O olhar que eu precisava, as palavras que meus ouvidos esperavam, a canção que faltava, o riso que eu não tinha, a esperança que eu perdi.
E ainda que esta presença se torne ausência um dia, continuarei preenchida pela verdade, vontade, coragem, auto estima.
Aonde eu for, o paraíso do meu coração continuará aquecido por este Sol, porque o amor que me cativa passa a morar em mim. Para sempre.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Gente!
Gente que se entrega, se permite, sintoniza
Gente que não tem medo de parecer ridículo, é transparente
Gente que ama de verdade, mesmo que por um momento
Gente que valoriza os sentimentos do outro e se importa
Gente que sente a amizade perto, longe, há tempos ou recente
Gente que transcende as rotulações, regras, padrões e vive!
Gente que não tem medo de parecer ridículo, é transparente
Gente que ama de verdade, mesmo que por um momento
Gente que valoriza os sentimentos do outro e se importa
Gente que sente a amizade perto, longe, há tempos ou recente
Gente que transcende as rotulações, regras, padrões e vive!
Não vale a pena
Uma sensação que não é pena,
sentindo a duras penas,
apenas o sentimento pelo que não vale a pena.
sentindo a duras penas,
apenas o sentimento pelo que não vale a pena.
Pureza da resposta
Se em algum momento a vida parecer perder o sentido, lembre das crianças...
Elas não veem sentido em nada, dão sentido pra tudo e são o sentido de tudo!
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
De verdade
Não ter medo de ter medo
Não esconder os sentimentos nas palavras
Não se sentir melhor que ninguém
Admitir a vaidade e as frustrações
Mudar de opinião quantas vezes a opinião quiser
Valorizar e receber cuidadosamente o que cada pessoa oferece
Apreciar, compreender, aceitar e sempre amar
"Quem é de verdade sabe quem é de mentira."
Não esconder os sentimentos nas palavras
Não se sentir melhor que ninguém
Admitir a vaidade e as frustrações
Mudar de opinião quantas vezes a opinião quiser
Valorizar e receber cuidadosamente o que cada pessoa oferece
Apreciar, compreender, aceitar e sempre amar
"Quem é de verdade sabe quem é de mentira."
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Que seja do jeito que for...
Fingimento de casualidade que não engana.
Um sentimentalismo absurdamente absurdo, bobo e longo.
De tudo que se pode esperar de um contexto bem típico, típico desde o comecinho, quase de novela, acontece exatamente o que não se espera (por pura tolice).
Pensando bem, se fosse mesmo uma novela, era o que aconteceu que aconteceria.
Talvez a angústia seja o normal das últimas semanas, dos últimos capítulos.
Aquele desespero: um finalmente ri após tantas lágrimas, o outro casa, o outro enlouquece, o outro vai preso, o outro morre de desgosto...
Sou todos eles, sou tudo ao mesmo instante agora, dentro.
Enfim é só acompanhar, esperar passar e acabar.
domingo, 17 de novembro de 2013
#AmorLivre
O amor de verdade é livre.
A possessividade faz amores doentes.
Pessoas carentes.
E que se preenchem superficialmente.
A possessividade faz amores doentes.
Pessoas carentes.
E que se preenchem superficialmente.
Dia
Cada dia é um novo dia de acordar com outra energia
sem perder a magia ou deixar de ser e ter alegria.
sem perder a magia ou deixar de ser e ter alegria.
Saudade
Quando você hesitante a vacilar parte em retirada,
vem ela saltitante a tomar o seu lugar.
Saudade assanhada!
vem ela saltitante a tomar o seu lugar.
Saudade assanhada!
sábado, 16 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
Alumbramento
Fase da vida - Fase da Lua
Sentir em casa - Estar na rua
Andar depressa - Respirar calma
Encontro casual - Reencontro de alma
Diferença de tempo - Eternidade da existência
Déjà vu cotidiano - Renovação da crença
Abra sua cabeça: Está tudo ligado.
Deixa disso!
Deixa vaidoso não
Que é melhor pro coração
Enxergar a multidão.
Larga a mão de vaidade
Chama a espontaneidade
Que quem vem junto é de verdade.
Que é melhor pro coração
Enxergar a multidão.
Larga a mão de vaidade
Chama a espontaneidade
Que quem vem junto é de verdade.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Fire
Querendo não querer
Pensava em não pensar
Tem gente tentando se esconder
Até o corpo queimar
Mas é que o fogo um dia vira cinza
E sempre há uma razão
Você não sabe e quer que eu minta
Na verdade o que queima é o coração
Pensava em não pensar
Tem gente tentando se esconder
Até o corpo queimar
Mas é que o fogo um dia vira cinza
E sempre há uma razão
Você não sabe e quer que eu minta
Na verdade o que queima é o coração
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Correndo riscos e brilhos...
Uma estrela contou para você e ao seu pedido, cadente ela está vindo para me dizer...
Tento colocar em palavras o que ela diz na língua do brilho.
Ela brilha muito forte e ao fechar os olhos eu começo a entender...
Passamos tempos e tempos vivendo numa redoma
Vivemos num mundinho, defendendo ideiazinhas, indo de um lugarzinho para outro
Encontramos as mesmas pessoas, nos relacionamos das mesmas maneiras
E a estrela está lá, nada apaga o seu brilho, ela é do céu, do infinito, não é de ninguém
"me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar..."
Sufoca porque não entendemos a razão do sufoco, porque achamos que viver é isso mesmo
E pode até ser... para quem não se angustia.
Claro que tem gente que nem chega a sufocar, já nasce com a mente aberta, o coração aventureiro, já nasce com o recado da estrela na alma
Sabe que essa vida é única.
A estrela diminui um pouco o brilho querendo dizer: O medo é traiçoeiro demais. O medo cega.
O medo faz a gente não querer correr riscos e ingenuamente acreditar que eles não existem.
Porque tentar é sempre correr o risco de fracassar.
Dizer é sempre correr o risco de não ser compreendido ou ouvido.
Amar é sempre correr o risco de não ser amado.
Sonhar é sempre correr o risco de acordar.
E pode parece que não, mas assumir sua fraqueza é sempre correr o risco de se encorajar.
O mundo está se abrindo dentro de mim e eu vou!
domingo, 27 de outubro de 2013
Por dentro, amor.
As risadas, o jeito de falar, o desprendimento, o nariz em pé...
É tudo que tem por fora. É o que vê quem pouco olha.
Quem olhar por dentro, vai rir de tudo isso e saber que no fundo,
onde mora a verdade o que reina é o romance, o sonho, a fantasia
Um mundo cheio de vontades e medos, mas sobretudo amor.
Não aquele amor da "tampa para a sua panela", e sim amor sem obrigações,
Com muita compaixão, cumplicidade
No fundo, o querer ser o que você quiser que seja, sem para isso se perder.
Olhe por dentro, queira por dentro!
O que está dentro é sempre fresco, não é requentado como o que está fora.
E que na demora pode ficar estragado.
O que se leva para toda uma vida é o que vem de dentro.
De dentro tem uma infinidade de cartas escritas, com todo o sentimento, e não entregues.
Amor guardado, amor empacotado, que é pra não expor a quem não saberá fazer bom uso dele.
A quem vive economizando sentimento. Tolos.
O resto é a máscara de todo dia... é pouco.
"E pouco eu não quero mais."
Amanhã
A incerteza do futuro
É a certeza do coração
O não saber se vai dar
É o querer e pensar
A insegurança do tempo
É o que segura o passar dos segundos
A fatalidade imprevista
É nada diante da clareza do amanhã
D
Desacordo desencontro desenlace desaponto
De relance displicente discrepante desumano
Delirante descultiva discutindo a desconquista
Desilude decadente distancia, está dormente
De relance displicente discrepante desumano
Delirante descultiva discutindo a desconquista
Desilude decadente distancia, está dormente
Passando do ponto
Na hora que a chuva passa, o Sol abraça, queima em brasa, depois relaxa
Espera a graça do olhar longo, sentimento gira até ficar tonto
Mas de tanto esperar... passar, passou do ponto.
Espera a graça do olhar longo, sentimento gira até ficar tonto
Mas de tanto esperar... passar, passou do ponto.
ento
A todo tempo me reinvento
Ainda que presa a um momento
Tentando alongá-lo em pensamento
E não me frustrar com um acontecimento
Mísero, ínfimo!
Sai de mim, descontentamento!
Ainda que presa a um momento
Tentando alongá-lo em pensamento
E não me frustrar com um acontecimento
Mísero, ínfimo!
Sai de mim, descontentamento!
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Portuglês
If I could fell less
If I could need nothing
If I could just clean my head
And stop thinking of a face
A half face in my mind
I would be empty, but free
Cause I don't wanna share a person
And I don't wanna share my heart
Em alguma dimensão, em algum tempo
Existe espaço para responder todas as cartas e viver aquele sonho
As cartas de Julieta
E o sonho de Alice
If I could need nothing
If I could just clean my head
And stop thinking of a face
A half face in my mind
I would be empty, but free
Cause I don't wanna share a person
And I don't wanna share my heart
Em alguma dimensão, em algum tempo
Existe espaço para responder todas as cartas e viver aquele sonho
As cartas de Julieta
E o sonho de Alice
sábado, 28 de setembro de 2013
É que Narciso acha feio o que não é espelho...
Pense num lugar rodeado de espelhos
Se você ficar ali no centro verá sua imagem duplicada triplicada quadruplicada, em vários ângulos
A imagem da imagem da imagem da sua figura
Pois bem... acredito que a vaidade genuína é exatamente assim
É como se existisse a vaidade da vaidade da vaidade
A pessoa vaidosa se envaidece a tal ponto que nega qualquer demonstração de vaidade
No entanto, a negação é a própria vaidade estampada incontrolavelmente, assim como as imagens que se duplicam infinitamente
Esta é a vaidade dos 7 pecados
A vaidade genuína e obscura
A que não se aceita, mas está sempre ali, no jogo de charme, no falso mistério, na eterna conquista
O vaidoso é o caçador que atrai suas presas para então observar a maneira que elas o observam, como os espelhos que refletem a imagem de uma única figura, esta é a sua função.
Ele está sempre na defensiva, está sempre bem, nada lhe atinge (só que não!)
Se você quer se dar bem com um vaidoso, de uma maneira cordial, superficial, jamais confronte-o, jamais faça-o descer do salto, ao contrário, deixe-o sempre pensar que ele está "causando", é mais jogo.
Pois no dia em que você quebrar um dos espelhos, vai feri-lo absurdamente, vai deixá-lo sem palavras, como espelhos na escuridão, que de nada servem.
E ainda é muito provável que os dias passem e a vaidade chute os cacos do espelho quebrado e siga intacta, sem amadurecimento algum. Ou seja, é em vão.
Se você não se identificou com este texto, lamento informar, pois é na não identificação que ele serve exatamente para você.
Mas não se preocupe, afinal você não é o único, embora pense que sim.
Vaidoso! ;p
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
"Empty heart" ou "A Flor"
A um passo do vazio
Numa ordem decrescente, decadente de bem-me-quer, mal-me-quer
A flor murchando aos poucos... E em plena primavera
A flor que nem chegou a desabrochar por completo
Parece triste, mas não é... Não por isso!
É um "ensaio sobre a lucidez"
Assim como Saramago, que antes desse escreveu o "Ensaio sobre a Cegueira"
Sou prolixa, nunca neguei
Sou divertida
Sou um pacote completo, como todo mundo
Mas não finjo, nem separo as partes do pacote, ele vai todo
Faço, desfaço, repenso, enraivo, acalmo
Mas no fim do dia, sozinha com minha cabeça no travesseiro eu vejo e posso intuir muito claramente:
Um dia não serei eu a me arrepender
A flor despetalada vai me dar alguém pra amar
Alguém que leve o bem-me-quer a sério, ainda que rindo
Cause now, my heart is almost empty
Numa ordem decrescente, decadente de bem-me-quer, mal-me-quer
A flor murchando aos poucos... E em plena primavera
A flor que nem chegou a desabrochar por completo
Parece triste, mas não é... Não por isso!
É um "ensaio sobre a lucidez"
Assim como Saramago, que antes desse escreveu o "Ensaio sobre a Cegueira"
Sou prolixa, nunca neguei
Sou divertida
Sou um pacote completo, como todo mundo
Mas não finjo, nem separo as partes do pacote, ele vai todo
Faço, desfaço, repenso, enraivo, acalmo
Mas no fim do dia, sozinha com minha cabeça no travesseiro eu vejo e posso intuir muito claramente:
Um dia não serei eu a me arrepender
A flor despetalada vai me dar alguém pra amar
Alguém que leve o bem-me-quer a sério, ainda que rindo
Cause now, my heart is almost empty
sábado, 21 de setembro de 2013
Uns dias na vida
Um dia na vida você vai perder completamente o foco
Um dia na vida você vai ser atraída para uma situação e depois se sentirá absurdamente presa a ela
Um dia na vida os dias vão passar, você vai gastar tempo e energia obcecada por uma ideia
Um dia na vida você ter raiva por sentir que não consegue conduzir seus pensamentos
Um dia na vida você vai querer gritar uma coisa e se sentirá sufocada por não poder fazê-lo
Um dia na vida você vai entrar em alguma disputa ridícula
Um dia na vida você vai sentir que tudo que faz tem um único objetivo, um objetivo absurdo
Um dia na vida você vai querer brigar com você mesma, e briga, depois faz as pazes
Um dia na vida você vai querer matar uma pessoa e no dia (ou minuto) seguinte vai querer beijá-la
Um dia na vida você vai desejar muito ser uma pessoa leve, plena, divertida, desapegada
Um dia na vida você vai ver que as as pessoas querem passar certa impressão, mas sofrem
E embora deseje sempre o bem, vai dar graças a Deus por todos serem tão confusos quanto você
Um dia na vida você vai ser atraída para uma situação e depois se sentirá absurdamente presa a ela
Um dia na vida os dias vão passar, você vai gastar tempo e energia obcecada por uma ideia
Um dia na vida você ter raiva por sentir que não consegue conduzir seus pensamentos
Um dia na vida você vai querer gritar uma coisa e se sentirá sufocada por não poder fazê-lo
Um dia na vida você vai entrar em alguma disputa ridícula
Um dia na vida você vai sentir que tudo que faz tem um único objetivo, um objetivo absurdo
Um dia na vida você vai querer brigar com você mesma, e briga, depois faz as pazes
Um dia na vida você vai querer matar uma pessoa e no dia (ou minuto) seguinte vai querer beijá-la
Um dia na vida você vai desejar muito ser uma pessoa leve, plena, divertida, desapegada
Um dia na vida você vai ver que as as pessoas querem passar certa impressão, mas sofrem
E embora deseje sempre o bem, vai dar graças a Deus por todos serem tão confusos quanto você
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Casual ou Louca?
Após alguns diálogos com amigos e análise das pessoas, cheguei a conclusão de que atualmente ou você faz a linha casual ou finge de louca.
Isto é em especial para as mulheres.
A linha casual é falsa, mas funciona na prática. É aquela indireta no facebook; aquela chegada triunfal com cara de quem chegou por acaso; aquele fingimento de desapego; é falar de uma coisa, quando na verdade quer falar de outra...
Pra fazer uma boa linha casual tem que ser muito convicta. Vestir a máscara e não tirar nem pra dormir. Admiro essas mulheres. Sabem jogar.
Isso porque os homens são absurdamente casuais. Eles não "fazem a linha", são assim de verdade mesmo (com exceções, claro). Ou fingem tão bem que é muito real! A despretensão é a marca do homem atual.
A outra opção para as meninas: Faz a louca! Não gostou, olha pro lado e ri, acha engraçado. Não fala de assunto sério. Diz o que sente um dia, no outro age ao contrário do que falou. Some que é pra poder não falar demais. Bebe um pouco que é pra a louca ficar bem verdadeira.
A louca é meio esquisita mesmo... Mas se bem feita funciona porque confunde. Deixa claro, mas não tão abertamente; tem sempre uma brecha pra mudar, partir pra outra, voltar atrás, ir embora da festa sem se despedir, enfim. E tem uma coisa que agrada muito: a louca está quase sempre bem humorada.
A louca é como se fosse uma maneira também falsamente divertida de lidar com as pessoas casuais.
São personagens meio complexos, mas no fundo é muito besta. Chega a ser engraçado. Né?
Permitirei me decifrarem um pouco, vamos ao meu caso... Tenho sido honestamente péssima na linha casual, nenhuma vocação. Só sou casual quando estou sendo casual mesmo, quando tentei ser não sendo, a maioria das vezes foi um fracasso. Porque a casual bem feita consegue dizer o que quer casualmente, já eu sou direta demais! Nunca tive muita paciência para meias palavras.
Entretanto, em fazer a louca, me identifiquei. Esta é mais a minha cara, por motivos óbvios!
Pra ser sincera, não estava gostando dessas personagens... Mas tenho começado a ver com um outro olhar. O que antes eu achava superficial demais, forçado, banal, estou começando a tentar ver como uma maneira mais leve de estar no mundo real, de problemas e zilhões de questões mal resolvidas pra todas as pessoas, tipo um mistério pra preservar as relações, os encontros...
Enfim... sobre isso não vale levar a vida tão à sério. É como se tudo fosse uma grande brincadeira.
Agora, por exemplo, estou brincando de aprender a fazer a linha casual... Não sei até quando. Até porque, falar disso assim tão sistematicamente não é nem um pouco casual. ;)
Agora, por exemplo, estou brincando de aprender a fazer a linha casual... Não sei até quando. Até porque, falar disso assim tão sistematicamente não é nem um pouco casual. ;)
Mas, e aí? De que lado vocês vão ficar?
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
About passion and jealousy
Lágrimas de raiva
Palpitações ininterruptas
O mundo vai acabar
O chão vai rachar
A vida perde o sentido
Tudo é um único sentimento e não existe mais nada
Foco desfalcando possibilidade de concentração em qualquer outra coisa
Mas no fundo um riso!
A própria alma rindo de tão antiga que é e tantas vezes já sentiu-se assim
Um riso que já chegou porque lá na frente chega a graça
Sem mais precipitações, respeitarei este tempo de hibernação
Onde o peito queima como brasa
Na certeza de que em breve ressurgirei das cinzas
Palpitações ininterruptas
O mundo vai acabar
O chão vai rachar
A vida perde o sentido
Tudo é um único sentimento e não existe mais nada
Foco desfalcando possibilidade de concentração em qualquer outra coisa
Mas no fundo um riso!
A própria alma rindo de tão antiga que é e tantas vezes já sentiu-se assim
Um riso que já chegou porque lá na frente chega a graça
Sem mais precipitações, respeitarei este tempo de hibernação
Onde o peito queima como brasa
Na certeza de que em breve ressurgirei das cinzas
domingo, 1 de setembro de 2013
Salto!
Tudo é viável pra quem faz com prazer
Quando tomo um grande gole de vinho sinto tudo mais leve
Sinto ir embora o drama
Só fica uma saudade boa, uma vontade boa, um pensamento bom
E no meu salto, alcanço um lugar
Uma dimensão onde o amor é só encontro
O ciúme não existe nem de longe
Online, digitando, mensagem enviada...
Nessa dimensão não há obsessão, jogo, competição
E as mensagens são enviadas em pensamento
Enviando a minha mensagem...
Recebeu?
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Fruta doce
Coragem
Palavra de ordem
Do fundo do peito um pesar.
Tudo é tão relativo nessa vida
Por isso a dúvida, por isso o medo de não fazer a coisa mais acertada.
Mas, como sempre, é preciso agir, ainda que seja para me arrepender depois...
Sempre opto por agir e assim dar ao universo a possibilidade de trocar as peças de lugar, me tirar da zona de conforto.
Embora eu não esteja me sentindo exatamente confortável, ao contrário...
Estava esperando o momento certo, como uma fruta que precisa de tempo para ficar madura e no ponto exato para não apodrecer.
É... Às vezes a gente esquece que é uma fruta linda e doce. ;)
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Sobre a ilusão
Acordei.
Onde estou? O que aconteceu?
Aquela sensação de estar um pouco no sonho ainda, meio lá meio cá
Mas acordada.
Um despertar chato.
Porque por mais que eu já soubesse que era sonho, queria mesmo era que a realidade me surpreendesse.
Queria que a vida me desse o deleite da fantasia por mais tempo, por muito tempo, como tantas vezes aconteceu.
É engraçado dizer, mas tudo parece tão concreto, tão efêmero que o que eu queria mesmo agora era o prazer da ilusão.
Uma ilusão boa, compartilhada, degustada, bem humorada... pequenas mentirinhas e um sentimento verdadeiro.
Mas não. A ilusão era ilusão mesmo! Era a ilusão da ilusão. E eu queria uma ilusão real, visceral.
Embora eu não queira julgar, pois penso que cada um se aprofunda como pode, olho com estranheza pra quem gosta de emendar ilusões tolas, uma atrás da outra... Seria trauma? Sei lá.
A ilusão real é da alma e se mistura com a realidade de tal forma que fica impossível distinguir uma da outra. E um dia você olha e ri, lembra com ternura daquela ilusão que viveu.
Mas a ilusão da ilusão, feita com o propósito de iludir, aliás, com propósito nenhum, além de vazia, imatura e tola deixa aquela sensação bizarra que ficamos durante um dia inteiro após uma noite de sonhos ruins.
Não chamarei de pesadelo, porque sou do tipo Poliana e o copo pra mim é quase sempre meio cheio.
Chamo de sonho! "Sonho lindo que se foi..."
E continuo não querendo querer, não querendo buscar nada.
Vem vida! Me surpreende!
Onde estou? O que aconteceu?
Aquela sensação de estar um pouco no sonho ainda, meio lá meio cá
Mas acordada.
Um despertar chato.
Porque por mais que eu já soubesse que era sonho, queria mesmo era que a realidade me surpreendesse.
Queria que a vida me desse o deleite da fantasia por mais tempo, por muito tempo, como tantas vezes aconteceu.
É engraçado dizer, mas tudo parece tão concreto, tão efêmero que o que eu queria mesmo agora era o prazer da ilusão.
Uma ilusão boa, compartilhada, degustada, bem humorada... pequenas mentirinhas e um sentimento verdadeiro.
Mas não. A ilusão era ilusão mesmo! Era a ilusão da ilusão. E eu queria uma ilusão real, visceral.
Embora eu não queira julgar, pois penso que cada um se aprofunda como pode, olho com estranheza pra quem gosta de emendar ilusões tolas, uma atrás da outra... Seria trauma? Sei lá.
A ilusão real é da alma e se mistura com a realidade de tal forma que fica impossível distinguir uma da outra. E um dia você olha e ri, lembra com ternura daquela ilusão que viveu.
Mas a ilusão da ilusão, feita com o propósito de iludir, aliás, com propósito nenhum, além de vazia, imatura e tola deixa aquela sensação bizarra que ficamos durante um dia inteiro após uma noite de sonhos ruins.
Não chamarei de pesadelo, porque sou do tipo Poliana e o copo pra mim é quase sempre meio cheio.
Chamo de sonho! "Sonho lindo que se foi..."
E continuo não querendo querer, não querendo buscar nada.
Vem vida! Me surpreende!
sábado, 10 de agosto de 2013
Fale com Ela
Uma toureira em seu espetáculo atrai facilmente os touros com o vermelho ofuscante
Atrai, enraiva, conduz, domina. Sem medo.
Um dia um touro foi atraído, mas não se enraivou, foi devagar, a passos largos e lentos
A toureira, sempre radiante, com ar superior, não conseguiu disfarçar a surpresa
Sua expressão mudou, toda a platéia notou
Aquele jogo comum da toureira com o touro estava diferente
Ela sacudia o tecido vermelho e ele, embora quisesse, não ia ao seu encontro
Quando ela chegava perto, ele a encarava e passava calmamente, como se não fosse um touro de verdade, mas sim um cavalo desfilando
A platéia gritava de emoção enquanto os dois andavam em círculo, ela tentando dominá-lo, ele tentando não se deixar dominar
Outros touros entraram na arena, afinal de contas, esta não é uma tourada comum
Então, a toureira, para não ficar fixada naquele touro incrível, buscava distrair-se com os demais touros. Ali era jogo ganho, fácil, jogou o pano, olhou, dominou. Não tinha graça para ela, embora a distração fosse válida e o exibicionismo também.
Ela então tentava olhar seu touro que também a olhava, mas não ia.
Então ela entendeu. Dava pra ver nos olhos dele que aquele vermelho não era como os das outras toureiras. Pra ele aquele vermelho brilhava muito, às vezes ardia e ele preferia manter uma distância segura para não se entregar e cegar.
A toureira, insaciável, andou até ele devagar, com passos firmes, decididos, sem tirar os olhos dos olhos dele... sacudiu bem o pano, do alto até o chão, a platéia gritando.... Mas ela chegou muito, muito perto, perto demais, propositalmente face a face com o touro...
Foi aí que ele passou, com total desdém, sem ânsia alguma, do mesmo jeito de sempre, olhos revirando a fim de não encarar o vermelho neon...
E ela de tão perto que estava, tão desprotegida... levou um solavanco do touro e caiu dura no chão.
O touro andando e fingindo que nada havia acontecido.
A platéia cochichando opiniões e críticas.
Os demais touros ao redor da vítima.
A toureira esparramada, em coma profundo.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Dança da vida
Danço conforme a música
Se for lenta eu danço ballet
Se for rápida eu sapateio
Me pergunto se sou assim mesmo volúvel, sem personalidade
E já me respondo que não
Quem olha pra mim não me vê como uma pessoa assim e eu também não vejo
Mas sou mutante, sim... Sou aberta, livre, mudo e mudo de novo
Ainda mais agora, neste momento, não estou querendo querer
Estou querendo o que a vida quiser me dar
Porque eu sei que ela vai me dar exatamente aquilo que é bom pra mim
Embora às vezes eu queira lutar contra mim mesma, meu ímpeto, minha vontade do agora ou nunca
Respiro fundo, como certa vez uma cigana me ensinou
E quando o ar entra ele me preenche toda me fazendo perceber que não preciso de nada além do que já é meu
Porque tudo que está acontecendo agora, já foi resolvido em outra dimensão
Porque tudo que ainda vai acontecer, já aconteceu em algum lugar
E a dança da vida fica mais sincronizada quando acertamos o passo, o ritmo e o tempo
terça-feira, 30 de julho de 2013
Entrega. Afinidade cósmica. Eternidade.
O tempo dos astros, do infinito, do universo, definitivamente não é o nosso tempo, tempo da matéria.
Até porque, tempo mesmo só existe aqui, na "matrix".
Constato isso quando me pego numa afinidade incrível com pessoas que conheço há tão pouco tempo.
Tempo? Ah! que palavrinha chata!
O fato é que estou me sentindo completamente entregue. Estou toda entregue, estou num salto em queda livre.
E me invade uma felicidade, uma vontade de rir dos ímãs da vida, ou seja, olho ao redor e as energias que me cercam neste momento são de pessoas assim: Entregues!
Sem reservas, sem máscaras, sem protocolos!
Mas, sobretudo com calma, com discernimento, com leveza, com intuição.
E automaticamente a vida me afasta das pessoas enrustidas, fúteis, contidas ou exageradas demais... Convivo, percebo, observo, mas desculpa, pra essas eu não me mostro.
Era disso que eu estava falando...
Uma afinidade de séculos, estampada e traduzida em poucos meses, semanas.
Pessoas que eu já conhecia, mas estava "desconectada", pessoas que eu apenas via, mas nem sabia de quem se tratava e, melhor ainda, pessoas que eu simplesmente acabei de conhecer!
É maravilhosamente assustador para mim! Afinal, além de entregue toda, sou profunda toda! Mergulho em cada conversa, em cada olhar, às vezes pareço distraída, mas não, me distraio somente da fala, porque a energia me contagiou e transcendeu as palavras.
Estou sempre dentro, misturada, embolada, cravada naquele momento único de troca entre mim e a outra pessoa.
Faço questão de deixar marcas, criar laços, que se modificam ao longo da vida, mas se depender de mim, nunca se rompem. Não quero que rompam, a eternidade me fascina.
Estou sempre dentro, misturada, embolada, cravada naquele momento único de troca entre mim e a outra pessoa.
Faço questão de deixar marcas, criar laços, que se modificam ao longo da vida, mas se depender de mim, nunca se rompem. Não quero que rompam, a eternidade me fascina.
Aí eu abro o vidro do carro e sinto o vento, coloco o braço pra fora, que sensação! porque tudo fechado me sufoca!
Podem pegar um pouquinho pra vocês,
estou transbordando e não está cabendo em mim. ;)
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Let it be
Minhas mãos param sobre o teclado, não sei o que escrever...
Se eu pudesse arrancava as coisas soltas da minha cabeça e despejava aqui
Um pensamento me invade por muito, muito tempo
Fito minhas mãos tentando encontrar palavras e respostas
Como pude assim tão rápido me deixar dominar por um único pensamento?
Como se todas as outras coisas fossem cenas pouco importantes de uma história com uma única cena principal.
Estranho.
Estranho eu que sempre fui protagonista da minha história com várias e várias cenas, me fixar em uma única, na qual nem sou eu quem escreve o roteiro, mas me vejo cumprindo um script desconhecido
Como se eu fosse uma daquelas damas de um palácio antigo, que precisa fazer isso e aquilo, mas se vê perdida naquele lugar, conduzida pelas mãos do destino
Contudo, não serei assim tão fatalista e negativa.
Primeiro, sei que fiz minhas escolhas e não me arrependo.
Segundo, ainda que o palácio seja de areia, a cena fixante deste filme é deleitosamente agradável, esfuziante, viciante.
E ainda tem o palco, o meu palácio, único capaz de me tirar do filme e trazer para a vida real.
A minha vida real, vida de sonhos.
E se eu for falar de sonhos, vai começar tudo outra vez... ;)
sábado, 6 de julho de 2013
Citações
Tenho a
sensação (acho que todo mundo tem) que os versos de algumas canções poderiam
ter sido ditos pela minha própria boca, mesmo já tendo sido antes, por algum
perspicaz compositor... Um Deja Vú eterno, como tudo na vida, repetindo a cada
segundo em lugares diferentes, em momentos diversos, com várias pessoas no
mundo inteiro.
Partindo
deste princípio e da vontade de traduzir o que está em meu coração, cito um dos
discos que eu mais gosto da música brasileira, Los hermanos, 4, lançado em
2005.
"Eu preciso andar
Um caminho só
Vou buscar alguém
Que eu nem sei quem sou
Um caminho só
Vou buscar alguém
Que eu nem sei quem sou
Eu escrevo e te conto o que eu vi
E me mostro de lá pra você
E me mostro de lá pra você
Guarde um sonho bom pra mim" (Primeiro Andar)
“O vento vai dizer lento o que virá,
E se chover demais,
A gente vai saber claro de um trovão,
Se alguém depois
Sorrir em paz
Só de encontrar” (O Vento)
E se chover demais,
A gente vai saber claro de um trovão,
Se alguém depois
Sorrir em paz
Só de encontrar” (O Vento)
“Eu quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar.” (Condicional)
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar.” (Condicional)
“Poderia até pensar que foi tudo sonho
Ponho meu sapato novo e vou passear
Sozinho, como der, eu vou até a beira
Besteira qualquer nem choro mais
Só levo a saudade, morena
E é tudo o que vale a pena” (Sapato Novo)
Ponho meu sapato novo e vou passear
Sozinho, como der, eu vou até a beira
Besteira qualquer nem choro mais
Só levo a saudade, morena
E é tudo o que vale a pena” (Sapato Novo)
“Pois é, não deu
Deixa assim como está, sereno
Deixa assim como está, sereno
Pois é, de Deus
Tudo aquilo que não se pode ver
E ao amanhã a gente não diz
E ao coração que teima em bater
Avisa que é de se entregar o viver” (Pois é)
E ao coração que teima em bater
Avisa que é de se entregar o viver” (Pois é)
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Pesares
Apesar da dor, a cumplicidade
Apesar da inevitabilidade, o cuidado
Apesar das diferenças, a verdade
Apesar do vazio, a certeza
Apesar do tempo, a escolha
Apesar do desgaste, a lembrança
Apesar das previsões, a realidade
Apesar da mágoa, a gratidão
Apesar do corpo, a alma
Apesar do fim, a música
Apesar de tudo, o amor
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Ei!
Esquivei
Neguei
Demorei
Enxerguei
Parei
Relutei
Olhei
Fixei
Encarei
Gostei
Deleitei
Cismei
Criei
Esperei
Desfoquei
Esperneei
Pensei
Acho que me enganei...
Desacelerei
Desencanei?
Neguei
Demorei
Enxerguei
Parei
Relutei
Olhei
Fixei
Encarei
Gostei
Deleitei
Cismei
Criei
Esperei
Desfoquei
Esperneei
Pensei
Acho que me enganei...
Desacelerei
Desencanei?
sexta-feira, 28 de junho de 2013
É tudo só brincadeira e verdade...
Aquela vontade já conhecida, a que nasceu comigo, minha velha amiga
Aquela que me faz acordar todos os dias com uma melodia na cabeça, com uma poesia na ponta do dedo, um cenário de cinema, um contexto, uma cena
Ela adormece às vezes, fica tranquilinha, como que esperando o momento exato de despertar novas expectativas
Expectativas sim! Porque não? São as expectativas que me movem, a maioria delas fracassadas, frustradas, continuam me movendo para todo o sempre, na delícia de aprender, no amadurecimento de cada lágrima derramada
Me sinto feliz como a menina que sonha acordada, que parte de um mínimo pensamento e consegue dar a volta ao mundo em 5 segundos, viver e morrer 20 vezes, renascer a cada instante, a cada ideia, na certeza inabalável de estar seguindo o seu caminho
Vivo sim em dois mundos: O normal que todo mundo vive, se encontra, socializa, etc; e o que se passa dentro da minha mente, o picadeiro louco, onde cada um é o que eu quero que seja
Pois bem, enquanto a minha deusa interior seguia adormecida, coincidência ou não (certamente não), me apareceram cores desconhecidas, uns cinquenta tons, mas não de cinza, que mudam a cada luz, momento, sentimento
Nuances que tem uma incrível displicência própria capaz de me entreter, me queimando por dentro e por fora
Uma linda palheta de cores em toda a parte, ah! como gosto de contemplá-las...
A deusa interior acordadíssima saltitante, meu superego olhando para ela com desprezo, meu inconsciente mergulhando de cabeça, minha consciência mais pensante e produtiva do que nunca, dando longas pausas para inebriar-se com as diversas nuances do verde-mel-marrom.
Meus 50 tons (são meus porque sou eu quem vê), minha vontade de rir, de viver e de vencer: uma combinação perfeita!
Aquela que me faz acordar todos os dias com uma melodia na cabeça, com uma poesia na ponta do dedo, um cenário de cinema, um contexto, uma cena
Ela adormece às vezes, fica tranquilinha, como que esperando o momento exato de despertar novas expectativas
Expectativas sim! Porque não? São as expectativas que me movem, a maioria delas fracassadas, frustradas, continuam me movendo para todo o sempre, na delícia de aprender, no amadurecimento de cada lágrima derramada
Me sinto feliz como a menina que sonha acordada, que parte de um mínimo pensamento e consegue dar a volta ao mundo em 5 segundos, viver e morrer 20 vezes, renascer a cada instante, a cada ideia, na certeza inabalável de estar seguindo o seu caminho
Vivo sim em dois mundos: O normal que todo mundo vive, se encontra, socializa, etc; e o que se passa dentro da minha mente, o picadeiro louco, onde cada um é o que eu quero que seja
Pois bem, enquanto a minha deusa interior seguia adormecida, coincidência ou não (certamente não), me apareceram cores desconhecidas, uns cinquenta tons, mas não de cinza, que mudam a cada luz, momento, sentimento
Nuances que tem uma incrível displicência própria capaz de me entreter, me queimando por dentro e por fora
Uma linda palheta de cores em toda a parte, ah! como gosto de contemplá-las...
A deusa interior acordadíssima saltitante, meu superego olhando para ela com desprezo, meu inconsciente mergulhando de cabeça, minha consciência mais pensante e produtiva do que nunca, dando longas pausas para inebriar-se com as diversas nuances do verde-mel-marrom.
Meus 50 tons (são meus porque sou eu quem vê), minha vontade de rir, de viver e de vencer: uma combinação perfeita!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Desaprender
Logo eu, amante dos mistérios, surpresas, conquistas...
Desaprendi a suspirar
Desaprendi a esperar
Desaprendi a acalmar
Desaprendi o fluir
Desaprendi o não possuir
Desaprendi o dom de iludir
Desaprendi em deixar acontecer
Desaprendi em ver pra crer
Desaprendi em só ser
E olha que sempre achei que esta história de desaprender fosse lenda.
Borboletas me ergam! Ansiosa para reaprender!
Ops! Ansiosa não, curiosa apenas.
Desaprendi a suspirar
Desaprendi a esperar
Desaprendi a acalmar
Desaprendi o fluir
Desaprendi o não possuir
Desaprendi o dom de iludir
Desaprendi em deixar acontecer
Desaprendi em ver pra crer
Desaprendi em só ser
E olha que sempre achei que esta história de desaprender fosse lenda.
Borboletas me ergam! Ansiosa para reaprender!
Ops! Ansiosa não, curiosa apenas.
domingo, 16 de junho de 2013
Falas, olhares, sentimentos
"If I stay here just a little bit longer
If I stay here won't you listen to my heart..."
Às vezes eu queria ter o poder de entrar na mente de outra pessoa.
Porque aquilo que alguém diz sempre deixa brechas...
E aquilo que alguém não diz abre um abismo enorme.
Se as pessoas sempre dissessem exatamente aquilo que sentem (sem dissimular), poderia ser um pouco chato, mas confesso que eu me sentiria muito mais livre e leve. Não precisaria segurar as palavras que querem escapar dos meus sentimentos. E ainda teria "certeza" de que as palavras que ouço são de verdade.
Será que quem não fala sobre os sentimentos é porque não sente, ou sente, mas não gosta de falar ou não queria sentir e por isso não fala?
Tem gente que fala muito e acaba dizendo o que não sente ou achando que sente só porque falou.
Olhando o outro lado da moeda, na maioria das vezes acho que o olhar é mais valioso que as palavras.
Afinal, o olhar tem a ver com o sentir.
Com exceção dos psicopatas, penso que ninguém consegue dissimular um olhar.
E se você chega àquele momento perfeito de olhar, em qualquer situação, aquele momento exato no qual os olhares se cruzam e é como se fossem palavras, frases inteiras, numa língua indecifrável...
Talvez o idioma da alma, do coração.
Eu sempre sinto, às vezes falo, às vezes olho.
Mas o não sentir (ou sentir pouco) é algo que não faz parte da minha estadia nesta vida (nem nas outras).
Meu espírito grita por emoções e sentimentos a todo instante.
If I stay here won't you listen to my heart..."
Às vezes eu queria ter o poder de entrar na mente de outra pessoa.
Porque aquilo que alguém diz sempre deixa brechas...
E aquilo que alguém não diz abre um abismo enorme.
Se as pessoas sempre dissessem exatamente aquilo que sentem (sem dissimular), poderia ser um pouco chato, mas confesso que eu me sentiria muito mais livre e leve. Não precisaria segurar as palavras que querem escapar dos meus sentimentos. E ainda teria "certeza" de que as palavras que ouço são de verdade.
Será que quem não fala sobre os sentimentos é porque não sente, ou sente, mas não gosta de falar ou não queria sentir e por isso não fala?
Tem gente que fala muito e acaba dizendo o que não sente ou achando que sente só porque falou.
Olhando o outro lado da moeda, na maioria das vezes acho que o olhar é mais valioso que as palavras.
Afinal, o olhar tem a ver com o sentir.
Com exceção dos psicopatas, penso que ninguém consegue dissimular um olhar.
E se você chega àquele momento perfeito de olhar, em qualquer situação, aquele momento exato no qual os olhares se cruzam e é como se fossem palavras, frases inteiras, numa língua indecifrável...
Talvez o idioma da alma, do coração.
Eu sempre sinto, às vezes falo, às vezes olho.
Mas o não sentir (ou sentir pouco) é algo que não faz parte da minha estadia nesta vida (nem nas outras).
Meu espírito grita por emoções e sentimentos a todo instante.
Tudo meu
Distante quando queria perto, chega quando não espero
Na verdade sempre espero, meu ritmo acelero (mais?)
Este outro ritmo conheço, mas não sei se é natural
Antes parecia mais, agora parece banal
Ou talvez eu não possa saber o que ainda não é e nem está perto do fim
Superficial não gosto, me aprofundo mesmo assim
Para meus impulsos, vontades, prefiro dizer um sim
Sempre sairá perdendo quem não me olhar por dentro
Meu sangue é colorido, minhas veias são doces
De dia sou menina e cigana a noite
Pense, pare, veja, sinta minha alma de caramelo
E se tudo não são flores, meu jardim é secreto
Eu que planto, eu que rego, sobretudo me entrego
Meus braços estão abertos e o vento bate na minha cara
O que eu vivo só me pertence, não vou esperar mais nada.
domingo, 9 de junho de 2013
Na rua dos bobos, número zero
Era uma vez uma casa
Casa bonita, ar fresco, bem arrumada
Muitas vezes era invadida por uma ventania que tirava algumas coisas do lugar
Mas logo tudo voltava a ficar arrumado, embora com alguma poeira que acabava ficando embaixo do tapete e dos móveis
Um dia começou a ventar forte e para surpresa do vento ninguém se apressou em fechar as janelas como era de costume
E o vento ventou por um tempo
Tudo foi ficando fora do lugar e a poeira que estava acumulada por baixo daquela beleza de casa foi subindo
Um dos moradores se deu conta, mas sozinho não podia fazer muita coisa e não encontrou ninguém pra ajudar, pois o outro acabara de ficar cego e nada podia fazer
Então ele acabou desistindo e deixou como estava, enquanto o outro recuperava um pouco a visão, mas bem pouco mesmo
Quando parecia que no meio daquela bagunça, ao menos o vento tinha parado de ventar, veio uma tempestade muito forte, seguida de mais vento, desta vez um vento perfumado, muito perfumado e doce
O cego, ao contrário do que se podia imaginar, sentia o cheiro bem de longe, quase nada
O da vista boa se inebriava com aquele perfume exatamente na hora em que pensou em arrumar a linda casa, não conseguia, só sabia dançar no balanço perfumado do vento
Às vezes parava e se perguntava: "Como pode vento ter perfume?"
Então tinha medo olhando a bagunça cada vez maior
Mas aí novamente a fragrância da brisa impregnava suas narinas
E ficaram os três ali naquela dança empoeirada: O cego, o louco e o vento.
Pensaram: "Vamos esperar a poeira baixar."
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Telepatia na linha do horizonte
"Mar sob o Céu cidade na luz, mundo meu canção que eu compus..."
Uma garrafa, como aquelas que se joga no oceano em filmes
Dentro uma carta que fala de canções, astros, olhares, verdades, vontades
Me transporto telepaticamente para a linha do horizonte
Uma telepatia voraz, única maneira de me "comunicar" neste momento
Fico lá o dia inteiro, o tempo inteiro, um sonho inteiro
Não lembro do sonho, mas a certeza de que foi ali naquela dimensão
Um segundo, um milésimo, tempo nenhum
Tempo de Sol ou Chuva, qualquer tempo é bom entre o Céu e o Mar
Lá sempre a era é de "Aquarius", de compaixão, racionalidade, e certa solidão feliz
Não tenho pressa (talvez um pouco), porque o que é pra ser será
E se não for, mesmo assim já é, pois a gente quer ver o horizonte distante
Eu gosto de ser um só, sem amarras
O que não gosto é de ser só um, sem mudanças
Portanto, nem tente compreender, cada dia uma faceta
Hoje aquela, sereia flutuante, deitada na linha do horizonte
sábado, 1 de junho de 2013
Caminhada
Chega um dia que a gente percebe que as coisas não precisam ser pra já
Chega um dia que a gente encontra um equilíbrio entre amor próprio e amor ao próximo
Chega um dia que a gente olha pra trás e não quer repetir os mesmos erros
Chega um dia que a gente entende que a estrada vai além do que se vê
Chega um dia que a gente recebe e ouve claramente aquela mensagem que vem do fundo do peito, aquele sinal que faltava pra fazermos a coisa certa
Chega um dia que a gente cresce por dentro
Porque para a espiritualidade não existe tempo, não existe começo nem fim, existe você que segue numa caminhada contínua, onde suas escolhas definem as paisagens que irá encontrar
Chega um dia que a gente encontra um equilíbrio entre amor próprio e amor ao próximo
Chega um dia que a gente olha pra trás e não quer repetir os mesmos erros
Chega um dia que a gente entende que a estrada vai além do que se vê
Chega um dia que a gente recebe e ouve claramente aquela mensagem que vem do fundo do peito, aquele sinal que faltava pra fazermos a coisa certa
Chega um dia que a gente cresce por dentro
Porque para a espiritualidade não existe tempo, não existe começo nem fim, existe você que segue numa caminhada contínua, onde suas escolhas definem as paisagens que irá encontrar
Não sei quando
Pra roubar teu coração
Vou chegar no final de mais uma canção."
domingo, 26 de maio de 2013
Cenas de circo
Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer...
A vida torna tudo que evitamos inevitável
Aquilo que fica guardado no tempo é resgatado
Um resgate do que nunca morreu, até porque o que é inevitável não se guarda por tanto tempo
Em cima da corda bamba, exatamente como eu gosto, exatamente como minha alma deseja
Um palco de circo, uma lona improvisada e muito colorida, cada vez que você olha ela muda de cor
E eu sou todos os personagens, o palhaço triste, a bailarina esbelta, a contorcionista talentosa, o mágico surpreendente
Talvez minha loucura tenha escolhido o circo pelas surpresas
Ainda que muita coisa seja previsível, a vida é uma grande surpresa
Nunca se sabe o personagem que vem depois do outro, a emoção que vamos sentir com aquele número
Adrenalina, ansiedade, como se os pés pudessem sair do chão e a gente desse passos no ar
Não sei porque o início de cada cena me encanta tanto, cada capítulo da vida, cada página virada, aquela batida acelerada do coração
No fundo talvez eu seja uma desbravadora, aventureira, que gosta de mergulhar em águas escuras e profundas
Mas ainda estou criando coragem...
Ainda me sinto uma dama da sociedade que senta no fundo da platéia ri baixinho e enxuga as lágrimas com seu lenço de papel
Porém, por baixo do vestido longo, minha fantasia de estrela do picadeiro!
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Tentativas, escolhas e consequências
Tentar, tentar, tentar... E de que é feita a vida senão de escolhas e tentativas?
Mas desta vez me refiro mesmo às tentativas internas... Não aquelas que todos veem que estamos fazendo, mas sim, aquelas de dentro do coração, as mais difíceis, as mais profundas.
Às vezes tenho a sensação de que tento além da minha capacidade... Não é auto piedade não, é sensação de "saco cheio" mesmo.
Tentar fazer a sua parte e ainda tentar estimular o outro pra que faça a dele (sem sucesso), não seria uma tentativa dupla? E, portanto, desgastante!
Não quero transferir para ninguém o meu desgaste, sei que ele me pertence e é resultado da minha maneira de levar as coisas.
Mas não é de fato uma opção ser a que empurra o carrinho emperrado, é um fato, uma condição.
Sei que tem momentos na vida que precisamos mesmo de um empurrão, mas a recorrência vai se tornando cada vez mais insuportável.
A triste verdade é que esta situação com certeza não aguentarei por tanto tempo quanto gostaria. Preciso subir, não posso esperar, empurrar, puxar, gritar: Ei! Você não vem comigo?
Cada degrau necessita uma tarefa (tarefas normais do dia-a-dia mesmo, sem metáfora), portanto é preponderante cumpri-las a fim de ir subindo a escada.
Também quero ser ajudada, quero caminhar junto, sem atrasos, sem esquecimentos.
Com toda a honestidade da minha intuição... Definitivamente não sei até quando, mas ainda seguirei tentando.
Após as tentativas, virão as escolhas e consequências...
Aguardem próximos capítulos.
domingo, 5 de maio de 2013
Bruxaria não, magia...
Tenho andado pensativa sobre esta coisa de futuro, destino... Algumas coisas me levam a acreditar que está tudo escrito mesmo, que tudo acontece da maneira que tem que acontecer para que outras coisas aconteçam como consequência e assim por diante. Isso porque o universo trabalha num fluxo de energias levando cada detalhe para o seu devido lugar, como se fosse um deja vú que vai sempre se confirmando. Até aí pra mim que sou um pouco bruxa (podem rir!) faz todo o sentido. Também acredito que algumas pessoas com uma sensibilidade aguçada, conseguem se conectar com essas ondas vibratórias (que são o que regem tudo, a energia, o pensamento, as leis naturais) e de alguma maneira conseguem intuir o que está por vir. Ótimo! Muito legal a pessoa ter essa intuição e poder se preparar para os desígnios da vida... Mas aí, você recebe uma previsão dessa "qualquer" sobre sua vida e você fica esperando acontecer aquilo que foi dito na previsão e... Supresa! Não acontece! Ou melhor, AINDA não acontece... E vai acontecer quando??? Ah, minha filha, o tempo dos astros não é o nosso tempo... O tempo é relativo. Aaaaaah! (grito) Pois é... Aconteceu com a menina aqui que vos fala. Essa menina que quem lê sabe, não é nada ansiosa, não tem grandes planos e sonhos pra vida, não fica entediada muito fácil... SÓ QUE NÃO!!! Cheguei à conclusão de que não quero mais saber de cartomante, cigana, ou coisa parecida... Vou viver o presente, deixar a vida me levar, continuar seguindo a minha intuição. É isso. Talvez eu abra só uma exceçãozinha, porque esses dias uma amiga me falou de uma cartomante que não erra nunca, é batata! Imagina, já pensou! Acho que vou dar um pulinho lá! E agora????
sábado, 4 de maio de 2013
Clichês e Expectativas
Nossa! Quanto tempo sem escrever...
Engraçado, pensei tanto neste tempo, tanta coisa aconteceu e não escrevi, não sei porque.
Reli meus últimos posts e fiquei pensando: não quero que me vejam como uma pessoa confusa... Uso este blog como uma catarse mesmo, quase sempre é uma catarse... Um choro guardado, uma gargalhada contida, um mergulho em alto mar, uma corrida nua no meio do asfalto, uma fuga sem celular, sem ninguém, longe de tudo e todos. Quem nunca quis? Aliás, quem não é confuso nessa vida? Ah! Podem pensar que sou confusa mesmo. Tô escrevendo no iPad e não consigo dar enter nas linhas, quer dizer, eu dou, mas quando publico não aparece, fica tudo junto e embolado, vai assim então...
A vida é mesmo uma grande surpresa a cada dia... Ela conspira pra que a gente vá por um determinado caminho e a gente vai, mas aí um monte de coisa dá errado e a gente fica se perguntando: Porque que a vida me trouxe até aqui?
Por outro lado, será que não era pra dar errado mesmo? Será que não era exatamente isso que a "vida" queria? Que desse errado!
"Só lá na frente você vai saber as respostas..." "Tenha fé em Deus" "Deus tem um plano pra você" "Nada é por acaso"
Sou uma pessoa de muita fé, sempre fui e serei alto astral, bem humorada e otimista... Sou espírita por identificação, criação e principalmente, vocação! E graças a Deus, os problemas que eu enfrento são muito menores que os de muita gente que tem saúde frágil, passa muita dificuldade, tem terríveis vícios, enfim... Mas, neste momento estou me sentindo um pouco cansada desses clichês... Nos últimos meses me alimentei bastante deles, foi produtivo, ouvi e ouço muito, além de repetir em minhas orações, porém, dentro do meu confuso coração indecifrável, algumas vezes essas frases não fazem sentido algum... Só giram na minha cabeça, como se fosse uma eterna fantasia de quem sonha demais. O sonho, o mistério, as histórias não vividas ou interrompidas, os lugares não conhecidos, tudo isso sempre foi e será motivo de grande inspiração... Acho que sou uma eterna criança pulando amarelinha pra chegar no céu colorido.
Hoje estou sendo um pouco menos metafórica (só um pouco mesmo) como seria de costume, e um pouco mais direta, transparente... Espero que os leitores também gostem. Embora o objetivo não seja necessariamente "curtir".
É interessante me sentir assim, meio despida, toda destemida, como quem não está preocupada com os julgamentos. E isso não é clichê.
Pronto! Acho que encontrei um norte... Goste quem gostar, aconteça o que acontecer, tentarei não ter medo. Tentarei não pensar se estou frustrando as expectativas...
Especialmente as minhas.
Se for preciso para isso algum clichê, que venha!
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