é, não conseguiríamos ver. Devido a um simples fato: somos ocidentais.
Nossa! Quantas limitações isso nos dá! Como acreditamos em tantas coisas que nos foram passadas e que uma grande maioria reafirma, sem nos darmos conta, sem nem pararmos pra pensar, simplesmente fazendo, seguindo, cotidianamente...
Assim, estabelecemos relações bastante superficiais, possessivas, descartáveis, vazias; Nos alimentamos mal, adoçantes, acidulantes, aromatizantes... acreditando comer muuito bem; Tomamos uma cacetada de remédios que mais prejudicam do que curam... remédios que "servem" para toda e qualquer pessoa, sejam lá quais forem seus hábitos, história de vida. (Ãh???)
E então ficamos surpresos com uma matéria no Globo Repórter sobre a cura de doenças por meio de chás ou misturas de alimentos. Inclusive chamamos de milagre a resolução de um problema físico ou psíquico através de meditação ou rituais de energização.
Com isso não quero dizer que somos de todo tolos. É claro que não. Até porque não somos, cada um, dentro da sua realidade ocidental, culpados por tamanha ignorância. Nascemos e crescemos, aliás, antes de nascermos já fazemos parte de um inconsciente coletivo, que é ocidental e aparentemente "cada vez mais ocidentalizado" por uma influência americana, que detém o poder de ditar comportamentos e infiltrar pensamentos.
Enfim, há tanto a se falar sobre isso, uma questão puxa outra. Certamente o assunto ainda perdurará por outros posts.
Por enquanto, fica a pergunta:
Estamos mesmo evoluindo?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Solidão


Tentativa de preencher os espaços vazios, não adianta.
Insistente ela é.
Busca nas pessoas, nos afazeres, em tudo que está a sua volta. Não resolve.
Interna ela é.
O e-mail que não chega, o telefone que não toca, a vontade que não vem.
Birrenta ela é.
O silêncio, a falta, a angústia.
Confusa ela é.
O relógio que não anda, as mudanças que não acontecem.
Tediosa ela é.
A esperança no dia de amanhã, lugares e pessoas que encontrará. Inútil.
Onipresente ela é.
A preguiça, o cansaço, a melancolia.
Triste ela é.
Solidão.
Inerente ao ser humano ela é.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Difícil...

Como é difícil ter que fazer tantas coisas, desde levantar da cama, trabalhar, ser cordial com as pessoas quase o tempo inteiro. Viver é bom, tem que ser bom... mas como é difícil. Não é a toa que se diz o clichê "é preciso saber viver."
A vida exige responsabilidade... sei que muitos não tem comprometimento com nada, é claro... mas eu, particularmente, sinto o quanto a vida adulta exige de mim, o quanto naturalmente me sinto responsável pelo trilhar dos meus caminhos e o quanto me culpo todas as vezes que me vejo irresponsável, inconseqüente.
Isso me faz pensar no outro, no sentimento do outro, no cuidado com o outro... onde termina o espaço do outro e começa o seu? Até que ponto você deve abrir mão dos seus interesses em prol do outro? Nunca sabemos qual este ponto exato.
Mas, acredito que de uma forma geral, o amor entre as pessoas acaba conduzindo as coisas, dando encaminhamento para essas questões sem resposta. Por isso, ainda que seja tão difícil viver, penso que muitas vezes, não no dia-a-dia, mas no nosso íntimo, viver significa amar.
E, há pouquíssimo tempo ouvi uma das coisas mais bonitas que alguém já me disse... Foi exatamente o que me fez pensar nas dificuldades da vida e sobretudo no amor.
A frase saiu assim, como que fazendo o resumo de uma avalanche de sentimentos:
"Vai ser muito mais difícil sem você".
Para ouvir esse tipo de coisa, vale a pena levantar todos os dias...

sábado, 29 de maio de 2010

So beautiful

I lost my direction.
I lost my sense.
I lost my plans.
I lost my peace.
I lost everything I had projected.
But I found somenthing so beautiful...
And this is all.