domingo, 26 de dezembro de 2010
Entendendo Clarice
Por não estar distraída escuto o que não devo e deixo passar o mais importante
Por não estar distraída sofro de angústia e remorso, pois não admito qualquer erro
Por não estar distraída esforço-me ao máximo para ser agradável
Por não estar distraída observo e analiso todos os meus passos
Por não estar distraída acho que todos estão me negando a todo tempo
Por não estar distraída dou sempre o melhor de mim
Por não estar distraída exigem sempre o melhor de mim
Por não estar distraída fico confusa quando falam ou perguntam demais
Por não estar distraída fico rouca quando mais preciso da minha voz
Por não estar distraída não consigo dormir se estou tão cansada
Por não estar distraída me dedico intensamente e esqueço de relaxar
Por não estar distraída estrago qualquer surpresa
Por não estar distraída estou sempre me destacando, sendo elogiada
Por não estar distraída sei exatamente quem eu sou
sábado, 18 de dezembro de 2010
Fim de ano
A paz de um amor
Os sonhos guardados no coração
Amigos que se afastam, que se revelam
Os segredos que nunca serão revelados
As conclusões que mudam sempre
As idéias surgindo e surgindo
A espera dos acontecimentos
A vontade de me superar
O perdão
O arrependimento
As escolhas difíceis
O falso sucesso
A fragilidade, sempre ela
A determinação, o que dizem de mim
A vontade de viver!
domingo, 5 de dezembro de 2010
Pairalisação

Sem ação, sem resposta
Sem saber que mundo é este na minha frente
O clima paira de tal forma que não se consegue pensar
Tudo, de tantos anos, de tantas vidas, vem tão forte em poucos segundos
E o silêncio
Silêncio que diz tanto e é impossível iniciar o diálogo
Parei, pairei, espaireci... como se eu fosse capaz de relaxar
A pressão não suporto, o "não me importo" é falso, o silêncio magoa
Não era para ser mágoa...
Vai ser sempre assim?
O que mais se pode fazer para que os olhos se olhem, as mãos se aproximem, os corações se aqueçam
As diferenças precisam ser respeitadas, não só isso, admiradas
Há realmente uma ferida incurável, será por isso? achei que eu já havia perdoado.
Sensação de desampairo
mais uma vez.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Um sopro de paz para você
A vida é como ela é
A gente se acostuma.
Os que se diziam tão amigos... onde estão?
Aquele sentimento que não tinha fim... é a distância quem determina?
A paz não está no trabalho, nos amores, nos afazeres, na televisão
A paz está dentro, ela brota dentro do coração e sái pelos poros,
tomando tudo em volta.
A inquietude anda junto com gente pra onde quer que vamos.
Se por um fato ela aparece, é porque de algum modo já estava ali.
O tempo tudo muda, tudo cura.
"Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu.
Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu.
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu.
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu."
Dou um sopro de paz
E ele atravessa o oceano, tenho certeza.
domingo, 21 de novembro de 2010
Manual de instruções
Não é tão difícil manter o equilíbrio quando se recebe uma notícia ou informação desagradável. Quer dizer, depende... Quando é algo frustrante no sentido de quebrar a expectativa sobre alguma coisa, é bem difícil. Mas quando é um fato, ainda que absolutamente inoportuno, inadequado, mas que acontece nas melhores famílias, um erro, uma imaturidade, uma coisa assim sem sentido algum... Ou então quando é simplesmente uma fala do outro que incomodou. Aí sim, custo a entender porque receber as coisas como se fosse uma bomba explodindo. Não é tão difícil compreender, ouvir, dizer o que está errado, se chatear um pouco é claro, mas sem dramas...
Muitas e muitas vezes eu não consigo, mas tenho plena consciência: é preciso relaxar. É preciso viver e deixar que o outro viva intensamente, livremente. É uma linha tênue que separa isto da falta de cuidado e confesso que já me perdi um pouco nesta separação, dando lugar ao desrespeito... Porém, estou em um momento de desestressar, e hoje percebo que a responsabilidade e cautela devem estar relacionadas a isto.
Nesses momentos eu realmente fico um pouco apática. Se não me derem espaço para falar, falando demais, eu paraliso, eu vôo bem longe, entro no meu mundo. Falo pouco, fico um tanto impaciente com tanta fala, tanta coisa, não consigo administrar a minha vida e a do outro ao mesmo tempo, me envolvendo de maneira dosada. Sinto necessidade que me dêem espaço nessas horas. Não sou do tipo que arranca este espaço de qualquer jeito. Ao contrário, se começam a me sugar e a fazer de mim um instrumento de relatos e companhia para toda e qualquer situação, eu vou me fechando, fechando. Ninguém é companhia ou parceria para tudo, senão não sobra tempo de ser ele mesmo, fica apenas de acompanhante.
Não. não é o meu caso. Porque com muito esforço, do meu jeito apático e tranquilo eu vou conseguindo... Ainda não encontrei a melhor maneira, pois acabo guardando e vai juntando tudo... quando vejo me desestabilizo com uma coisinha pequena, um detalhe absolutamente relevável.
Acho que vou escrever meu manual de instruções para uso adequado...
Mas não para os outro. Para mim mesma. Para eu ficar lendo e relendo.
Quem sabe não acabo me entendendo melhor. :p
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Pulsando

Por muito tempo a pergunta: Qual será a missão?
Todos têm uma missão, que não procuram nem buscam.
Mas é o sentido da vida, da passagem por aqui.
Parece que a missão não só termina, mas antes de tudo existe uma preparação para o seu começo.
É um muro que vai caindo, tijolo por tijolo, aspecto por aspecto da vida.
E só depois de cair todo é que começa a missão: reconstruí-lo!
Não, esta separação entre o momento em que ele está caindo e o momento em que passa a ser reconstruído não é real, nem é clara.
Até porque, o tempo não existe para as coisas infinitas, o antes e o depois.
É como se fossem realidades simultâneas, mas que tem seus processos separados.
O muro está caindo e subindo, caindo e subindo...
A vida é assim. Que frase repetitiva! E sábia.
A vida não está assim agora. Agora é apenas o despertar (dos muitos que virão). Ela é assim.
Alguns nunca despertam. Como será o muro deles?
Ou talvez todos despertem para alguma coisa.
Ânsia por momentos de paz e alegria. Alegria verdadeira!
É preciso bastante esforço.
E o mundo... esse nunca para de girar.
sábado, 16 de outubro de 2010
Fé
Mas não por opção
Levo um sorriso, às vezes largo, às vezes cansado
Procuro não gastar tantas lágrimas
Pois uso a força que conquistei para não absorver o que não é meu
A certeza de que pouco sei sobre os sentimentos
Nada sei sobre os sabores
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Diário de Feriadão - Cumplicidade
Há tanto sentimento em meu coração, que vc nem sabe
E eu nem sei também
Mais do que ser parente, amigo, amante...
A cumplicidade é algo extremamente vinculado à entrega e ao amor ao próximo
Ser cúmplice significa estender a mão haja o que houver
Estar ao lado, ignorando julgamentos, preconceitos
Ninguém vive sozinho com seus problemas
O que eu queria te dizer é que eu tenho medo
Duas vezes já se repetiu, me sinto muito cansada
Tenho medo de novamente me esgotar e perder o gás que tenho agora
O que eu queria te dizer é que não tenho direito de mudar ninguém
Mas devo ser honesta, existem coisas que não posso suportar
Não devo nem quero apagar da memória tudo que é bom e ruim
Já deve saber como é difícil pra mim encarar tantas questões
Ser a responsável, a equilibrada, a madura, a apaziguadora... Não mais.
O que eu queria te dizer publico na internet
Pois não quero mais ter que falar tanto sobre isso
E não quero uma coversa tão forte, cansativa, dolorosa de tão sincera
Quero encontrar na leveza do toque e do olhar a medida ideal, com poucas palavras
Mas não sei se há como desconstruir e fazer tudo absolutamente diferente
Não sou tão sábia quanto pensas, também me sinto confusa
O que eu queria te dizer
É que sou tão grata a tudo que tem feito que nem pode imaginar
Mas estou me esforçando para não agir em gratidão, não é isso que se quer
Por isso a dúvida
Será que está dentro de você o que eu tanto busco? Mas é preciso explorar.
Ou será ilusão mais uma vez? gratidão, quem sabe...
Não exija tanto de si mesmo...
Será que é capaz de me dar a cumplicidade mais madura que existe?
Não por um instante, uma circustância... mas sempre.
Será?
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Diário de Feriadão - Sonhar
A consciência consegue manter-se linear durante o dia
Mas a noite, o inconsciente entra em ação e manda mensagens das mais diversas
E a manhã torna-se tão esquisita, lembro de todos os sonhos
Mas não vou ficar pensando na loucura deles, prefiro transcender
Prefiro lembrar do quanto tenho esquecido de sonhar
Tantas coisas conquistei simplesmente por sonhar e imaginar
Sem a obrigação de alcançar, apenas sonhando, projetando imagens
O tempo passa, a pressão fica quase insustentável
Esquecemos dos nossos sonhos
domingo, 10 de outubro de 2010
Diário de Feriadão - Levinho, levinho...
Sei que não devo buscá-la
Mas lembrá-la não faz mal, pelo contrário
E aí eu penso: "levinho, levinho..."
Como se estivesse falando para mim mesma
E ao mesmo tempo dando um sopro de leveza no ambiente a minha volta
Mudar de cenário, falar de outras coisas, conhecer pessoas...
É bom e também é melancólico às vezes
Mas isso seria em qualquer circunstância
Talvez não seja mesmo para ficar refletindo, pensando na vida
Talvez o melhor seja não pensar
Algo como meditar de olhos abertos
levinho, levinho...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Música da alma
Minha relação com a arte desde sempre foi através da música. A música sempre entrou não pelos meus ouvidos, mas pelos meus poros. Entrava e tocava dentro do meu peito, fosse para cantar, dançar, improvisar ou apenas sentir.
Algumas coisas são leves por natureza e assim é a música, ela tem, na troca entre as pessoas que a compõem e tocam, uma leveza inerente, um momento em que os espíritos é que estão conduzindo aquela união perfeita.
Mas então porque tanto peso? Não deveria ser pesado, é a coisa mais antinatural que existe.
Que vontade de tirar todo este peso de mim, que não fui eu quem colocou!
Que vontade de partir e ver que em outros lugares existem concepções diferentes, mentes abertas!
Que vontade de ficar e provar para essas almas perdidas que há muito além do que podemos mensurar e ver!
Que vontade de absolutamente nada!
Meu Deus, há tanta coisa que eu preciso entender, preciso de uma certeza inabalável.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Paixões
Paixão 1. Nunca desiste, sempre volta atrás e se contradiz. Aproveita-se da fragilidade, quando é na verdade, mais frágil ainda. Como joga mal!
Paixão 2. A já conhecida dilaceradora, falsa misteriosa. Que fique bem adormecida e longe com suas confusões. Voltará muitas vidas para aprender o que desperdiça.
Paixão 3. Proibida, sonhadora, duradoura. Sempre volta. Ri muito e às vezes chora de arrependimento. É o id. Conforta-se na amizade de longa data.
Paixão 4. Diz que não, mas despreza. E antes era outra coisa... Um dia vai se arrepender. Poderia ser muito mais. Quer ser o super ego.
Paixão 5. Ainda desconhecida. Precipitada às vezes, de muitas palavras. Deveria falar menos e se deixar sentir mais. Contudo, parece compreender.
Paixão 6. Amizade. Dúvida de poder despertar mais uma vez, como um dia foi intocável. Certeza de processos diferentes.
Paixão 7. Pensa que é além do que realmente é. E antes de ser parecia que seria. Não foi. Apesar de tão oportuno. Bem típico.
Paixão 8. Inclui algumas. Duvidosa, que fica no limiar da afetuosidade, simpatia, encanto... É a melhor, pois é sempre leve, talvez por nunca ter se dado.
Paixão 9. Impossível, improvável e, portanto, bastante tentadora.
Paixão 10. Fuga. Qualquer uma que se invente para fugir da solidão.
Como pode com tantas paixões este coração estar vazio?
sábado, 2 de outubro de 2010
Novo de novo
O curioso é que muitas coisas sempre acontecem, mas parece que a vida dá umas pausas. Nunca! Não existem pausas. O que existe é uma condição momentânea mais receptiva e tolerante aos acontecimentos. É isso, a tolerância pairou e estou mais flexível comigo mesma e com os outros. É absolutamente de dentro para fora e não o contrário. Espero me lembrar muito disso!
Assumo a dificuldade em ser firme nas minhas decisões. Aceito não ser uma fortaleza.
Cedo às pressões de muita gente. Muita gente que duvida de mim, hoje sou a pessoa mais competente do mundo, amanhã sou cheia de defeitos!
Mas isso é o de sempre. O que sempre me agita os nervos.
Tudo na vida acaba se repetindo de um jeito novo. Como uma flor que brota e morre e no lugar dela brota uma outra (quase) igual.
Portanto, no meu jardim são muitas flores agora.
Uma em especial está com um pouco de medo de desabrochar, de ficar muito vulnerável na sua condição de rosa aberta, podendo ser despetalada assim sem que se peça licença.
A linda rosa, que tem um espírito tão antigo e já desabrochou tantas vezes, deixando que fizessem considerações presunçosas sobre seu perfume, não quer ser tocada, nem tem a menor intenção de se precipitar, revelando pétalas ainda sem a cor ideal. Ela quer abrir-se a seu tempo para viver o novo de novo, usufruir do eterno reencontro cotidiano.
Mas que coisa que a cativa assim no ar e sobe quase arrancando-lhe os espinhos!
Todo o jardim de acontecimentos por um instante olha só para ela e suspira sossegado. Pois sabe... nessa vida nada é definitivo.
domingo, 26 de setembro de 2010
Gerúndio

É, estou ausente
A inspiração não tem vindo me visitar
E há muita gente querendo tudo decifrado
Fico paralisada, eu acho
Difícil é ter o coração em paz
Desencontro... Reencontro
Amizades feridas, duvidosas, verdadeiras, apaixonadas
A complexidade dos sentimentos
O exagero da sensibilidade
Correr atrás quando o outro não quer
Perder o gás quando a atenção é demais
Quase ninguém é interessante
Até quem já foi não é mais
Atitudes previsíveis e ao mesmo tempo surpreendentes
Engraçado, me sinto feliz
Aprendi que a vida é esta
A minha vida, eu digo
A música, a dança, a arte, o glamour
A paixão, a solidão, o amor, nada de glamour
A espera, a busca, a hiperatividade
A mágoa, a alegria, a profundidade
O sonho, a ânsia, o riso
Ops!
Melhor parar por aqui ou vão me decifrar...
E este blog será sempre no gerúndio.
Até.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Desperta
Lenine canta e aponta para mim,
Ele fala de mim...
Bem que podia susurrar no meu ouvido...
"Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço
Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo
Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna
De estar no caminho
Desperto."
(Martelo Bigorna - Lenine)
-Quase- Sempre desperta!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Ansiedade
Ansiedade é gastar energia apertando o botão do elevador várias vezes, sendo que ele só vai descer na hora certa.
Me sinto mais leve e procuro não gastar energia à toa.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Caramelo

Ela é encanto e sedução a todo tempo
Ela é imediatista e egocêntrica, tem que ser na hora que ela quer, do jeito que ela quer
Ela é sonhadora, vive lamentando histórias não vividas
Ela é tão intensa, que acaba metendo os pés pelas mãos
Ela é muito inteligente, perspicaz, proativa. Sempre executa com excelência uma tarefa
Ela é tão altruísta e visionária. Menos quando o assunto é paixão, aí ela é tão cega...
Ela já amadureceu bastante e não julga mais as pessoas, mas sente-se extremamente julgada pelos outros
Ela tem a sensibilidade aguçadíssima e ri na mesma intensidade em que chora. Arrepende-se na mesma intensidade em que age
Ela é uma criança rindo e brincando, uma mulher vivida e sofrida
Ela é amor e amizade a qualquer custo. Tem fascínio pela sua família e seus amigos
Ela odeia se sentir só, mais do que tudo na vida
Ela tem uma determinação invejável, uma força de vontade e nada a tira do seu foco
Ela às vezes exagera, passa por cima do mundo atrás de alguma coisa, mesmo que fantasiosa
Ela é desejada por todos, mas não tem olhos pra ninguém
Ela não sabe, sofre por não saber, mas dizem que ela é linda e doce. Precisa ver! mais parece um caramelo!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Olhos fechados
Fases da vida são como um redemoinho, começa pequeno e a gente nem percebe, a ansiedade, a desorientação, a tristeza, e o tempo vai passando, sentimos apenas um aperto constante no peito e uma inquietação toda vez que tomamos uma atitude desagradável, mas não damos importância. De repente, quando vemos, o pior já se deu. O furacão passa assim, rápido e avassalador.
Acho que não quero mais abrir os olhos.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
O que me interessa
O desconhecido
A alegria de conhecer
A troca, a amizade, a vida
Pra que perder tempo com coisas vazias?
Pra que mentir, se enganar, se perder e se prender?
Se é possivel vagar por ai, rir e amar
Tudo é tão relativo, tudo é tão inconstante
O que sentimos é verdadeiro
Gentileza, respeito, carinho
É só o que me interessa
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Memórias de um devaneio
O que tem pensado o ilusionista conquistador
Quais seus novos sonhos? Quais suas novas paixões?
Sempre o bisbilhoto por aí, nos seus grandes afazeres e realizações
Só queria poder desejar-lhe sorte, sucesso
Só queria que todas as confusões, impedimentos e tristes coincidências nunca tivessem existido
Só queria contar-lhe tudo de novo que tem me acontecido e o quanto estou ansiosa com as oportunidades que estão surgindo, o quanto me sinto plena
Mas, plena mesmo estou quando imagino o que não foi, quando tenho falsas lembranças do passado-futuro
Lembro das risadas que demos, dos amigos que fizemos, daquele jantar que eu mesma fiz, daquela viagem pela Europa
Como posso, por tão pouco, ter me deixado ficar com um buraco dentro do peito, aquela sensação de que alguém morreu
Até hoje não sei o que realmente aconteceu e o que eu inventei
Encontro-me naquela embriaguez que ficamos quando estamos quase dormindo e misturamos a realidade com o sonho
Mas me contento, pois não seria tão bonito se fosse de todo real
Certamente, o verdadeiro é bem menos especial do que o idealizado por mim
Além do mais, tudo é muito mais florido pra mim do que pra quem não regou as sementes que plantou
É... parece que alguns instantes da vida não passam de um devaneio
sábado, 31 de julho de 2010
Uma chance
Uma chance de aprender que as pessoas são imprevisíveis
Uma chance para o outro parar de jogar e assumir sua fragilidade
Uma chance de voltar atrás e nunca mais abrir mão de uma amizade
Uma chance de ver as coisas por um outro ângulo
Uma chance de admitir a tamanha ingenuidade
Uma chance de conhecer alguém
Uma chance para quem tanto pediu por ela
Uma chance de ser menos egoísta e mais tolerante
Uma chance para exercitar a humildade
Uma chance de me sentir livre
Uma chance de brilhar
domingo, 18 de julho de 2010
Lado B
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Sobre o meio
Diferente de Sabina, Tereza vive sempre no meio. Ela começa alguma coisa já indo direto pro meio, se precipita pra chegar logo na rotina, na estabilidade, no igual dia após dia. Por isso a vida dela não é muito interessante, mas a conforta. Durante o dia está geralmente tranquila exercendo seus meios, o que a perturba é a noite, quando vem os sonhos... Afinal, os sonhos não respeitam começo, meio e fim, é uma mistura, uma desorganização que a enlouquece, pois ela é muito metódica.
Já Sabina passa pelo meio muito a contragosto, mas passa, porque tem que passar... No meio ela fica muito carente, uma carência sem fim, sente falta das pessoas, sente falta de mais um monte de coisas que ela nem sabe o que é. E se enche de ansiedade, de pensamentos diversos, sua cabeça não pára.
Para Sabina o meio não é 8 nem 80, não é 1 nem 2... é em cima do muro, é o desenrolar do que já foi decidido. Ah! é insuportável quando se é imediatista.
Talvez Tereza pudesse ajudá-la com sua tranquilidade, podiam conversar e trocar experiências. mas é uma pena, as duas não se dão...
terça-feira, 6 de julho de 2010
Sonho
Essa noite eu tive um sonho.Então eu via quem está longe e fechava os olhos, sonhando dentro do sonho... sonhando uma história de amor. Me sentia tão perto que nem parece que eu estava lá no alto. Mas o perto é longe e o longe é perto, quanto mais me aproximo sinto distância, quando fico bem longe a sintonia me pega de surpresa.
Continuei voando e cheguei ao futuro. Engraçado como o futuro é sempre melhor que o presente, e era mesmo. Me vi tão feliz, enquanto voava sobre o meu mundo, me via no futuro viajando o mundo todo.
Era um sonho tão lindo e tinha tantas outras coisas...
Acordei! mas não tinha ninguém pra contar.
Me dê a mão, mesmo de longe, não dê de mentirinha... só quero te contar meu sonho, mas nada.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Sobre o começo

sábado, 26 de junho de 2010
Simplicidade
terça-feira, 22 de junho de 2010
Sobre o fim
E é isso.
Fim.
sábado, 19 de junho de 2010
Saramago
Não existem rótulos, não existem lugares, não existe ficção e realidade.
Não há distinção entre fala e pensamento.
Não há espaço, não há o que não caiba em qualquer coisa, em qualquer momento.
Não há o impossível, o impensável.
Sem limites, sem bondade nem maldade, sem intenções.
Imprevisível, elevado, insubstituível.
José Saramago. Universal.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Falso mistério
Pois bem, pensas que és misterioso? Para mim nunca foi. De fato, fico um pouco confusa, só às vezes... Mas, não és tu quem me confundes, afinal quem tem boca diz o que quer e eu sei muito bem disso. Confundo-me por que não estou vigilante a todo tempo, em alguns momentos me deixo bailar ao som das ilusões de um mundo sincero. Mas a lucidez, esta nunca me abandona, desde que deixei de ser menina.
Quero leveza, quero liberdade, quero belos momentos, mas, principalmente, quero clareza, quero verdade. Foi-se o tempo de acreditar na sinceridade total, não é isso! Acredito na coerência. És tão vivido e não sabe dos lemas da vida adulta (aquela, a responsável, eu me refiro), como, só a título de exemplo: Não se pode ter tudo, é preciso optar. Ou até: não se brinca com os sentimentos dos outros.
Dê-me o direito de escolher se quero participar das tuas confusões, posso até querer, nunca se sabe. Mas não me submeta a algo sem me perguntar se estou de acordo.
Aliás, não, não... retiro tudo o que disse.
Faça como quiser, sejas quem tu és.
Assim observo com cautela e na hora que me for conveniente te dou uma bela rasteira.
Let's talk about business.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Metamorfose
Talvez este seja o momento de olhar mesmo.
As lágrimas correm quando querem, não controlo.
A comida desce insosa, sem gosto.
Perco as forças, sei que não é hora de me cobrar tanto.
Tudo fica sem graça, sem sentido, vazio.
Acho que vou me fechar num casulo por uns tempos, como larva.
Com a certeza de que em breve surgirá uma borboleta...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Volúvel
Me arrasto no passar dos dias
Me apaixono por uma frase, uma coincidência, um encontro, um presente
Me entretenho no jogo de palavras incompreendidas, silêncios eternizados
Me derreto com um mínimo sinal
Me arrependo por ser tão transparente e entregue
Me condeno por pensar muito e produzir pouco
Me escondo na frente da tela do meu computador
Me vigio passo a passo
Me justifico na espera de um momento ideal
Me pego sonhando acordada, fugindo da realidade
Me acomodo esperando que tomem as decisões por mim
Me envolvo escrevendo, compondo, refletindo dentro do redemoinho
Me engano com a televisão bem baixinha, fazendo companhia
Me alivio por ser consciente de todas as jogadas
Me comovo muito, muito facilmente
terça-feira, 8 de junho de 2010
Oriente x Ocidente (Parte 1)
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Solidão
Insistente ela é.
Busca nas pessoas, nos afazeres, em tudo que está a sua volta. Não resolve.
Interna ela é.
O e-mail que não chega, o telefone que não toca, a vontade que não vem.
Birrenta ela é.
O silêncio, a falta, a angústia.
Confusa ela é.
O relógio que não anda, as mudanças que não acontecem.
Tediosa ela é.
A esperança no dia de amanhã, lugares e pessoas que encontrará. Inútil.
Onipresente ela é.
A preguiça, o cansaço, a melancolia.
Triste ela é.
Solidão.
Inerente ao ser humano ela é.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Difícil...
A vida exige responsabilidade... sei que muitos não tem comprometimento com nada, é claro... mas eu, particularmente, sinto o quanto a vida adulta exige de mim, o quanto naturalmente me sinto responsável pelo trilhar dos meus caminhos e o quanto me culpo todas as vezes que me vejo irresponsável, inconseqüente.
Isso me faz pensar no outro, no sentimento do outro, no cuidado com o outro... onde termina o espaço do outro e começa o seu? Até que ponto você deve abrir mão dos seus interesses em prol do outro? Nunca sabemos qual este ponto exato.
Mas, acredito que de uma forma geral, o amor entre as pessoas acaba conduzindo as coisas, dando encaminhamento para essas questões sem resposta. Por isso, ainda que seja tão difícil viver, penso que muitas vezes, não no dia-a-dia, mas no nosso íntimo, viver significa amar.
E, há pouquíssimo tempo ouvi uma das coisas mais bonitas que alguém já me disse... Foi exatamente o que me fez pensar nas dificuldades da vida e sobretudo no amor.
A frase saiu assim, como que fazendo o resumo de uma avalanche de sentimentos:
"Vai ser muito mais difícil sem você".
Para ouvir esse tipo de coisa, vale a pena levantar todos os dias...




